Por: Tiago Reis

Por que eu acho a BlackRock interessante?

Fundada em 1988, a BlackRock é uma gestora de investimentos norte-americana, que atua em muitos países ao redor do mundo. Ao final de junho, ela possuía cerca de US$ 6,8 trilhões de ativos sob gestão. Com esta quantidade, ela se coloca na posição de maior gestora de ativos do planeta.

Neste Suno Call, vou apresentar alguns motivos pelos quais considero a BlackRock uma boa empresa. Trata-se de uma companhia a que todo investidor deveria dedicar uma parcela de seu tempo para estudá-la.

Maior do mundo com fortes vantagens competitivas

Por ser a maior gestora do mundo, em termos de ativos sob gestão (Assets Under Management – AUM), a BlackRock usufrui de uma série de vantagens competitivas. Tais vantagens são capazes de manter a companhia em uma posição confortável em relação aos seus concorrentes.

Consequentemente, isso se traduz em uma proteção dos retornos no longo prazo, que vem se mostrando efetiva em seu histórico.

Dentre as suas vantagens competitivas mais significativas, podemos citar os custos de troca, que acabam derivando de sua escala gigantesca.

Explicitamente, os custos para que um cliente transfira seus recursos para outra gestora não são tão grandes. No entanto, a inércia e a incerteza de conseguir retornos melhores tendem a manter os clientes na BlackRock por um extenso período.

Vale destacar, também, que a companhia possui uma base diversificada de clientes, dividida entre institucionais, varejo e sua plataforma iShares. Este aspecto é importante por conferir certa resiliência em suas fontes de receitas.

Além disso, ser uma gigante também permite que ela invista massivamente em aspectos que desenvolvem diferenciais, como seu sistema de gestão de risco dos investimentos.

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ETFs – A líder de uma tendência favorável

A BlackRock é uma companhia proprietária de vários ETFs (Exchange Traded Funds), por meio de sua plataforma iShares. Estes produtos são fundos que funcionam replicando os principais índices de vários países.

Aqui no Brasil, por exemplo, temos fundos da BlackRock que replicam o Ibovespa, o índice de Small Caps, além do S&P500.

O investimento passivo apresenta uma tendência favorável de crescimento. Deste modo, a indústria de ETFs se expande, por consequência, e a BlackRock, tendo a plataforma mais utilizada, confere vantagens aos seus clientes, obtendo um efeito de rede. Isso porque quanto mais pessoas optam pelos ETFs da BlackRock, mais liquidez eles apresentam, e mais pessoas se interessam pelo produto, gerando uma “bola de neve”.

Os grandes investidores institucionais são os mais beneficiados por este aspecto, pois os enormes patrimônios investidos – na casa dos bilhões de dólares – exigem um alto grau de liquidez.

Além disso, por causa da alta liquidez que seus ETFs possuem, a companhia consegue cobrar taxas superiores à de seus concorrentes, uma vez que os investidores estão dispostos a pagar um prêmio por este benefício. Deste modo, os retornos da companhia são beneficiados.

Por fim, a maior parte dos seus ativos sob gestão – cerca de dois terços – vêm das américas. Deste modo, uma avenida de crescimento é a sua expansão global. Assim, ela ainda pode diluir seus custos de desenvolvimento, por exemplo.

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Vale ressaltar que este artigo não constitui uma recomendação, tanto de compra quanto de venda.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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