Por: Tiago Reis

Investir em ouro vale a pena? Entenda como funciona

O ouro é tido como um dos investimentos mais tradicionais que existem. Por centenas de anos este foi um ativo muito valorizado pelos mais variados tipos de sociedade.

Uma das vantagens mais levadas em consideração pelos investidores é que o ouro é um ativo físico, que ainda lastreia a reserva monetária de muitos países do mundo.

O que é o investimento em ouro?

O investimento em ouro é uma opção que o investidor tem a sua disposição para diversificar sua carteira.

Por ter reserva de valor, o ouro costuma ser mais procurado em momentos de crise econômica e inflação alta.

Então, para investir em ouro você tem basicamente dois caminhos: comprar barras de ouro fisicamente ou então adquirir títulos atrelados à variação do valor do ouro.

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Mas independentemente do caminho escolhido para investir, você precisa saber que está investindo em um ativo de renda variável, logo sujeito a muitas oscilações.

Ou seja, essa commodity metálica é sensível às intempéries do mercado financeiro global como qualquer outra commodity.

Por que o ouro é um ativo de valor?

Desde a Antiguidade, o ouro sempre representou sinônimo de luxo e riqueza. Assim sendo, foi muito utilizado por povos como os romanos e egípcios nas mais variadas formas.

Já na Idade Média, o ouro era muito usado pela realeza como ornamento pessoal, de palácios e espaços sagrados.

A verdade é que mesmo com o passar dos séculos, o ouro ainda funciona como ativo de valor que experimenta uma alta em tempos de agitação econômica.

De fato, é um porto seguro para o investidor durante crises econômicas.

Além disso, o ouro é valioso por conta de sua escassez e sua utilidade.

Isso porque extrair grandes quantidades de ouro não é tarefa das mais fáceis. Como resultado, o ouro não é encontrado em abundância na natureza.

Então, como o suprimento de ouro é relativamente curto, o seu valor acaba sendo mais alto do que o de outros metais.

O ouro como matéria-prima

ouro

No que se refere à utilidade, as características do ouro, quimicamente falando, fazem dele um metal utilizado para diversos fins.

Ou seja, seu uso não se limita à jóias, itens decorativos e ativos financeiros, como já conhecemos.

Ele vai além e pode ser utilizado em setores econômicos que você nem imagina. Por exemplo, seu uso é muito comum na indústria eletrônica já que esse metal é um condutor elétrico altamente eficiente, sendo usado em aparelhos eletrônicos sofisticados. Isso inclui celulares, computadores, televisores, unidades de GPS, calculadoras, entre outros.

O ouro também é empregado na indústria médica e odontológica para a composição de ligas dentárias, coroas, pontes e dispositivos ortodônticos.

Enfim, a uso do ouro é tão grande que ele ultrapassa as fronteiras da Terra. A NASA usa o ouro nas naves que lança no espaço de várias maneiras: desde a fabricação de conectores até a produção de lubrificantes especiais.

O ouro como meio de troca

O ouro foi um dos primeiros metais a serem usado na cunhagem de moedas. Segundo registros históricos, as primeiras cunhagens conhecidas datam da época dos reis da Lídia (568 a. C).

E dentro desse contexto, o metal dourado se consolidou como uma das mais utilizadas moedas de troca de toda a história da humanidade.

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Ainda na Idade Média, surgiu o costume de guardar valores num ourives, que era a pessoa encarregada de negociar objetos de ouro e prata.

O ourives, como garantia, entregava um recibo de ourivesaria. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados na realização de pagamentos.

Então, as pessoas já não andavam mais com suas moedas de ouro, até porque era muito mais prático andar com o papel que comprovava a posse do ouro por seu detentor. Esse novo sistema de portar valores daria, mais tarde, origem ao papel-moeda.

Com o papel-moeda, os países não cunhavam mais em ouro suas moedas de maior valor. As moedas passaram então a ter a função destinadas somente a troco. Dentro desta nova função, o que importava era somente a durabilidade do material e não mais seu valor intrínseco.

