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Fundamentos

Quando você assume o volante de um carro, pode conduzi-lo moderadamente até um lugar idílico, como uma colônia de férias no alto das montanhas, ou pode acelerar a ponto de correr o risco de sofrer um grave acidente.

Ao acessar a Internet, você pode descobrir bancos de dados livres com a produção literária de grandes filósofos da Grécia Antiga, ou cair numa sequência de páginas manipuladas por agentes terroristas que cooptam jovens para suas ações criminosas.

Na Bolsa de Valores não é diferente. É a sua conduta que vai dizer onde você pode chegar. Existem aqueles que são meros especuladores, ávidos pelo enriquecimento rápido, que atentam somente para as variações das cotações das ações. E existem os investidores de valor, que pensam no longo prazo e que desenvolvem um sentimento de parceria com as empresas.

Quando as empresas geram riquezas, trazendo divisas para o país, pagando impostos e criando postos de trabalho, elas podem dividir parte das riquezas com seus acionistas, na forma de dividendos. Quem investe em dividendos não está preocupado com as flutuações das cotações das ações, mas atento aos fundamentos das empresas.

Margem de segurança apoiada em fundamentos

São vários os aspectos que um investidor de valor considera na análise fundamentalista de uma empresa. Obviamente ela deve ser uma boa pagadora de dividendos, não apenas no momento da análise, mas num período de alguns anos que dê lastro para tal característica.

Uma empresa só consegue distribuir dividendos com regularidade se operar com boas margens de lucros, sem sofrer com a sazonalidade nos mesmos, de preferência com resultados anuais crescentes, que apontem uma tendência positiva e consolidada.

Esta condição de previsão de crescimento de resultados será maior na medida em que a empresa opere num setor perene da economia, pouco sujeito à concorrência direta, ou a um grande número de concorrentes. É o caso dos bancos e das transmissoras de energia, por exemplo.

O investidor de longo prazo deve atentar, também, para a capacidade dos gestores da empresa e se a mesma tem controle sobre seu grau de endividamento. Empresas muito endividadas costumam ter dificuldades maiores de emplacar bons projetos.

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Acima de tudo, o investidor de valor observará o critério da margem de segurança. Ela ocorre quando as melhores empresas estão com suas ações cotadas abaixo do seu valor intrínseco, revelando o critério da oportunidade.

Em suma, o investidor consciente está constantemente buscando empresas que operam com descontos nos mercados de capitais, para que ele possa se beneficiar em duas frentes: com a valorização das cotações que tendem a se igualar ao valor real das empresas, e com a distribuição dos dividendos e outros proventos em melhores percentuais.

Comprando renda passiva com renda trabalhada

Há quem pense que é preciso ter muito dinheiro para investir nas empresas de capital aberto através das Bolsas de Valores. Isto não é verdade. Muitos investidores fazem pequenos aportes mensais, com o excedente de sua renda obtida no trabalho, seja na forma de salários, honorários ou lucros de pessoas jurídicas.

Logicamente existem investidores que operam no mercado financeiro reaplicando os proventos e obtendo deles o seu sustento. Porém, muitos investidores, quando iniciam suas jornadas, ainda dependem do capital inicial oriundo de seus ofícios.

Neste ponto cabe a pergunta: como estão os fundamentos do investidor como pessoa física?

Se a força de trabalho do investidor pudesse ser convertida numa entidade de capital aberto, como ela estaria sendo avaliada pelos empregadores, clientes ou contratantes do mesmo?

Quando um investidor depende de sua força de trabalho para fazer aportes mensais na Bolsa de Valores, não basta que ele analise os fundamentos das grandes empresas, se os seus próprios fundamentos não estão condizentes.

Fazer sempre mais

Por mais variadas que sejam as profissões, existem questões básicas que valem para todos aqueles que estão no mercado de trabalho. Por exemplo: qual é a capacidade do investidor em fazer poupança mensal, que será a base para seus aportes?

Será que seu padrão de consumo pode ser ajustado para que haja mais excedente de renda, com vistas a antecipar uma condição de aposentadoria futura?

No âmbito do ofício, independente de qual seja, como está a conduta do investidor? Ele é pontual nas reuniões? Ele entrega mais do que foi combinado? Ou entrega apenas aquilo que lhe foi pedido? Ele está sendo eficiente na sua função?

O investidor, enquanto alguém que trabalha, está valendo aquilo que entrega?

