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    O que fazer: Empresas que criam e empresas que destroem valor

    O que fazer: Empresas que criam e empresas que destroem valor

    Ontem, realizamos o nosso primeiro curso de Valuation, reunindo 30 alunos em São Paulo.

    Realizamos no final o Valuation de duas empresas, BB Seguridade e Multiplus. Duas empresas altamente rentáveis com ótimo histórico de criação de valor aos seus acionistas.

    Logo após o curso, checando o celular tive acesso a um estudo do Damodaran que me deixou decepcionado: apenas 60% das empresas listadas criam valor aos seus acionistas.

    Damodaran analisou mais de 14 mil empresas durante os últimos 10 anos, e chegou a conclusão que boa parte das empresas foram péssimos negócios.

    Mas o que é criar valor ao acionista?

    De maneira resumida, a empresa que cria valor é aquela que apresenta rentabilidade superior ao custo de capital.

    O que é custo de capital?

    É o quanto de rentabilidade um acionista exige de retorno sobre seu capital investido. Como via de regra, o investidor espera ganhar com investimentos de risco um pouco mais do que obteria investindo em renda fixa.

    Explicamos este conceito em nosso minicurso gratuito de Valuation.

    Eu ainda vou replicar este estudo do Damodaran no Brasil. Mas a minha impressão é que no Brasil temos um contingente grande de empresas que destroem valor aos seus acionistas.

    Entre elas, merecem destaque as estatais, a maioria das construtoras, boa parte dos bancos médios, as companhias aéreas e muitas empresas de commodities.

    Coincidentemente, empresas destes segmentos foram as que mais se valorizaram nas últimas semanas com a onda de otimismo que invadiu o mercado de capitais no Brasil.

    Enquanto diversas empresas que criam valor aos seus acionistas não tiveram uma valorização tão expressiva.

    Isso é normal: em momentos de euforia, os ativos mais arriscados se valorizam mais.

    Mas a festa não dura para sempre: uma hora a realidade vem à tona, os investidores percebem que adquiriram ativos que não entregam uma rentabilidade sobre seu capital investido e se desfazem de maneira desesperada.

    Minha recomendação: mantenha o foco em adquirir empresas altamente rentáveis e que estejam negociadas a bons preços.

    O tempo é amigo dos bons negócios, como diria Warren Buffett. Foque neles.

    E o que são bons negócios? Empresas de alta rentabilidade, margens elevadas e estáveis, uma gestão com histórico comprovado e endividamento baixo ou moderado.

    Quem adquirir empresas com essas características tende a se dar muito bem no longo prazo. Foi adquirindo empresas assim que foram edificadas as maiores fortunas da Bolsa.

    Uma novidade

    A partir desta semana iremos ter contato diário.

    No final de 2017, criei a coluna “O que fazer?” que busca ser uma mistura de transmissão da minha leitura de mercado, narração dos fatos diários que impactam o mercado e também ser um guia prático sobre o que fazer no dia a dia.

    Neste tempo, pudemos sentir uma receptividade interessante por parte dos leitores.

    E desta forma, a partir desta semana, iremos realizar diariamente este contato.

    O nome da coluna será Suno Call, o nome foi escolhido democraticamente por nossos membros do grupo do Facebook.

    O Suno Call concentrará tanto o meu comentário de mercado com o já consagrado Editorial que faz uma leitura profunda dos principais fatos relevantes envolvendo empresas listadas.

    Este serviço será disponibilizado gratuitamente aos Assinantes Premium. Também poderá ser adquirido de maneira individual por aqueles que ainda não assinam, por um preço acessível de R$14,99.

    Se você não é assinante e tem interesse em ter acesso a este serviço, basta se inscrever na lista de espera.

    Tiago Reis
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