Hoje em dia, as moedas modernas são em grande parte moedas fiduciárias, de modo que a ligação entre ouro e papel-moeda foi rompida há muito tempo

O ouro como reserva de valor

Ouro

A grande vantagem do ouro sobre uma moeda que está perdendo valor, é que ele é um recurso natural, e como tal, não pode ser produzido pelo homem.Por outro lado a moeda fiduciária é lastreada puramente em dívida, política que é praticada pela grande maioria dos países do mundo.

Então, devido a isso, o ouro não pode sofrer por excesso de oferta no mercado, fazendo com que seu preço de negociação caia. A menos que sejam descobertas substanciais reservas desse metal em algum lugar do planeta.

Dessa forma, o ouro consegue sempre manter seu valor intrínseco, funcionando muito mais como uma reserva de valor do que propriamente um investimento.

A reserva de valor protege o investidor contra crises graves. Então o que está em jogo, nesse caso, não é a rentabilidade e sim a segurança que o metal pode oferecer. Além disso, outra característica da reserva de valor é que ela mantém o poder de compra ao longo do tempo.

Então, apesar da ruptura do tratado de Bretton Woods (que acabou com o lastro em ouro) ainda assim a commodity metálica resguardou sua de reserva de valor.

Dessa forma, o ouro continua sendo acumulado por países, empresas e pessoas como um investimento seguro e menos vulnerável às crises monetárias e às condições extremas dos principais mercados de ações.

Como funciona o investimento em ouro?

Em primeiro lugar, antes de saber como funciona o ouro como investimento, é preciso ter ciência sobre a natureza desse ativo.

O ouro, por mais que seja um ativo bem valorizado pelo mercado, ainda assim é uma commodity e, por conta disso, tem seu preço controlado pelas forças da oferta e da procura.

Neste sentido, é muito comum esse metal sofrer variações expressivas caso alguma política monetária na zona do Euro se modifique, a Índia pare de comprar o ativo ou até que chuvas torrenciais aconteçam nas principais minas de ouro do mundo, por exemplo.

Ou seja, muitos são os fatores que podem alterar o preço desse ativo nas negociações de mercado.

Então, para começar a entender como funciona o investimento em ouro devemos chamar atenção dos investidores para a volatilidade do preço deste ativo no mercado.

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Dito isso, passamos agora para as formas de investimento em ouro. A opção mais óbvia de comprar ouro é, sem dúvidas, comprar barras desse metal e armazená-las em casa, dentro de cofres.

Para isso, o investidor precisará realizar a operação através da mesa de operações da corretora a qual é cliente, ou abrir uma conta, caso não tenha.

A liquidação da operação de compra pode ser física ou financeira, isto é, é possível manter o ouro em custódia ou fazer a retirada, que deve ser em múltiplos de 250g.

Existe também a opção de comprar contratos de ouro, neste caso o investidor fica somente com o direito sobre a posse do metal e não com o metal físico. Outra alternativa mais simples ainda é adquirir um fundo de investimento em ouro, também chamado de fundo multimercado.

1. Contratos de ouro na B3

No Brasil, a forma mais comum de investir em ouro é através da Bolsa de Valores. Para comprar ouro na B3, o investidor deve primeiramente abrir uma conta em uma corretora devidamente credenciada na Bolsa.

A vantagem de investir em ouro através de uma corretora de valores é a segurança da transação. Além disso, o risco de ser roubado é menor, dado que a posse de ouro físico pode apresentar uma maior possibilidade de que o furto aconteça.

A cotação do ouro é feita em reais por grama. Importante ressaltar que o preço do ouro no Brasil é atrelado à cotação do metal na bolsa de Nova York, que é feita em dólares por onça (medida essa que equivale a aproximadamente 31 gramas).

Aprenda como analisar uma ação

Os contratos de ouro na B3 são negociados através de contratos à vista, futuro e à termo. Além desses, existe ainda a modalidade de opções de compra e venda, mas estas são mais recomendadas aos investidores experientes, pois apresentam maior complexidade.

Os contratos de ouro nada mais são do que acordos de compra ou venda com o objetivo de assegurar e estabelecer na data presente a cotação do preço da grama do ouro em uma data futura.

A negociação do ouro físico é realizada sob forma de lingotes de ouro fino. Fundido por empresa refinadora e custodiado em instituição depositária, ambas credenciadas pela B3.

Além disso, as barras de ouro contam com certificação de pureza de 999,0 partes de ouro fino para cada 1.000 partes de metal.

