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Por: Tiago Reis

Como funciona o fundo de índice PIBB11 e como sua carteira é composta?

Os fundos de índice (ETFs) sempre foram uma boa alternativa para quem quer começar a investir em ações, mas tem pouco dinheiro ou conhecimento para fazer suas aplicações. Porém, dentre as várias opções existentes no mercado brasileiro, uma das mais procuradas são os fundos de índice. Dentre eles, está o PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa.

Por se tratar de um ETF, a grande vantagem desse ativo é a replicação da composição de um índice de ações organizado pela própria bolsa. Dessa forma, ao comprar uma cota do PIBB, o investidor está comprando, na verdade, uma fração de todas as ações listadas no seu índice referencial.

O que o PIBB11?

O PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa é um fundo de índice (ou ETF, Exchange Traded Fund) baseado no indicador IBrX-50. Na B3, o PIBB é negociado sob o código PIBB11.

Lançado em 2004, o PIBB foi o primeiro ETF a ser listado no mercado financeiro brasileiro. Sua formação teve origem em uma oferta pública de parte da carteira de ações do BNDES.

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O fundo foi lançado com um patrimônio líquido inicial de R$600 milhões, sendo estruturado pelo próprio BNDES e pela Bovespa, com o auxílio dos bancos JP Morgan, Goldman Sachs e Itaú.

O Itaú, inclusive, é também o administrador e gestor do fundo desde que ele foi criado. Atualmente o PIBB faz parte da plataforma EFT Now do Itaú.

O PIBB é um dos maiores fundos de ações do mercado brasileiro, contando com mais de R$1 bilhão de patrimônio. Juntamente com o BOVA11, o ETF que segue o Ibovespa, o PIBB e um dos fundos de índice com maior liquidez no pregão da B3.

IBrX-50: o índice referencial do PIBB11

Assim como os demais ETFs, o PIBB tem como objetivo de refletir a performance de um índice de ações oficial calculado pela própria bolsa. Nesse caso, a referência do PIBB é o Índice Brasil 50, ou IBrX-50.

Esse índice lista as 50 ações de com maior negociabilidade, volume e liquidez da B3, através de uma média ponderada entre os papéis mais e menos representativos.

Dessa forma, o PIBB segue a composição do IBrX-50 e investe, obrigatoriamente, pelo menos 95% do seu capital, na carteira teórica do índice. Logo, pode-se dizer que quem investe no PIBB está investindo, indiretamente, no próprio índice IBrX-50.

Como funciona o PIBB11?

Por ser um ETF, as cotas do PIBB são compradas e vendidas diariamente no pregão da B3. Entretanto, a abrangência do fundo faz com que ele represente as ações mais relevantes da bolsa. Logo, as cotas do PIBB possuem um dos mais altos níveis de liquidez e volume de negociação da bolsa.

Por isso, o seu investimento é bem mais fácil do que outros fundos de ações. Porém, uma outra forma de investir no fundo é entrar nas novas emissões de cotas primárias, quando elas ocorrerem.

Além disso, é importante ressaltar que o fundo também cobra uma taxa de administração de 0,059% ao ano, descontada de forma automática do valor das cotas.

Valuation e precificação de ativos

O PIBB também possui um modelo de aporte e resgate especifico de cotas, conhecido com in-kind. Com ele, cotas podem ser criadas ou destruídas com base na atualização da carteira de ativos do fundo. Qualquer modificação é feita em lotes-padrão de 20.000 cotas.

Essa medida serva para manter o valor patrimonial do PIBB semelhante ao preço de negociação da sua cota. Dessa forma,  evita-se que surjam oportunidades de arbitragem devido ao descolamento entre o mercado primário e o secundário.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

6 comentários

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  • Carlos Eduardo 30 de maio de 2019

    Tiago, saudações. Sendo que um ETF não paga dividendos, o objetivo do investimento é somente ganho patrimonial pela realização de lucros na venda dessas cotas?

    Responder
    • Suno Research 5 de junho de 2019

      Aqui no Brasil sim, o foco dos fundos é a valorização. Os dividendos pagos pelas empresas que os fundos possuem participação são reinvestidos pelo fundo, de modo que haverá uma valorização com base no que seria pago de dividendos além da valorização normal dos ativos do fundo. Abraços

      Responder
  • Darci Tadeu Anacleto 11 de junho de 2019

    Explicação sucinta e objetiva, característica de quem conhece.

    Responder
  • Luis Arthur Vasconcelos 15 de julho de 2019

    Olá, muito obrigado pelo post. Eu herdei cerca de 22 mil em PIB11 em 2019 e vendi tudo pouco tempo depois. Desta forma, isso nunca foi declarado em meu imposto de renda. Eu preciso gerar os DARFs mesmo assim? Se sim, imagino que o lucro seja dado pelo preço da venda menos o preço que costa no inventário, confere? Muito obrigado pela atenção!

    Responder
  • Orlando Cruz 12 de novembro de 2019

    Bom dia, Thiago!
    Comecei investindo em ações de empresas e, acho, já “naveguei” por quase todas elas.
    Ultimamente tenho concentrado 80% do valor investido em IVVB11, BOVA11, SMAL11 e PIBB11, o que significa mudança radical na minha forma de investir.
    Qual a sua opinião, considerando o cenário atual, em relação à minha decisão?
    Forte abraço!
    OOCruz

    Responder
    • Suno Research 12 de novembro de 2019

      Gostamos de IVVB11, embora esteja na máxima histórica, já BOVA11 tem uma complicação por representar a reprodução de uma carteira baseada em um mercado bem cíclico, o que acaba fazendo com que o ETF muitas vezes tenha que rodar sua carteira em momentos em que não seria interessante roda-la, para manter as proporções.
      SMAL11 e PIBB11 são montados com base em critérios como liquidez, valor de mercado e negociações diárias, critérios que não atestam nada quanto aos fundamentos das empresas que o compõem. Dessa forma acreditamos que não são opções muito interessantes para um investidor em valor, embora seja verdadeiro que a tendencia é que subam com o tempo, como o mercado tende a fazer.
      Se posso sugerir uma coisa, experimente uma de nossas assinaturas, o Suno Start sai por apenas 9,90 por mês na assinatura anual e tem bastante material interessante para quem quer começar a investir em renda variável:
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