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Passivo circulante: as obrigações que todas as empresas possuem

By 8 de fevereiro de 2018 No Comments

 

O passivo circulante são as dívidas e obrigações que toda empresa tem e que possuem um prazo de vencimento de até 12 meses. Esses itens são encontrados no balanço patrimonial nos lançamentos contas a pagar, despesas provisionadas, dívidas de curto prazo, dívidas de longo prazo a vencer e demais passivos circulantes.

De modo geral, as obrigações do passivo circulante deverão ser liquidadas com o uso do ativo circulante, que é o grupo de ativos resultante da operação empresarial, como ativos em caixa, estoque e contas a receber de clientes.

Podemos incluir no passivo circulante os empréstimos para aquisição de direitos do ativo não circulante, desde que os valores a serem pagos vençam no exercício seguinte.

Exemplos de passivos circulantes

Muitos pensam que os passivos se restringem apenas ao endividamento de uma empresa, porém ele vai muito mais além disso. Por exemplo, podemos considerar passivos, as contas a pagar de uma empresa, pois é dinheiro devido a fornecedores que venderam a crédito bens e serviços à empresa.

Outro exemplo típico podem ser as despesas provisionadas, que nada mais são do que gastos em que a companhia incorreu, mas que ainda precisam ser pagos. Podem ser inclusos nessas despesas os tributos sobre vendas, salários, encargos sociais, etc.

Após isso tudo, então temos que os demais passivos que podem ser um fundo geral para dívidas de curto prazo que não entram nos exemplos que foram anteriormente citados.

Então resumindo, podem ser incluídos no grupo dos passivos circulantes de uma empresa os seguintes itens:

  • Créditos de sócios e acionistas;
  • Aluguel;
  • Impostos;
  • Salários, provisões e demais direitos relativo aos funcionários;
  • Fornecedores.

Diferença entre passivo circulante e não circulante

Dado que os passivos de modo geral são obrigações exigíveis, ou seja, transações passadas e reclamadas em uma data futura para a empresa. Esse item faz parte de todo balanço patrimonial de uma companhia.

Então, como o passivo circulante é aquele que é exigível a curto prazo, ou segundo a contabilidade, são contas a serem liquidadas no exercício social seguinte, temos que os passivos não circulantes são obrigações que devem ser liquidadas num prazo superior a 12 meses.

A importância de se avaliar os passivos de curto prazo de uma empresa é bastante grande, principalmente aqueles passivos ligados ao endividamento de uma companhia.

Historicamente, o dinheiro de curto prazo tem sido mais barato do que o de longo prazo. Desse modo, é muito comum vermos empresas quitando suas dívidas antigas e próximas a vencer apenas com mais dívidas de curto prazo. No jargão financeiro, essa operação chama-se “rolar a dívida”, e ela pode funcionar muito bem até que as taxas de juros deem um salto.

Além do perigo do aumento das taxas de juros, a empresa pode se deparar com credores muito mais resistentes a conceder empréstimos, fato que pode colocar a organização numa espiral bastante negativa de liquidez.

Toda essa situação foi demasiadamente vista nos últimos três anos em muitas empresas de capital aberto no país. Tivemos companhias gigantes tendo que vender os seus melhores ativos para justamente fazerem frente aos seus credores e fornecedores.

Então, em toda analise de investimentos é imprescindível que o investidor tenha em mente que toda companhia precisa de algum grau de liquidez para manter-se “viva” no mercado, e um dos componentes que podem servir para essa análise é a observância do passivo circulante dessa empresa e coloca-lo em comparação com os ativos circulantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.