Opções de ações

Você sabe como funciona o mercado de opções de ações?

Por ser um instrumento mas complexo do que o simples investimento em ações, as opções de ações são um dos temas que mais atraem dúvidas dos investidores.

As opções de ações nada mais são do que contratos entre compradores e vendedores que dão a esses negociadores os direitos, mas não a obrigação, de comprar ou vender um determinado ativo em uma data futura.

Ainda, opções de ações são considerados derivativos, pois sua razão de ser está em função de outro ativo (ações).

Dessa forma, é possível operar as opções sobre uma gama bastante variada de ativos, tais como: ações, índices de bolsa, commodities, boi gordo, etc.

A seguir, iremos tratar sobre como funciona as opções de ações e suas principais características.

  1. O que são opções de ações
  2. Opções de ações: Introdução
  3. Opções: Uma analogia com seguros
  4. Opções em ativos reais
  5. Opções de compra
  6. Opções de venda
  7. Opções: In, at, and out of the money
  8. Como consultar as opções disponíveis?
  9. Perguntas e respostas sobre opções
  10. Quais fatores afetam os preções das opções?
  11. Cuidados em relações às opções
  12. Conclusão sobre opções de ações

Definição de opções de ações


o que são opções de ações
As opções de compra e venda de ações são contratos financeiros muito utilizados no mercado.

O vencimento desses contratos, inclusive, costuma mexer com a bolsa de valores. Isto ocorre justamente devido a sua extensa liquidez e representatividade sobre as ações.

Como na data de vencimento muitos operadores correm para encerrar suas operações, comprando e vendendo ativos no mercado à vista, as datas de liquidação de opções costumam apresentar volume acima da média na bolsa de valores.

Outro fato importante de ressaltar sobre esses ativos é que esses contratos só podem ser efetuados através de corretoras autorizadas pela bolsa brasileira, ou seja, caso o investidor queira realizar um contrato de opção, ele deve fazer isso somente através de sua corretora.

Há de se destacar, também, que as opções da Vale e as opções da Petrobras são as mais líquidas da Bovespa.

Opções de ações: Introdução


introdução às opções
Neste tipo de mercado existem basicamente dois tipos de opções de ações: as de compra e as de venda.

Normalmente, os contratos de compra são utilizados quando se espera que uma determinada ação sofra alguma valorização.

Já os contratos de venda são mais utilizados como uma forma de proteção em relação ao caso contrário, quando se espera que essa ação se desvalorize.

Geralmente os motivos que fazem um gestor ou pessoa física a realizar operações de opção de ações são dois: para se proteger, ou para realizar uma aposta específica.

Na maioria das vezes, quando um investidor tem uma grande representatividade do seu portfólio em ações de uma determinada empresa, ele pode então comprar opções de ações que permitam a venda de suas ações por um determinado preço.

Isto é o que, normalmente, leva um investidor a fazer um contrato de opção de venda sobre suas ações.

Dessa forma, ele fica “protegido” caso essa ação caia a valores menores do que o preço negociado no contrato.

Já no caso das apostas específicas, suponhamos que: uma ação hoje custe R$ 20 e o investidor compra uma opção de comprá-las a R$ 24, pagando R$ 1 pela opção.

Se a ação subir para R$ 27, por exemplo, o preço da opção também subirá. O investidor pode então vender a opção e lucrar, ou exercê-la no seu vencimento, também com lucro.

Vale ressaltar que além de comprar contratos o mercado de opções também permite que você os venda.

Ou seja, que você se situe do lado oposto das situações descritas acima, com a obrigação de comprar ou vender determinado ativo.

Ao longo do texto será explicado em detalhe como funcionam as possibilidades de operações no mercado de opções.

Opções: Uma analogia com seguros


opções como seguros
Para muitos investidores, principalmente os iniciantes, pode ser difícil a compreensão do tema das opções.

Por isso, para facilitar, cabe fazer uma analogia com algo muito mais presente no dia a dia das pessoas, o mercado de seguros.

Este mercado possui similaridades marcantes com o mercado de opções de ações.

Por exemplo, quando alguém compra um seguro, qual é a sua intenção?

A sua intenção é justamente ter o direito de utilizar o serviço contratado.

Ou seja, se alguém compra um seguro de saúde, queremos ter o direito de ir ao hospital caso seja necessário.

Da mesma forma que se alguém compra um seguro automóvel deseja poder consertar o seu carro sem para isto ter que desembolsar altas quantias.

