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    OPA da Multiplus: Saiba como vai funcionar a OPA da MPLU3

    OPA da Multiplus: Saiba como vai funcionar a OPA da MPLU3

    Foi anunciado no dia 05 de Setembro a intenção da Latam de realizar a OPA da Multiplus.

    A intenção de realizar a OPA da Multiplus foi anunciado por meio de um fato relevante, que você pode acessar na íntegra clicando aqui.

    A OPA do Multiplus é um processo feito para fechar o capital da empresa. A Latam, acionista controlador, realizou uma oferta para comprar a totalidade de ações da empresa e assim retirar a sua listagem da bolsa de valores.

    A OPA da MPLU3 vem acompanhado, ainda, de um pedido de retirada da empresa do novo mercado.

    A Oferta é pelo preço de R$ 27,22 por ação. A companhia chegou neste valor utilizando a média ponderada do valor da ação nos últimos 90 dias e acrescendo um prêmio de 11,6%.

    O que é uma OPA? – OPA da Multiplus

    OPA é a sigla para “oferta pública de aquisição“. Uma OPA pode, de certa forma, ser encarada como o contrário de um IPO.

    Enquanto uma empresa que deseja abrir capital realiza o seu IPO, uma empresa que decide deixar a condição de companhia listada realiza uma OPA.

    A OPA deve ser acompanhada de um laudo para definir o valor justo da ação.

    No caso específico da OPA da MPLU3 esta instituição será o Credit Suisse. As premissas para definir o preço justo de uma oferta pública de aquisições são:

    • Expectativa de fluxo de caixa futuro da empresa
    • Patrimônio líquido da companhia
    • Preço médio da ação nos últimos 12 meses

    Na prática, essa avaliação do preço justo nada mais é do que um processo de valuation. A necessidade de ser definido o preço justo por uma terceira parte existe para garantir mais segurança aos acionistas minoritários.

    Ao incluir esta necessidade a CVM garante que o mercado terá conhecimento do valor considerado justo pelo laudo da avaliadora, e assim os investidores podem tomar a decisão sobre aderir ou não a OPA com um maior esclarecimento.

    Passos para a realização de uma OPA

    O primeiro passo para realizar uma OPA é a divulgação de um fato relevante com a intenção de fechar o capital, como no caso da Multiplus.

    Uma vez realizado este passo, o seguinte entrar com uma solicitação da oferta de encerramento da listagem perante a CVM.

    A CVM, então, analisa esta solicitação e pode aprovar ou não a oferta.

    Uma vez que a oferta seja aceita pela CVM ela deve conter o mínimo de aprovação de dois terços dos acionistas minoritários para ser aprovada.

    No caso da OPA da MPLU3, como esta é uma empresa listada no novo mercado, o mais alto grau de governança corporativa no país, a divulgação do fato relevante é seguida da convocação de uma assembleia de acionistas para que esses possam deliberar sobre a oferta.

    Os acionistas tem o direto ainda de solicitar um novo segundo do preço justo da ação, caso se mostram insatisfeitos com o primeiro. Caso o preço do segundo laudo seja maior que o primeiro, vale o segundo e a empresa tem 5 dias úteis para aceitar a oferta.

    Caso este segundo laudo seja inferior, vale o valor definido pelo primeiro laudo.

    Uma vez definido o preço os acionistas devem informar às suas corretoras se aceitam ou não a oferta do controlador.

    Motivos alegados para realização da OPA da Multiplus

    A Latam levantou algumas razões para justificar a solicitação de fechamento de capital.

    Segundo a empresa, o fato de a Latam e a Multiplus terem estruturas separadas prejudica a execução operacional do negócio. Fato que, novamente segundo a Latam, fez a Multiplus perder market share.

    Segundo a controladora, o mercado de fidelidade está em uma processo de mudança veloz, e que isto necessita uma maior celeridade na tomada de decisões, que seria possível com a consolidação das duas empresas.

    A Latam argumenta ainda que a oferta fornece uma oportunidade de liquidez aos acionistas minoritários, visto que a mesma já declarou a sua intenção de não renovação do contrato com a Multiplus.

    Precedentes no caso da OPA da MPLU3

    A OPA não é um caso muito frequente no mercado de capitais brasileiro, principalmente no que diz respeito a empresas com uma relevante capitalização de mercado.

    No ano de 2017 a Unipar Carbocloro tentou realizar o seu fechamento de capital mas teve a sua solicitação impedida pelos acionistas minoritários. Desde então, a ação acumula uma expressiva alta.

    No caso da Unipar o valor estipulado para fechar o capital era abaixo, inclusive, do valor atual do mercado. Fato que levou os acionistas a recusarem a proposta.

    No caso da OPA da Multiplus a situação pode vir a ser diferente, pois a Latam afirma que não irá renovar o contrato entre as duas empresas, comprometendo a expectativa de fluxo de caixa futuro da Multiplus. No entanto, ainda é possível que os acionistas minoritários consigam elevar o preço ofertado pela Latam, ou que até consigam invalidar a OPA.

    É importante ressaltar que, assim como a Multiplus depende da Latam, a última também depende do seu braço de fidelidade. Isto ocorre pois a Multiplus é uma empresa com cerca de 20 milhões de clientes e com capital de giro bastante expressivo.

    Conclusão sobre a OPA da Multiplus

    A solicitação para o fechamento de capital da Multiplus é algo a se lamentar para os investidores do mercado de capitais. Isto ocorre pois ela é uma companhia rentável, com alto fluxo de caixa e bons pagamentos de dividendos. Sendo assim, caso a OPA seja de fato concluída, os investidores perdem a chance de associar a este negócio lucrativo.

    A Suno Research reafirma o compromisso com os seus clientes de mante-los informados acerca de todo o processo de realização da OPA da Multiplus. Bem como garante que agirá para que o interesse dos acionistas minoritários seja respeitado.

    Tiago Reis
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