Tipos de contrato de ouro

Para aqueles que não querem correr o risco de manter ouro em casa, uma boa opção pode ser negociar a compra de contratos de ouro na Bolsa.

Normalmente, são oferecidos 3 tipos de contrato na Bolsa de Valores:

1. Lote-padrão de 250g de ouro fino (OZ1D)

Corresponde a um contrato cheio e o investidor tem a opção de levar o ouro físico para casa ou não. Então se a opção for resgatar a barra de ouro, o investidor deverá solicitar junto a sua corretora, a retirada das barras da B3. Para isso deverá indicar em qual banco custodiante pretende retirá-las.

As barras vendidas nas distribuidoras autorizadas vem lacradas. Neste caso, precisamos alertar que se o lacre for rompido pelo investidor, ele precisará pagar por um novo lacre, quando desejar vender as barras novamente.

2. Lote fracionário de 10g (OZ2D)

Corresponde ao minicontrato de ouro, pouco negociado, logo oferece pouca liquidez. Além disso, não há a opção de levar o ouro pra casa.

3. Lote fracionário de 0,225g (OZ3D)

Negociado no mercado fracionário, também sem liquidez. Aqui o ouro também não pode ser levado pra casa.

É sempre importante destacar que as operações de ouro envolvem custos, entre eles corretagem, que geralmente são em torno de 0,2% do investimento.

Também tem taxa de custódia que é de 0,07% ao mês e incidência de imposto de renda sobre aplicações superiores a R$ 20 mil.

2. Fundos de investimento em ouro

Para investir em fundo de investimento em ouro, é necessário em primeiro lugar descobrir se sua corretora de valores dispõe dessa modalidade de investimento.

Isso porque nem todas as corretoras oferecem esse tipo de produto. Além disso, ainda que a corretora ofereça um fundo de investimento em ouro, isso não é garantia de que o investidor consiga comprar, tendo em vista que é comum encontrar fundos fechados.

Ou seja, que não estão disponíveis para a venda.

A maior vantagem de adquirir esse tipo de produto financeiro é que o investidor terceiriza a administração dos recursos.

Isso só é possível porque todo fundo possui seu gestor próprio. Mas cabe lembrar que essa administração por terceiros implica na cobrança de uma taxa de administração.

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3. Ouro Escritural

O Ouro Escritural é a modalidade de investimento oferecida pelo Banco do Brasil exclusivamente para os seus clientes.

Sendo assim, os correntistas que desejam investir em ouro podem adquirir quantidades múltiplas de 25 gramas.

Isso é uma estratégia interessante para aqueles que querem investir pouco em ouro.

4. Compra de ouro físico

Quando se fala em investir em ouro, a opção que mais vem a cabeça dos pretensos investidores é comprar o ouro físico.

Para isso o investidor deve adquirir o metal em distribuidoras de valores ou ainda na própria B3, através da corretora de valores. Neste caso, a retirada física é permitida somente para contratos de 250 gramas.

Porém, precisamos lembrar dos riscos de ter ouro em espécie em casa. Se o metal precioso não for guardado em um local extremamente seguro, o investidor terá um grande prejuízo em caso de roubo.

O ouro físico pode ainda ser adquirido através de jóias ou até mesmo no comércio informal, contudo, consideramos essa prática muito arriscada. Tendo em vista que em muitos lugares não a garantia de procedência, corre-se o risco de o produto não ser legítimo.

Características do investimento em ouro

Ouro

O ouro como moeda não está vinculado a nenhum governo, isso com certeza é uma vantagem para períodos de instabilidade política e econômica.

Mas a verdade é que essa moeda não é um investimento no verdadeiro sentido. Seu papel principal é proteger a carteira de investimentos por meio da diversificação. Como resultado promove um melhor gerenciamento de riscos.

Sendo assim, o investimento em ouro possui suas vantagens e desvantagens:

Vantagens de investir em ouro

Algumas das vantagens de investir em ouro incluem:

1. Possibilidade de diversificação

Para diminuir o risco dos seus investimentos é importante ter uma carteira diversificada. Nesse sentido o ouro pode ser uma opção interessante ao investidor.