Pouco importa se a pessoa é assalariada, atua como autônoma ou age como empresária. A partir do momento em que ela troca sua força de trabalho por um salário, por honorários ou por lucro, ela está sendo empreendedora de si mesma. E desta forma, ela deve oferecer ótimos fundamentos para aqueles que, direta ou indiretamente, investem nela.

O valor do trabalho

Logo o investidor que depende de um ofício para fazer aportes no mercado de capitais perceberá que, para potencializar sua capacidade de investimento, terá que aumentar sua renda obtida com o trabalho. Para tanto, deverá se aprimorar constantemente em sua atividade.

E ainda assim haverá momentos em que ele terá que se sujeitar a trabalhar por menos do que julga merecer, especialmente em momentos de crise. Isto não será um demérito se ele compreender que estará oferecendo ao seu patrão, contratante ou cliente, aquele critério da oportunidade, para que estes percebam o seu real valor.

É a fotógrafa que faz um ensaio mais em conta para surpreender uma agência de publicidade, ingressando assim no seu rol de colaboradores. É o arquiteto que oferece um desconto para o cliente que vai construir um conjunto de pequenas casas para alugar, mas que depois partirá para um empreendimento maior. É o técnico em telecomunicações que aceita se recolocar no mercado de trabalho por um salário um pouco menor que na empresa anterior, visando uma promoção que lhe deixe em melhores condições depois de seis meses.

Crescimento profissional

Para aprimorar-se profissionalmente, o investidor necessita de três fatores: dinheiro, tempo e dedicação.

A médica dermatologista que não frequenta os congressos dos especialistas em sua área fica para trás. O advogado que não se atualiza em relação aos códigos e leis de seu campo de atuação perderá mais causas. O dentista que não comprar um novo equipamento menos ruidoso deixará de atender clientes infantis.

Investir em cursos, livros e ferramentas diversas é imperativo num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. De que adiantará ao investidor se aprimorar apenas nas análises fundamentalistas das empresas se lhe faltar capital para investir?

Conflitos de interesses

Aqui surgem conflitos que o investidor deve resolver. O primeiro deles é mediar o dinheiro, o tempo e a dedicação para conciliar o aprimoramento profissional com o aprimoramento nos próprios investimentos. Este balanço vai se alterando com o passar do tempo: no começo da carreira será concentrado no ofício, mas aos poucos penderá para os investimentos.

Quem investe no longo prazo naturalmente se afasta de modalidades que lhe tomam muito tempo e atenção. Quem opera com “day trade”, por exemplo, só terá chance de algum êxito se houver dedicação exclusiva nesta atividade. O mesmo vale para quem especula com “opções”.

O investidor de longo prazo, quando adepto do “buy and hold” (comprar e abraçar), naturalmente terá mais tempo e atenção para o trabalho, sem na necessidade de ficar conferindo a cotação de um papel a todo instante, como um adolescente aguardando curtidas na sua rede social.

O segundo conflito que deve ser considerado diz respeito à corretora utilizada pelo investidor de longo prazo. Esta deve respeitar o seu perfil, não lhe induzindo a realizar investimentos de outra ordem, ou incentivar o giro intenso da carteira.

Informação filtrada

Analisar uma empresa para definir se um aporte deve ser feito na mesma pode ser um tanto complicado para iniciantes e até para investidores com alguns anos de experiência. É aqui que entra em voga o papel das casas independentes de pesquisas – ocorre que raras delas se adequam ao perfil do investidor de longo prazo.

Se antigamente era difícil obter informações sobre as empresas com capital aberto na Bolsa de Valores –poucos jornais e revistas do Brasil ofereciam conteúdo relevante sobre o assunto – hoje a Internet nos despeja turbilhões de informações aleatórias diariamente. Fica difícil separar o que é realmente útil daquilo que é absolutamente dispensável.

Por isso, mesmo os investidores mais experientes assinam os serviços oferecidos pelas casas de pesquisas independentes, como a Suno Research, que tem uma equipe de analistas que estudam o mercado financeiro em tempo integral, para que seus assinantes possam ter mais tempo para se dedicarem aos seus ofícios.

O tempo é o ativo mais precioso

A Suno sabe que sociedade só tem a ganhar com investidores de longo prazo que dão valor para o trabalho. Por isso oferta para eles mais do que relatórios dos melhores ativos geradores de renda passiva. Através da Assinatura Premium, você tem mais tempo para o seu trabalho e para sua família.

Arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor de dois livros, é adepto do “Value Investing”. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.
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