Vale observar que o seguro é sempre um direito e nunca uma obrigação. Dessa forma, quem compra uma apólice apenas a exerce se assim desejar e quando for proveitoso.

Pois bem, da mesma forma ocorre com as opções de ações.

Quem adquire as opções, sejam elas de compra ou de venda, está adquirindo o direito de comprar a ação.

Pode-se observar esta analogia também a partir da ótica do vendedor.

No caso do mercado de seguros, uma empresa aceita o risco e para isto recebe um prêmio.

A empresa sempre analisa o seu risco de forma a diminuir a incidência de casos em que o seguro é utilizado. Isto é reportado pelo índice de sinistralidade.

E qual a intenção da empresa ao vender os seguros?

Obviamente, a intenção é ter lucro.

Da mesma forma ocorre com que lança opções de compra e venda. Ou seja, quem fornece este produto para compra.

O lançador espera obter o lucro da venda da operação, e faz isso tentando diminuir as chances nas quais será obrigado a realizar o ato de compra ou venda.

Opções em ativos reais


opções em ativos reais
Ao analisar conceitos do mercado financeiro eles podem parecer muito mais complexos do que de fato são.

Muitas vezes eles podem ser melhor compreendidos quando os ativos financeiros são substituídos por “ativos reais” da economia.

Por isto, observe este exemplo de como funcionaria uma opção em um imóvel.

Suponha que você está a procura de um novo apartamento para morar.

Em meio a esta procura você achou um imóvel que julga excelente. No entanto, você ainda não viu todas as opções e ainda pode considerar muitos outros apartamentos.

Embora você deseje avaliar outras opções, você ao mesmo tempo não deseja correr o risco de perder a oportunidade de comprar o imóvel que você julgou como excelente.

Dessa forma, você se encontra diante de uma grande dúvida. Comprar agora o imóvel e desistir de ver outras opções ou ver outras opções e correr o risco de perder o imóvel?

Esta é uma decisão, sem dúvidas, muito difícil.

Mas e se houvesse uma forma de garantir o seu direito de comprar o imóvel enquanto você analisa outras opções, esta seria uma solução ideal, certo?

Pois bem, através de um contrato de opção de compra isto é possível.

Considere que o imóvel que você julgou excelente custa R$ 100 mil. Você pode combinar com o dono do imóvel de lhe pagar R$ 1 mil pelo direito de comprar o imóvel pelos próximos 60 dias.

Dessa forma você garante o direito de comprar o imóvel enquanto busca por outras opções.

Importante lembrar que você está adquirindo o direito de comprar, e não a obrigação. Assim, se você encontrar um imóvel que lhe atende você pode abrir mão do primeiro apartamento considerado.

Observe que esta é uma operação que atende tanto às necessidades do comprador quanto as do vendedor.

Opções de compra


opções de compra
Como foi descrito anteriormente, as opções podem ser de compra ou de venda.

As opções de compra são as mais comuns no mercado brasileiro, possuindo muito mais liquidez do que as opções de venda.

Dessa forma, o investidor que busca investir neste mercado costuma focar neste tipo de opção.

As opções podem ser analisadas tanto do ponto de vista do comprador quanto do lançador.

É muito mais comum, porém, que se analise o ponto de vista do comprador.

Adquirindo uma opção de compra de ação

Ao adquirir a opção de compra de uma ação, no jargão do mercado a pessoa se torna uma titular de opção.

Ou seja, a pessoa compra o direito de adquirir determinado ativo até uma data específica.

Para exemplificar, suponha que você tenha comprado opções da Petrobras com vencimento para daqui a 10 meses.

As ações estão a R$ 15 e você adquire o direito de comprá-las a R$ 16,50, pagando, para isso, um prêmio ao vendedor da opção no valor de R$ 0,50.

Mas por que você faria este tipo de contrato?

É muito simples. Você acredita 10 meses depois as ações da Petrobras serão negociadas acima de R$ 17.

Dessa forma, você terá lucro ao poder comprá-las por apenas R$16,50 enquanto pagando R$ 0,50 por este direto.

Suponha que as ações da Petrobras estejam sendo negociadas no momento da liquidação pelo valor de R$ 25.
Você então teve um grande lucro, pois investiu R$ 17 (R$ 0,50 do prêmio da opção e R$16,50 da compra do ativo) em um ativo que vale R$ 25. Seu lucro foi, portanto:

25 / 17 = 1.47 = 47% de lucro

Ou seja, um resultado bastante expressivo.

