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    OCDE: o que é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico?

    OCDE: o que é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico?

    Visando uma maior integração junto aos países desenvolvidos na economia internacional, governo brasileiro tem demonstrado recentemente bastante interesse em ingressar na OCDE. E não apenas o atual. Esta pauta também é compartilhada com seus antecessores.

    Mas, afinal, qual é a importância da OCDE? O que, de fato, faz essa instituição? Qual é a sua função e que tipo de vantagens e benefícios seus membros podem ter acesso?

    O que é a OCDE?

    A OCDE é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Trata-se de um grupo constituído por 35 países, cujo objetivo é alinhar e discutir estratégias econômicas que beneficiem as nações participantes.

    A organização internacional é responsável pela administração de mais de 342 milhões de euros.

    Países membros da OCDE

    A OCDE atualmente conta com os seguintes países como membros:

    • Áustria;
    • Bélgica;
    • Dinamarca;
    • França;
    • Grécia;
    • Islândia;
    • Irlanda;
    • Itália;
    • Luxemburgo;
    • Holanda;
    • Noruega;
    • Portugal;
    • Suécia;
    • Suíça;
    • Turquia;
    • Reino Unido;
    • Alemanha;
    • Espanha;
    • Canadá;
    • Estados Unidos;
    • Japão;
    • Finlândia;
    • Austrália;
    • Nova Zelândia;
    • México;
    • República Tcheca;
    • Hungria;
    • Polônia;
    • Coreia do Sul;
    • Eslováquia;
    • Chile;
    • Estônia;
    • Israel;
    • Eslovênia; e
    • Letônia.

    Porém, ainda há países em negociação com a OCDE – além do Brasil. Este é o caso de: Colômbia, Costa Rica, Cazaquistão, Lituânia e Rússia.

    Este último, porém, teve as negociações suspensas em 2014, por causa da sua participação na Guerra da Crimeia.

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    Como funciona a OCDE?

    Como organização internacional, os objetivos da OCDE são:

    Sendo assim, pode-se resumir, a grosso modo, que a organização defende o liberalismo econômico como um vetor para estimular o desenvolvimento econômico dos países.

    Por causa disso, quando um país ingressa na OCDE passa a ser reconhecido internacionalmente como um bom lugar para investir.

    Brasil e a OCDE

    O Brasil coopera com a OCDE desde o início na década de 1990, mas nunca chegou a se tornar um membro efetivo do grupo. Apenas em julho de 2017, o país deu entrada no processo de ingresso na OCDE.

    Os motivos para isso são tanto políticos quanto econômicos. Isso porque a OCDE, que foi fundada em 1961, é, em suma, formada por países ricos e industrializados.

    Por isso, a organização também é chamada como “grupo dos ricos”.

    Com o histórico de crises econômicas e o status de país em desenvolvimento que o Brasil ainda tem na Organização Mundial do Comércio (OMC), este ingresso foi inviabilizado.

    E, em contrapartida, abrir mão do status de “país em desenvolvimento” na OMC traria diversas consequências ao Brasil.

    Isso porque o país seria tratado de igual para igual com países como Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. Sem que tenha, de fato, os mesmos indicadores econômicos que estes países.

    Abrir mão deste status significa precisar adotar reciprocidade em uma abertura de comércio nos setores da sua economia.

    Ou seja, as taxas cobradas pelos seus produtos não seriam mais definidas pelo governo brasileiro. Seria necessário utilizar as mesmas praticadas pelos países com os quais se negocia.

    Tanto é que a China ainda se reconhece como um país em desenvolvimento na organização. Exatamente para usufruir de um tratamento diferenciado, que lhe é vantajoso.

    Para entender melhor este contexto econômico, a Suno Research oferece um ebook gratuito sobre investimento no exterior. Assim, é mais fácil ver como as ações dos países membros da OCDE se comportam.

    Deste modo, é possível perceber se é uma boa ideia ou não ingressar na OCDE neste momento.

    Tiago Reis
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