Patrimônio pessoal

As pessoas fazem investimentos para conseguir alcançar diversos objetivos, como a casa própria, uma viagem, bancar os estudos ou, simplesmente, construir um patrimônio pessoal para o futuro.

A construção de um bom patrimônio pessoal garante uma poupança e segurança financeira ao investidor, e pode inclusive levar a independência financeira.

Patrimônio pessoal é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa. São todos os recursos e bens que uma pessoa possui em seu nome. Pode ter sido conquistado por meio de trabalho, recebidos por herança ou até por doação.

São exemplos de patrimônio pessoal não financeiros imóveis, carros e jóias. São bens duráveis que possuem um valor e podem ser vendidos e assim transformados em patrimônio financeiro.

Já o patrimônio financeiro é o dinheiro que a pessoa possui na conta corrente ou que está aplicado no mercado financeiro. Como títulos de renda fixa, ações e fundos de investimento.

O objetivo de um investidor deve ser proteger o seu patrimônio pessoal, acumulá-lo e fazê-lo crescer.
Mas, dependendo da prioridade nesses objetivos, o patrimônio precisa estar investido de forma diferente.

Quem é mais novo e possui menos recursos deveria ter como prioridade acumular o patrimônio. A pessoa possui tempo para isso e precisa aumentar o seu montante. Para isso, é necessário gastar menos do que ganhar e se comprometer com aportes periódicos.

Quando já se tem um patrimônio, é preciso escolher se a prioridade será fazê-lo crescer ou proteger o patrimônio: escolhas que possuem riscos diferentes.

Um investidor de perfil mais arrojado irá optar pelo crescimento, enquanto o mais conservador por protegê-lo.

Diferentes estratégias de investimento para o patrimônio pessoal

Patrimônio pessoal

Estratégias de crescimento do patrimônio envolvem correr mais riscos. Assim, aumenta-se a chance de conseguir rendimentos maiores mas, também, de ter rendimentos menores ou mesmo perder dinheiro.

Dessa forma, essa estratégia de investimento é recomendada para perfis mais arrojados, mas também mais jovens. Por ser ter mais tempo de investimento, existe mais tempo de se recuperar de uma queda de rentabilidade.

A renda variável é considerada a melhor classe de investimento para esse objetivo. Conseguindo maiores rendimentos no longo prazo.

Já o investidor mais conservador, ou mesmo mais velho, irá buscar proteger o seu patrimônio da inflação. A ideia não é aumentar o patrimônio e sim manter o poder de compra desse patrimônio.

Se a inflação em um ano foi de 10% e esse portfólio de investimento rendeu 5%, esse investidor perdeu 5% do seu poder de compra.Dessa forma, o investidor precisa estar atento ao valor real do seu patrimônio, e não nominal.

Investimentos da classe de renda fixa são os mais recomendados para esse objetivo. Em especial os títulos atrelados a inflação como, por exemplo, o título público tesouro IPCA. Dessa forma, o investidor garante o rendimento da inflação mais um juro prefixado sem riscos.

Quem conseguir acumular um grande patrimônio também pode visar viver de renda com ele. Existem aplicações que garantem renda, como dividendos, fundos imobiliários e títulos de renda fixa com juros periódicos. Quanto maior o valor aplicado, maior será a renda possível com esses investimentos.

Por fim, a construção de um patrimônio pessoal é essencial para se ter uma segurança financeira. Depois, é preciso entender qual é o seu objetivo como investidor para assim como geri-lo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.