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    Plano Safra: conheça o plano de financiamento da agricultura brasileira

    Plano Safra: conheça o plano de financiamento da agricultura brasileira

    O setor agropecuário é um dos principais expoentes da economia brasileira, principalmente quando se fala de geração de divisas e exportação. Entretanto, para sustentar boa parte da produção agrícola nacional, o governo utiliza um programa de financiamento especial: o Plano Safra.

    É por meio do Plano Safra que são definidas questões como o volume de recursos e as taxas de juros a serem praticadas com os agricultores brasileiros. Por isso, é importante conhecer melhor esse programa, saber porque ele é importante e como seus recursos são utilizados.

    O que é o Plano Safra?

    O Plano Safra é o programa do governo federal responsável pela destinação de recursos para o financiamento da atividade agrícola de pequenos, médios e grandes produtores do Brasil.

    Ou seja, o Plano Safra responde pelas as ações que serão direcionadas para o setor agrário brasileiro. Essas ações são definidas anualmente pelo Governo Federal entre os meses de junho e julho.

    Nesse sentido, cada um desses três grupos recebe um volume diferente de recursos do governo federal, bem como possuem taxas de juros de financiamento distintas, sempre levando em consideração o tamanho da produção.

    O Pronaf, por exemplo, que é o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar, recebe anualmente por volta de 30 bilhões de reais, com taxas de juros por volta de 3% ao ano.

    Por que o Plano Safra existe?

    Enquanto o agricultor familiar possui essa taxa mais atrativa, o médio e o grande agricultor precisam lidar com taxas mais elevadas, na faixa de 6% e 8% ao ano, respectivamente.

    Essa diferenciação existe para estimular a produção do pequeno produtor. Isso se deve pois a agricultura familiar possui menos vantagens competitivas em relação aos produtores de larga escala.

    Nesse sentido, os custos com produção e comercialização são maiores, o que reduz, por exemplo, as margens dos produtores menores. A razão disso é a escala de produção desses produtores, que é menor e não faz uso de tecnologia no processo de plantio e colheita em relação aos grandes produtores. Tal situação, sem dúvidas, encarece o produto final.

    Como os recursos do Plano Safra são utilizados?

    Os recursos do Plano Safra são divididos entre algumas políticas, como:

    Seguro rural

    Com o benefício do seguro rural, os produtores contratam uma apólice que os protege do principal fator de risco para a produção, o clima. Nesse sentido, as perdas com imprevistos climáticos podem ser minimizadas ao recuperar o capital investido na lavoura.

    Apoio à comercialização

    No apoio à comercialização, o governo federal pretende mitigar eventuais mudanças no mercado que possam prejudicar os produtores agrícolas brasileiros. Uma das políticas do apoio à comercialização é a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

    Nessa modalidade, a Aquisição do Governo Federal (AGF) entra em cena, sendo que ela acontece quando o preço de mercado estiver abaixo do preço mínimo fixado.

    Crédito rural

    De fato, o crédito rural é a principal modalidade de destinação de recursos do Plano Safra. Seu objetivo é aumentar a produção por meio do financiamento da atividade agrícola dos produtores. O crédito rural pode ser dividido em três tipos:

    • De custeio;
    • De investimentos;
    • De comercialização.

    No crédito para custeio, o governo pretende auxiliar o produtor com os custos de produção. Nesses custos estão incluídos os gastos, por exemplo, com sementes, fertilizantes e de alimentação de animais.

    No crédito de investimentos, os recursos são destinados para a ampliação da atividade agrícola. Ou seja, o objetivo é o investimento em tecnologia e a compra de maquinário e de mais terras para produção.

    Por fim, no crédito de comercialização, os recursos são utilizados para melhorar o trâmite que envolve a venda dos produtos, principalmente no que se refere ao transporte das mercadorias.

    Por que o Plano Safra é importante?

    O programa do Ministério da Agricultura gera benefícios fundamentais, sendo que alguns deles são:

    • Geração de emprego e renda para a população rural;
    • Desenvolvimento estrutural e tecnológico do interior do Brasil;
    • Estímulo para o superávit da balança comercial brasileira.

    Esses benefícios do Plano Safra são importantes porque não só estimulam áreas da economia rural, mas também desenvolvem a economia do Brasil como um todo. Além disso, esses estímulos são ainda mais fundamentais se levarmos em consideração a relevância do setor do agronegócio na composição do PIB brasileiro.

    Por sua relevância dentro do sistema financeiro nacional, o anúncio do Plano Safra de cada ano costuma ter bastante destaque dentro do noticiário econômico brasileiro. E para acompanhar essa e outras notícias, assine gratuitamente nossa lista de WhatsApp e receba as principais novidades do dia diretamente no seu celular.

    Tiago Reis
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