Opções de ações são uma complexa ferramenta

As opções de ações nada mais são do que contratos entre compradores e vendedores que dão a esses negociadores os direitos, mas não a obrigação, de comprar ou vender um determinado ativo em uma data futura.

Ainda, opções de ações são considerados derivativos, pois sua razão de ser está em função de outro ativo.

Dessa forma, é possível se operar essa classe de ativos sobre uma gama bastante variada de ativos, tais como: ações, índices de bolsa, commodities, boi gordo, etc.

A seguir, iremos tratar sobre como funciona as opções de ações e suas principais características.

Definição

As opções de compra e venda de ações são contratos financeiros muito utilizados no mercado, e o vencimento desses contratos costuma mexer com a bolsa de valores, justamente devido a sua extensa liquidez e representatividade sobre as ações.

Outro fato importante de ressaltar sobre esses ativos é que esses contratos só podem ser efetuados através de corretoras autorizadas pela bolsa brasileira, ou seja, caso o investidor queira realizar um contrato de opção, ele deve fazer isso somente através de sua corretora.

Há de se destacar, também, que as opções da Vale e as opções da Petrobras são as mais líquidas da Bovespa.

Opções de ações: como funciona?

Neste tipo de mercado existem basicamente dois tipos de opções de ações: as de compra e as de venda.

Normalmente, os contratos de compra são utilizados quando se espera que uma determinada ação sofra alguma valorização.

Já os contratos de venda são mais utilizados como uma forma de proteção em relação ao caso contrário, quando se espera que essa ação se desvalorize.

Geralmente os motivos que fazem um gestor ou pessoa física a realizar operações de opção de compra de ações são dois: para se proteger, ou para realizar uma aposta específica.

Na maioria das vezes, quando um investidor tem uma grande representatividade do seu portfólio em ações de uma determinada empresa, ele pode então comprar opções de ações que permitam a venda de suas ações por um determinado preço.

Isto é o que, normalmente, leva um investidor a fazer um contrato de opção sobre suas ações.

Dessa forma, ele fica “protegido” caso essa ação caia a valores menores do que o preço negociado no contrato.

Já no caso das apostas específicas, suponhamos que: uma ação hoje custe R$ 20 e o investidor compra uma opção de comprá-las a R$ 24, pagando R$ 1 pela opção. Se a ação subir para R$ 27, por exemplo, o preço da opção também subirá. O investidor pode então vender a opção e lucrar.

É necessário cautela!

É importante ressaltar que essa operação por vezes nem sempre é tão lucrativa como esse exemplo, pois o mercado é dinâmico e muitos investidores estão, assim como o comprador do contrato, querendo lucrar nesse mercado de opções de ações.

O investidor que deseja entrar nesse mercado deve ter em mente que cautela é a palavra de ordem nesses contratos, pois a volatilidade é bastante elevada e o risco de perder tudo é muito elevado.

Basta lembrar que caso o preço da ação no mercado a vista evolua de modo a não compensar ao investidor exercer a opção, o investidor corre o risco de perder o prêmio pago se a situação não for revertida até a data de vencimento da opção, quando esse contrato expira.

Conclusão

O mercado de opções de ações costuma ser muito tentador devido a seu potencial de altos ganhos, principalmente para os investidores iniciantes, porém é necessário sempre lembrar que existe também a real possibilidade de grandes perdas nessa modalidade, e por isso não recomendamos a sua operação para investidores no início de suas jornadas na bolsa de valores.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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