Agora suponha que a sua expectativa não se concretizou e as ações da Petrobras no momento de vencimento do contrato estão sendo negociadas a R$ 14.

Neste caso você não irá exercer a sua opção de compra. Afinal, você não irá pagar R$ 16,50 em um ativo que vale R$ 14.

Mesmo que você deseja adquirir as ações da Petrobras no final do contrato, seria mais vantajoso comprá-la no mercado à vista pagando R$ 14 por ação.

Portanto, neste caso o seu prejuízo foi de R$ 0,50, que é o valor pago pela opção.

Lançando uma opção de compra

Como foi dito, as operações de opções também pode ser encaradas pela ótica do lançador.

O lançador é quem oferece a opção, contraindo assim uma obrigação de compra ou venda.

Em troca de assumir essa obrigação, o lançador recebe uma recompensa financeira, denominada de “prêmio”.

O lançador de uma opção de compra possui a obrigação de vender para o titular dessa opção caso ele queira.

Sendo assim, ele pode lucrar caso não seja exercido.

Para compreender esta situação vamos utilizar do mesmo exemplo anterior.

Como no exemplo anterior você comprou opções de compra da Petrobras pagando R$ 0,50 centavos e com direito de exercê-la por R$ 16,50 é racional supor que existe um lançador desta opção.

Mas o que o lançador desta opção espera?

Muito simples, o lançador projeta que na data de liquidação do contrato as ações da Petrobras estarão abaixo de R$ 16,50.

Dessa forma, você não irá exercer sua opção de compra, e ele ficará com o lucro do prêmio da opção, de R$ 0,50.

Caso a ação esteja acima de R$ 17 e você exerça o seu direito, o lançador assim irá vender a ação por este preço e por isso poderá ter prejuízos.

Pois ele irá vender por R$ 16,50 um ativo que custa mais do que R$ 17 no mercado, e apenas recebeu R$ 0,50 centavos por isso.

Com estes exemplos é possível perceber que para quem adquire uma opção de compra o prejuízo é limitado ao preço do prêmio e o lucro é ilimitado, já que as ações podem subir indefinitivamente.

Ainda, o contrário ocorre para quem lança a opção de compra. Para estes, o lucro máximo é o valor do prêmio, e o prejuízo potencial é ilimitado.

Opções de venda


opções de venda de ações
Embora comumente as pessoas ao se referirem a opções tratam das de compra, há também opções de venda.

Estas são comumente chamadas de put option. Enquanto as opções de compra são denominadas “call option”.

Assim como as opções de compra, as de venda também pode ser observadas pela ótica do titular e do lançador.

Sendo que, a mais comum é a ótica do comprador.

Adquirindo uma opção de venda

Ao adquirir uma opção de venda o titular assume o direto, mas não a obrigação, de vender um determinado ativo em uma data futura.

Esta venda será por um preço previamente estabelecido, e para adquirir este direito é pago um valor denominado “prêmio”.

Mas por que alguém compraria o direito de vender um ativo no futuro?

Muito simples. Isto ocorre porque as pessoas acreditam que, no futuro, estes ativos irão valer menos do que o preço de venda estabelecido no contrato.

Assim o titular irá poder vender um ativo por um preço acima do seu valor, e lucrar com isto.

Por exemplo, suponha que você mora em um imóvel em uma região muito valorizada.

O seu imóvel vale atualmente R$ 1 milhão. No entanto, você teme que com novas construções mais modernas ao redor do seu apartamento, ele possa perder valor no mercado.

Por isso, você firma um contrato de opção de venda. Estabelecendo que, caso você queira, você poderá vender o seu apartamento por R$ 1 milhão.

Assim, caso o seu imóvel perca valor e passe a valer R$ 500 mil, você ainda poderá vendê-lo por R$ 1 milhão.

Exemplo com ações

Com ações de funciona de forma bastante similar ao exemplo acima.

Suponha que as ações da Vale estejam atualmente sendo negociadas por R$ 30.

Você acredita que este valor será substancialmente reduzido daqui a 6 meses, pois você observa que haverá uma queda no preço do minério de ferro.

Dessa forma, em vez de apenas não comprar as ações da Vale, você pode usar o mecanismo das opções de ações para lucrar neste cenário.

Neste caso, você irá adquirir uma opção de venda da Vale, tornando-se o titular da opção.

Suponha que, no mercado, há um otimismo geral com as acoes da Vale.

