Você já ouviu a expressão “passivo oneroso”? Quem trabalha com Contabilidade sabe há tempos o que é e o impacto do passivo oneroso.

Porém, esta também é uma informação importante para os investidores. Isso porque as debêntures também fazem parte dos gastos que entram no passivo oneroso.

Passivo oneroso, também chamado de passivo financeiro, é o total de gastos que possuem algum tipo de encargo financeiro. Isto engloba juros e taxas, que geram ainda mais despesas para a empresa.

Estas informações aparecem nas demonstrações contábeis das empresas, a fim de que os acionistas possam saber com o que o seu dinheiro está sendo gasto.

Passivo oneroso e os tipos de passivo

passivo oneroso

Para quem não está acostumado a termos técnicos contábeis, vamos por partes.

Oneroso vem da palavra ônus, que por sua vez remete a obrigações, despesas e gastos.

Já o passivo é o total de obrigações que devem ser pagas. Assim, se refere a impostos, taxas e demais contas que envolvem uma empresa.

Se observarmos o balanço patrimonial de um empreendimento, esta informação está localizada na coluna da direita do documento.

Há diversas ramificações deste passivo contábil, como:

O passivo oneroso, por sua vez, faz parte dos “passivos exigíveis”. Estes são as dívidas ou despesas que têm um prazo determinado para serem pagas.

Todas estas ramificações do passivo, à sua própria maneira, influenciarão o patrimônio líquido do empreendimento.

Características do passivo oneroso

passivo oneroso

Diferentemente dos seus irmãos, o passivo oneroso tem envolvimento direto com instituições financeiras, uma vez que é a fonte de receita delas.

Se o passivo representa o total dos gastos, o passivo oneroso representa o total de um tipo específico de despesa do empreendimento.

Podem ser inclusos no passivo oneroso os gastos com empréstimos, financiamentos, consórcios, as debêntures ou qualquer outro tipo de despesa com encargos financeiros.

Assim, o valor total destes gastos demonstra qual é a despesa de intermediação financeira da empresa.

Por isso, este dado é muito importante para os empresários e investidores, para que se tenha uma noção do quanto (e com o que) está sendo gasto com encargos financeiros.

Desta forma, é interessante que o investidor fique atento a esta parte da gestão da empresa. Especialmente se ele é ou deseja ser sócio dela.

Sabemos que há opções de dívidas mais baratas do que outras. Basta ver um empréstimo pessoal se comparado ao cheque especial.

Assim, se as dívidas com encargos financeiros ali presentes não fizerem sentido, pode ser um sinal que de o negócio não está sendo tão bem administrado quanto deveria.

Claro que tudo depende do caso, mas não custa prestar um pouco mais de atenção a este ponto.

Passivo não oneroso

Assim como existe um passivo oneroso, há ainda o passivo não oneroso, que também figura nas demonstrações contábeis.

O passivo não oneroso, também chamado de passivo operacional, são os gastos sobre os quais não implicam juros e taxas.

Entram nesta conta os salários dos funcionários, os gastos com fornecedores e demais despesas, que são necessárias para a manutenção do negócio.

Quem já sabe sobre o que falamos quando mencionamos o termo passivo oneroso, mas deseja se aprofundar em demonstrações contábeis para investidores, pode participar do curso que a Suno Reserarch oferece aos interessados.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.