2. Ativo para proteção

De forma geral, o ouro é considerado um tipo de proteção (hedge) durante momentos de crises inflacionárias. Assim sendo, ele costuma apresentar uma alta valorização nesses tipos de crises. Uma vez que o ouro é pouco suscetível a sofrer as desvalorizações como as verificadas na moeda de um determinado país que passa por momentos turbulentos.

3. Liquidez e valor reconhecido

Um dos fatores que faz do ouro um bom investimento é a sua liquidez, inclusive em âmbito internacional. O ouro pode ser facilmente convertido em dinheiro. Em síntese, comparado a outros investimentos, o ouro é um dos que oferecem a maior liquidez.

4. Manutenção de valor

O ouro mantém seu valor ao longo do tempo. Mesmo que o preço caia, o valor inerente ao ouro não altera muito.

5. Perenidade

Esse metal não tem prazo de validade, ou seja, devido às suas características químicas ele nunca enferruja nem corroe com o tempo, como outros metais. Sendo assim, seu valor não deprecia.

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Desvantagens de investir em ouro

Entre as principais desvantagens do ouro podemos citar:

1. Volatilidade

Tudo o que acontece na economia influenciará o preço do ouro. O resultado disso pode ser a verificação de fortes oscilações no preço dessa commodity. Por exemplo,  às vezes, o valor do ouro aumenta quando a Bolsa de Valores sofre grandes perdas.

Isso porque os investidores correm para investir em ouro a preços altos. Quando o pânico diminui, o preço do ouro se corrige. Isso pode levar a perdas para os investidores.

2. Não é um ativo gerador de renda

O ouro não é um investimento passivo, como ações e títulos de renda fixa. Os investimentos passivos oferecem ao investidor uma renda regular, como juros e dividendos.

Já com o ouro, você só obterá renda quando vender no mercado por um preço maior do que pagou.

3. Dificuldade de armazenamento

Ter a posse física do ouro pode dar uma grande dor de cabeça ao investidor pois se você gosta de guardar ouro físico em casa, corre o risco de ser roubado.

Por outro lado, se você colocar suas moedas e jóias de ouro em um cofre bancário, deverá pagar taxas de manutenção do cofre anualmente.

O que pode mudar a cotação do ouro?

O ouro é uma mercadoria negociada com base na oferta e demanda do mercado mundial. Sendo assim, a dinâmica da oferta e demanda pelo produto, em última análise, determina qual será a cotação do ouro.

Em outras palavras, quando a demanda por ouro aumenta a cotação tende a aumentar também a fim de manter o equilíbrio do mercado. Por outro lado, se a demanda diminui, a cotação também cai.

Então entre os fatores que influenciam a oferta e demanda por ouro podemos citar aqueles relacionados ao investimentos, consumo, crescimento econômico e oferta do produto.

Mais especificamente, relacionamos abaixo como esses fatores podem mudar a cotação do ouro:

Inflação e cotação do ouro

Períodos com inflação alta tendem a aumentar a procura do ouro, pois este metal oferece reserva de valor.

Instabilidade mundial e a cotação do ouro

Eventos com grande impacto mundial como ataques terroristas, iminência de guerra, ou algum tipo de grave crise econômica, aumentam a procura por ouro.

Isso porque o metal oferece a segurança que nenhum outro ativo pode oferecer em períodos como os descritos acima.

Taxas de juro e a cotação do ouro

Taxas de juro elevadas aumentam o custo de oportunidade de reter ouro, diminuindo a demanda por ouro e consequentemente seu preço.

Crescimento da economia e a cotação do ouro

O crescimento econômico em alguns países emergentes tendem a elevar os níveis de riqueza. Consequentemente pode também aumentar a procura por ouro.

Oferta de ouro e a cotação do ouro

A oferta de ouro é feita exclusivamente através da extração mineira. Então, um declínio na curva da oferta aumenta a escassez da matéria-prima. Como consequência, os investidores acabam pagando mais caro pelo ouro.

Vale a pena investir em ouro?

ouro

Antes de saber se vale a pena investir em ouro você precisa ter bem claro que a dinâmica do investimento em ouro é completamente diferente dos ativos de renda variável e dos ativos de renda fixa.

A aplicação em ouro não pode ser de forma alguma objetivando obter rendimentos, pois o ouro não paga dividendos nem juros e, portanto, sua utilidade é voltada para outros objetivos.