Por isso, você consegue adquirir o direito de vendê-la por R$ 35 em 6 meses, e paga apenas R$ 1 como prêmio por adquirir este direito.

Se a sua tese estiver correta, e as ações da Vale realmente percam valor, você poderá ter um grande lucro.

Suponha que sua tese se confirmou e as ações da Vale foram ao valor de R$ 15. Neste caso você poderá adquirir as ações por R$ 15 no mercado à vista e vendê-las por R$ 35, valor firmado em seu contrato.

Seu lucro então será de R$ 19. Pois você investiu um total de R$ 16 (R$15 para comprar a ação à vista e R$ 1 pelo prêmio da opção) e obteve uma receita de R$ 35 pela venda.

O seu prejuízo máximo nesta operação será de R$ 1, pois é o prêmio que você pagou pela opção.

Se a ação da Vale estiver valendo, na data de liquidação do contrato, mais do que R$ 35, você não irá exercer a opção. Pois você pode vender a ação por um valor maior no mercado à vista.

Lançando uma opção de venda

O lançador de uma opção de venda pode buscar receber prêmio e não precisar ser exercido.

Sendo assim, ele poderá ter o lucro do prêmio da opção sem para isso ter aplicado nenhuma capital.

Muitas pessoas também lançam opções de venda como parte de operações mais complexas com opções.

Vamos observar como funciona o lançamento de opções na primeira hipótese.

Seguindo o exemplo anterior, se você conseguiu adquirir o contrato de venda futura de Vale é porque houve algum lançador.

Mas qual foi a intenção do lançador?

O lançador acredita que as ações da Vale estão acima de R$ 35 em 6 meses (lembre que no exemplo há um otimismo com Vale).

Dessa forma, ele não será exercido, e poderá ter o lucro de R$ 1 sem para isso aplicar nenhum capital.

Caso as ações da Vale estejam abaixo de R$ 35 e lançador for exercido, ele terá prejuízo.

Pois, como você tem o direito de venda o lançador tem a obrigação de comprar.

O prejuízo pode, inclusive, tornar-se muito grande. Já que na teoria as ações podem ir até R$ 0 e ainda assim o lançador terá a obrigação de comprar por R$ 35.

Opções – In, at and out the money


opções de ações in the money
Se você já conhece o mundo das opções de ações com certeza já se deparou com estas 3 expressões

  1. In the money
  2. At the money
  3. Out of the money

Caso você não conheça, abaixo detalha-se do que se trata cada uma destas expressões

In the money

In the money que em uma tradução literal significa “no dinheiro” representa uma opção que vale a pena ser exercida no momento pelo titular.

Por exemplo, se alguém detém uma opção de compra de ações do Itaú a R$ 40 e a ação do banco se encontra no valor de R$ 50, esta é uma opção que está in the money, portanto, vale a pena ser exercida.

Pois, ao exercer está opção o seu titular terá um lucro de R$ 10 por ação menos o prêmio que ele pagou para comprar a opção.

Da mesma forma, as opções de ações de venda também pode estar in the money. Isto ocorre quando a ação está sendo negociada por um preço abaixo do determinado no contrato de opção.

Por exemplo, se as ações do Itaú estão sendo negociadas a R$ 40 enquanto o contrato de put option define uma venda de R$ 50 esta opção está in the money para o seu titular.

Afinal, vale a pena ele vender por R$ 50 um ativo que é negociado por R$ 40 no mercado à vista. O investidor pode, inclusive, comprar no mercado à vista para vender em sua opção de venda por R$ 50.

A intenção de quem compra opções de ações é que elas estejam in the money em algum momento durante a vigência do contrato.

Dessa forma, a opção poderá ser exercida com lucro.

Algumas opções são negociadas in the money a partir do momento de sua compra, no entanto, estas possuem um prêmio muito maior.

Por isto, se elas se tornarem out of the money em algum momento o investidor pode ter grandes prejuízos caso o valor do prêmio tenha sido excessivamente alto.

At the money

At the money que pode ser traduzido para “no dinheiro” refere-se a opções de ações que estão exatamente no valor que tanto faz ou não serem exercidas.

Por exemplo, uma opção de compra de Itaú a R$ 40 quando a ação é negociada por este mesmo valor no mercado à vista.

Da mesma forma ocorre para opções de venda de ações.

Obviamente, é muito raro que as ações esteja exatamente “at the money”. Quando isto ocorre, geralmente é por um curto espaço de tempo, com a opção logo voltando a estar in the money ou out of the money.

