Quando falamos em carteira previdenciária, queremos formatar um portfolio de ativos geradores de renda passiva para que esta renda possa ser utilizada numa eventual aposentadoria, e assim ser possível viver pagando as despesas sem precisar vender patrimônio.

Dito isso, é preciso ter em mente que nem todos os ativos possuem essas características.

Os ativos que não geram renda podem até vir a ser bons investimentos, mas não se caracterizam para a carteira previdenciária.

Ativos como obras de arte, vinhos, carros antigos ou ouro não são ativos que você deveria considerar para uma carteira previdenciária. Pois não são ativos que geram renda. Para lucrar será preciso vender o ativo.

Eu não gosto de investir em ativos que não tem potencial de gerar renda. Cada investidor tem um perfil. Este é o meu.

Isso não significa que todos os ativos que invisto geram renda hoje. Ações de empresas como Facebook e Google, não pagam um centavo de dividendos. Mas são ações que tem potencial para pagar dividendos de dezenas de bilhões de dólares por ano.

Estas empresas já geram caixa, e não pagam dividendos por uma decisão interna da gestão destas empresas.

Ambas as ações fazem parte do Plano Suno Internacional

Portanto, certamente em algum momento na próxima década estas empresas irão pagar dividendos. Se você não for se aposentar até lá, estas ações podem fazer sentido para sua carteira previdenciária.

E o que não pode faltar em uma carteira previdenciária?

  1. Diversificação: busque ao longo do tempo possuir algo como 15-20 ativos de segmentos diferentes.
  2. Ativos descorrelacionados: busque investir em ativos que possuam correlação baixa entre si, como ações locais, fundos imobiliários, small caps e ações estrangeiras.
  3. Ativos que gerem renda: afinal, é esta renda que vai garantir que você construa uma carteira que pague dividendos mais do que suficientes para sua aposentadoria.

E qual o desenho de uma carteira previdenciária possível hoje? Irei abordar sobre isso nos próximos dias.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.