O PIB mede a produção econômica da um país
Por: Tiago Reis

PIB (Produto Interno Bruto): medida da produção da riqueza de um país

Quando o assunto é economia, mais especificamente a macroeconomia, diversas são as siglas que confundem as pessoas com pouca experiência no mercado e, dentre elas, o PIB se faz de maneira representativa.

Dessa forma, é muito importante que se esclareça o quanto antes as muitas diretrizes relacionadas ao PIB e suas principais vertentes, visto que, de maneira direta, os resultados dessa avaliação podem afetar de maneira direta a importantes parâmetros da economia, como a Taxa Selic, por exemplo.

PIB Significado

O PIB é a sigla para Produto Interno Bruto revela a riqueza gerada em um país em um determinado período.

Dessa forma, esse indicador pode ser calculado tanto pela ótica da oferta quanto pela ótica da demanda, porém, os métodos devem apresentar o mesmo resultado.

Como calcular o PIB I

Nada melhor que um exemplo para se demonstrar como calcular o PIB e, por conta disso, tomemos como ilustração uma situação para o cálculo dessa métrica pela ótica da oferta, comumente chamada, também, de ótica da produção.

Imagine-se que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) queira calcular a riqueza gerada por uma confeiteira que cobre R$ 50,00 por um bolo.

Para fazer esse bolo, ela usou 1 kg de açúcar e 1kg de trigo, e teve, por consequência, que adquirir essa matéria-prima proveniente de uma indústria açucareira e de uma lavoura de trigo.

Assim sendo, o custo de R$ 50,00 desse bolo já traz embutido, consigo, os custos dessas matérias-primas utilizadas (dentre elas o açúcar e o trigo, além de todas as outras).

Se os materiais utilizados na produção custaram, no total, R$ 30,00, a contribuição dessa confeiteira para o PIB foi de, portanto, R$ 20,00, que é a diferença, a grosso modo, entre o valor vendido e o custo de produção que ela teve na confecção do seu produto final.

Assim sendo, os R$ 20,00 contabilizados para o PIB representam a riqueza gerada ao transformas as matérias-primas (trigo, açúcar e demais) em um bolo.

PIB brasileiro

No Brasil, o IBGE faz o cálculo acima referenciado para praticamente toda a cadeia produtiva brasileira, ou seja, essa instituição precisa excluir, no seu desenvolvimento, as matérias-primas que foram adquiridas na produção total de cada setor.

Após essas considerações, o IBGE então soma a riqueza gerada por cada setor (agropecuária, indústria e serviços), chegando, assim, a contribuição de cada um deles para a geração de riqueza e para o crescimento econômico do país.

Como calcular o PIB II

Ao se considerar o cálculo desse parâmetro pela ótica da demanda, é preciso somar-se tudo o que é gasto no país.

O primeiro item a ser levado em consideração, neste sentido, são as despesas das famílias em bens de consumo, chamado de consumo das famílias.

Outro item considerado são as despesas do Estado em bens de consumo, ou seja, o consumo público.

Entram também, nesse cálculo, as despesas de empresas no que diz respeito a seus bens de capital (máquinas e recursos que serão usados em suas atividades produtivas), que são chamados, também, de formação bruta de capital fixo.

A esse conjunto de gastos, são somados, também, as exportações e, desse montante, são descontadas as importações.

Resultado

Concluídos esses cálculos, o resultado é, então, divulgado pelo IBGE em até noventa dias depois o fechamento do ano, ou do trimestre em questão.

Entretanto, os valores definitivos só são, de fato, divulgados, dois anos depois, quando dados mais completos sobre a renda do país ficam disponíveis de maneira mais acessível.

Conclusão

Como pôde-se perceber, essa medida é uma importante ferramenta de mensuração no que diz respeito as sinergias envolvidas entre a geração de riquezas de um país e o seu desenvolvimento econômico em determinado período de tempo.

Assim sendo, estar ciente do PIB e de sua influencia na economia como um todo pode fazer uma grande diferença positiva nos resultados de um investidor que possui o interesse na constituição de uma carteira previdenciária de aplicações e que mantém os seus objetivos financeiros alinhados com o horizonte do longo prazo.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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