Out of the money

Out of the money que pode ser traduzido para “fora do dinheiro” representa exatamente o oposto de uma opção in the money.

Ou seja, uma opção que não vale a pena ser exercida.

Por exemplo, suponha que você adquiriu opções de compra da Ambev com preço de compra de R$ 15 e validade de 6 meses. Você imaginou que as ações estariam muito acima de R$ 15 em algum momento destes 6 meses.

No entanto, passados estes 6 meses as ações da empresa estão sendo negociadas a R$ 10.

Nesse caso você irá exercer a opção?

Obviamente que não. Pois não vale a pena pagar R$ 15 em um ativo que pode ser comprado por R$ 10.

Da mesma forma, uma opção de venda se torna out of the money quando não vale a pena ser exercida. Isto é, quando o ativo é negociado mais caro à vista do que no preço estabelecido pela opção.

Afinal, não vale a pena vender um ativo por um preço mais barato do que no mercado à vista.

Opções de ações que são negociadas out of the money apresentam um prêmio muito menor do que as negociadas in the money.

Isto faz sentido pois, para serem exercidas, precisa haver um movimento de mercado que torne as opções in the money.

Sendo assim, como isto é menos provável de ocorrer do que as ações que já estão in the money, as opções out of the money costumam ser baratas.

Como consultar as opções disponíveis


comprando opções de ações
Para consultar as opções disponíveis é necessário acessar o site da bolsa brasileira, a B3.

Ao acessar o site, o investidor deve ir até a aba “produtos”. Após isto, deve buscar a aba “ações” e em seguida a aba “opções”.

Abaixo está a descrição da bolsa sobre como funcionam as opções de ações.

“Os contratos de opções sobre ações são instrumentos derivativos criados para mitigar riscos de oscilação de preço, de modo a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra possíveis perdas, além de servir para criar estratégias especulativas em relação a trajetória de preço e a ampliação a exposição e do potencial de retorno de um investidor, já que o capital inicialmente investido para comprar uma opção é relativamente pequeno.”

O investidor pode clicar então em “posições em aberto” e verificar todos os contratos disponíveis.

Uma boa opção é filtrar por empresas.

Geralmente apenas as empresas mais líquidas dispõe de várias alternativas de contratos de opções.

Filtrando as opções da Petrobras, por exemplo, o investidor encontrará todas as opções disponíveis para esta empresa.

opções de ações da PetrobrasAo observar a imagem, é possível ver que existem 4 contratos disponíveis com vencimento em junho de 2018, e um com vencimento em julho.

Para consultar o valor destes contratos, o investidor deve acessar o home broker de sua corretora e inserir o ticker, assim como é feito com ações comuns.

Ao descer na tela de opções em aberto o investidor encontrará também todos os contratos de put options disponíveis

Perguntas e respostas sobre opções


FAQ opções de açõesAs opções podem ser bastante complexas, mesmo até para investidores que já conhecem o mercado.

Por isto, é bastante comum existirem muitas dúvidas acerca do tema.

Dessa forma, aqui estão uma série de perguntas comuns e respostas sobre as opções de ações:

O que é strike price?

Strike price é o preço sobre o qual será exercido o contrato de opção.

Por exemplo, em uma opção de compra cujo preço de exercício é R$ 10, o strike price será R$ 10.

Da mesma forma ocorre com as opções de venda. O strike price será o preço de exercício da venda.

Qual a diferença entre opções americanas e opções europeias?

No mercado de opções existem dois tipos diferentes: As opções americanas e as europeias.

Estes dois tipos diferem na forma como funcionam as opções de ações.

As opções americanas podem ser exercidas em qualquer momento de vigência de contrato pelo seu titular.

Já as europeias apenas podem ser exercidas na data de liquidação.

No Brasil, os contratos geralmente são do tipo americano.

As opções americanas dão uma clara vantagem ao seu titular, pois o contrato pode ser exercido a qualquer momento.

Enquanto que na situação do contrato europeu, o investidor titular terá que contar com uma situação vantajosa na data de liquidação do contrato.

Por isto, os contratos americanos costumam negociar com um custo maior.

O que é o “ativo objeto”?

Ativo objeto é o ativo que será negociada na data de liquidação.

Por exemplo, em um contrato de opção de ações da Ambev, o ativo objeto é a própria ação da Ambev.

O que representa o ticker das opções de ações?

