O ouro é tido como um dos investimentos mais tradicionais que existem. Por centenas de anos este foi um ativo muito valorizado pelos mais variados tipos de sociedade.

Uma das vantagens mais levadas em consideração pelos investidores é que o ouro é um ativo físico, que ainda lastreia a reserva monetária de muitos países do mundo.

Nesse artigo trataremos um pouco mais em detalhes sobre a questão de que se vale a pena ou não o investidor ter parte dos seus ativos alocados em ouro.

Vale a pensa investir em ouro?

A dinâmica do investimento em ouro é completamente diferente dos ativos de renda variável e dos ativos de renda fixa.

A aplicação em ouro não pode ser de forma alguma objetivando obter rendimentos, pois o ouro não paga dividendos nem juros e, portanto, sua utilidade é voltada para outros objetivos.

De forma geral, o ouro é considerado um tipo de proteção (hedge) durante momentos de crises inflacionárias.

Assim sendo, ele costuma apresentar uma alta valorização nesses tipos de crises, uma vez que o ouro é pouco suscetível a sofrer as desvalorizações expressivas que as moedas de um determinado país frequentemente passam a ter nesses momentos turbulentos.

A grande vantagem do ouro sobre uma moeda que esta perdendo valor, é que ele é um recurso natural, e como tal, não pode ser produzido pelo homem, ao contrário da moeda fiduciária lastreada puramente em dívida, política que é praticada pela grande maioria dos países do mundo.

Então, devido a isso, o ouro não pode sofrer por excesso de oferta no mercado, fazendo que seu preço de negociação tenha uma queda, a menos que, sejam descobertas substanciais reservas desse metal em algum lugar do planeta.

Dessa forma, o ouro consegue sempre manter seu valor intrínseco, funcionando muito mais como uma reserva de valor do que propriamente um investimento.

Como aplicar em Ouro?

Antes de tudo, devemos chamar atenção dos investidores para a volatilidade do preço deste ativo no mercado.

O ouro, por mais que seja um ativo bem valorizado pelo mercado, ainda assim é uma commodity e, por conta disso, tem seu preço controlado pelas forças da oferta e da procura.

Neste sentido, é muito comum esse metal sofrer variações expressivas caso alguma política monetária na zona do Euro se modifique, a Índia pare de comprar o ativo ou até que chuvas torrenciais aconteçam nas principais minas de ouro do mundo, por exemplo.

Dito isso, pode-se concluir que muitos são os fatores que podem alterar o preço desse ativo nas negociações de mercado.

Então, para começar a entender como aplicar neste ativo, a opção mais óbvia de comprar ouro é, sem dúvidas, comprar barras desse metal e armazená-las em casa, dentro de cofres.

No entanto, essa opção carece de segurança, pois a qualquer momento esse ativo pode ser roubado.

Atentando-se a isso, é possível perceber que essa não é considerada a melhor opção, na maioria dos casos.

Existe também a opção de comprar ouro diretamente da B3 –  Brasil, Bolsa, Balcão.

Para isso, o investidor precisará realizar a operação através da mesa de operações da corretora a qual é cliente.

A liquidação da operação de compra pode ser física ou financeira, isto é, é possível manter o ouro em custódia ou fazer a retirada, que deve ser em múltiplos de 250g.

Normalmente, são oferecidos 3 tipos de contrato na B3:

  • Lote-padrão de 250g de ouro fino (DIS OZ1)
  • Lote fracionário de 10g (DIS OZ2)
  • Lote fracionário de 0,225g (DIS OZ3)

É sempre importante destacar que as operações de ouro envolvem custos, entre eles corretagem, que geralmente são em torno de 0,2% do investimento, taxa de custódia que é de 0,07% ao mês e incidência de imposto de renda sobre aplicações superiores a R$ 20 mil.

Conclusão

Investimento em ouro requer que o investidor tenha uma certa quantidade de capital, no entanto, não é necessário que esse investidor precise ser uma pessoa com elevados recursos financeiros disponíveis, sendo possível inclusive que ele aplique nessa modalidade através de fundos de investimentos.

De toda forma, não é conveniente que o aplicador enxergue a compra deste metal como um investimento, pois dificilmente esse ativo se valorizará bem no longo prazo.

O ouro pode ser tratado mais acertadamente como uma reserva de valor, ajudando o investidor a diminuir suas perdas monetárias em períodos de estagflação.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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