De toda forma, não é conveniente que o investidor enxergue a compra deste metal como um investimento, pois dificilmente esse ativo se valorizará bem no longo prazo.

O ouro pode ser tratado mais acertadamente como uma reserva de valor, ajudando o investidor a diminuir suas perdas monetárias em períodos de crise econômica.

Sendo assim, ele é tido por muitos como um investimento agregador de valor no longo prazo.

Porém, na nossa visão, esse ativo não pode ser capaz de gerar riqueza em períodos prolongados de tempo.

Warren Buffett, considerado o maior investidor de todos os tempos, tem uma opinião muito pessoal com relação ao investimento em ouro:

“(o ouro) é cavado nas terras da África, ou em outro lugar. Então nós o derretemos, cavamos outro buraco, os enterramos novamente e pagamos uma pessoa para ficar em volta guardando-o. Não tem nenhuma utilidade. Qualquer um assistindo de Marte estaria coçando a cabeça”, disse Buffett em 1998 em um discurso na Universidade de Harvard.

Com essa mensagem, o megainvestidor quis dizer que esse metal não tem uso na prática. Ter a característica de ser raro não significa que o ativo valha como um investimento.

Invista como Warren Buffett

Outra citação muito famosa de Buffett sobre o ouro, ele o fez em 2009, na rede de televisão CNBC, em que lhe perguntaram onde a cotação do ouro estaria em 5 anos.

“Eu não tenho ideia de onde ele vai estar, mas o que eu posso te dizer é que ele não vai fazer nada entre agora e depois, exceto olhar para você. Considerando que a Coca-Cola terá feito dinheiro, e a Wells Fargo terá feito muito dinheiro, e terá muito – e é muito mesmo – , é melhor ter um ganso que continue botando ovos do que um ganso que apenas senta e come o seguro, a armazenagem e algumas coisas desse tipo”. Concluiu Buffet.

Portanto, se você ainda deseja investir em ouro, ele deve formar apenas uma pequena parte do seu portfólio, a fim de minimizar os riscos de investir em ouro.

Por fim, o que queremos dizer é que o investidor antes de tentar especular o preço do ouro, deve procurar boas empresas, geradoras caixa e pouco endividadas. Para que assim possa alocar os seus recursos no longo prazo, pois é dessa forma que seguramente se ganha dinheiro no mercado de capitais.

Perguntas Frequentes sobre o Ouro

Quanto custa o grama do ouro?

A cotação do grama do ouro em putubro de 2019 é de R$ 194,00.

Para que serve o ouro?

Além de reserva de valor, o ouro é serve para ser utilizado em uma grande quantidade de atividades econômicas como: Indústria, Microscopia, Tecnologia, Medicina, Joalharia, Decoração, Próteses dentárias, entre muitos outros.

Porque o ouro não enferruja?

O ouro faz parte da família dos metais nobre. Nessa condição ele não reage com o oxigênio, logo não oxida.

O que é mais caro: ouro branco ou amarelo?

O ouro em seu estado puro (24K) é muito frágil e mole. Então para tornar o processo de fabricação de uma joia possível, o ouro puro é misturado a pequenas quantidades de outros metais.

Portanto, praticamente todas as joias são produzidas com ligas de ouro. O ouro amarelo nada mais é do que uma liga de ouro com adição de cobre.

ouro branco é o resultado da liga do ouro com metais como o paládio, prata, ródio e níquel. A liga mais comum para se obter o ouro é formada por 75% de ouro e 25% dos demais metais.

Então, o que define qual ouro será mais caro é a composição dos outros metais. Por exemplo, ouro branco composto de ródio é mais caro que ouro amarelo composto de cobre.

Quais são as maiores empresas de mineração do Brasil?

As 5 maiores empresas de mineração de ouro no Brasil são: Vale, Samarco, CBMM, Alunorte e Namisa

Bibliografia

https://www.investopedia.com/articles/forex/10/gold-the-other-currency.asp

https://economictimes.indiatimes.com/wealth/invest/how-much-gold-should-you-have-in-your-investment-portfolio/articleshow/63801455.cms

https://www.bullionvault.com/gold-guide/gold-investment

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.