O ticker da opção geralmente já indica informações sobre este contrato.

As primeiras letras dão uma indicação do ativo objeto.

Após a indicação do ativo objeto, uma letra representa o mês de liquidação do contrato. Sendo “A” janeiro, “B” fevereiro e assim por diante.

Por último, números costumam indicador o strike price daquela opção.

Por exemplo: PETRA237.

Este é um contrato em aberto na bolsa de valores.

PETR indica que se trata de ações da Petrobras.

Em seguida, a letra “A” mostra que este contrato será liquidado em janeiro de 2019.

E o número “237” indica o valor de liquidação do contrato, que é de R$ 23,71.

O que significa dizer que uma “opção virou pó”?

Da forma como funcionam as opções de ações elas podem vir a não ser exercidas pelo seu titular.

Isto é, se a ação se encontrar out of the money na data de liquidação do seu contrato o titular não irá exercê-la.

Assim, diz-se que a opção “virou pó”. Pois ela de nada foi útil ao seu titular.

Enquanto que ainda foi pago um valor para adquirir esta mesma opção.

Quais fatores afetam os preços opções


preço das opções de ações
Alguns fatores afetam o preço sobre os quais se negociam as opções de ações no mercado.

É importante lembrar que estes ativos podem ser negociados em bolsa como qualquer outro.

Ou seja, eles não precisam ser mantidos até a liquidação.

Dito isto, os fatores que mais afetam os preços são:

  • Tempo
  • Volatilidade
  • Dividendo
  • Preço no mercado à vista

Tempo

Se ainda há um longo tempo a decorrer até o vencimento da opção é natural pensar que ela será negociada a um preço maior.

Pois, a opção terá mais tempo até chegar a um preço que vale a pena ser exercida.

Ao contrário, por exemplo, de uma opção que está a um dia de sua liquidação e ainda se encontra longe de um preço viável.

Por isto, o tempo até a liquidação do contrato é um fator muito importante no mercado de opções.

Volatilidade

Um aumento na volatilidade do ativo objeto no mercado à vista causa da mesma forma um aumento da volatilidade em suas opções.

Afinal, com uma maior volatilidade o ativo irá oscilar bastante entre preços sobre o qual vale a pena ser exercido e entre os que não valem.

Geralmente a volatilidade nas opções costumam ser bem maiores do que no mercado à vista.

Ainda mais quando o contrato se aproxima de sua liquidação.

Dividendo

A ocorrência da “data ex” no pagamento de dividendos ajusta o valor da ação no mercado à vista no valor do dividendo pago.

Esta oscilação no mercado a vista causa, logicamente, uma oscilação nas opções.

Preço no mercado à vista

O preço no mercado à vista é o que define se a opção irá valer a pena ou não ser exercida.

Dessa forma ele exerce uma influência muito grande sobre o preço das opções.

É necessário cautela ao operar com opções


cuidado com opções de ações
É importante ressaltar que essa operação por vezes nem sempre é tão lucrativa como esse exemplo, pois o mercado é dinâmico e muitos investidores estão, assim como o comprador do contrato, querendo lucrar nesse mercado de opções de ações.

O investidor que deseja entrar nesse mercado deve ter em mente que cautela é a palavra de ordem nesses contratos, pois a volatilidade é bastante elevada e o risco de perder tudo é muito elevado.

Basta lembrar que caso o preço da ação no mercado a vista evolua de modo a não compensar ao investidor exercer a opção, o investidor corre o risco de perder o prêmio pago se a situação não for revertida até a data de vencimento da opção, quando esse contrato expira.

Conclusão sobre opções de ações


conclusão sobre opções de ações
O mercado de opções de ações costuma ser muito tentador devido a seu potencial de altos ganhos, principalmente para os investidores iniciantes, porém é necessário sempre lembrar que existe também a real possibilidade de grandes perdas nessa modalidade, e por isso não recomendamos a sua operação para investidores no início de suas jornadas na bolsa de valores.

No vídeo abaixo, é discutido se derivativos e opções de ações são, de fato, uma alternativa para o investidor de longo prazo.

Na Suno Research, recomenda-se que o investidor de longo prazo foque não no mercado de opções de ações, mas sim em adquirir ações de boas empresas e acumular estes ativos no longo prazo. No vídeo abaixo, Luiz Barsi, um dos maiores investidores do Brasil e mentor intelectual da Suno fala sobre como se deve acumular patrimônio em ações.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.