Acesso Rápido

    O que esperar do próximo governo?

    O que esperar do próximo governo?

    Primeiramente, este não é um texto politico.

    Eu sou analista, e para ser analista é preciso ter frieza e refletir de maneira desapaixonada.

    Nós da Suno soubemos conduzir a discussão de maneira republicana durante todo o processo eleitoral. Um período eleitoral movido por debates acalorados.

    Dito isso, este é o primeiro governo com viés liberal em décadas. Pelo menos no discurso. E Bolsonaro vai ser cobrado por isso. Pela população, e pelo mercado.

    O Brasil precisa desesperadamente de reformas. E estas reformas vão mexer em interesses consolidados, e muitas vezes quando se mexe no vespeiro alguns voltam políticos atrás.

    Nos últimos anos, quase sempre os governantes preferiram adiar as reformas que mexer na ferida. Era o mais cômodo.

    Mas desta vez, o déficit fiscal se encontra em patamar intolerável por investidores.

    Ou concertamos o déficit ou os agentes de mercado serão impiedosos, comprando dólares com força. E vendendo investimentos, como títulos e bolsa.

    As consequências serão catastróficas.

    Precisamos de reformas.

    Na minha opinião, esta seria a ordem de importância (e reconheço que não existe consenso nem mesmo em nossa equipe): Reforma da Previdência, Reforma Tributária, Reforma Politica e mais uma rodada de Reforma Trabalhista.

    A Reforma da Previdência viria para estancar o déficit. A Reforma Tributária para dar dinamismo a economia. A Reforma Politica para fortalecermos os próximos ciclos eleitorais e garantirmos que os interesses dos políticos estejam mais alinhados com os dos eleitores. E a Reforma Trabalhista para continuarmos no processo de modernização das relações de trabalho e podermos manter a competitividade de nossa indústria.

    Precisamos também abrir mais nossa economia para a competição. Vários segmentos da indústria não são competitivos e vivem de pedir subsídios ao governo. Isso só onera o consumidor e concentra renda nas mãos de poucos.

    Precisamos também repensar a função das empresas estatais. Várias delas oferecem produtos péssimos e caros ao consumidor, e ainda assim geram prejuízos. As denuncias de corrupção somente pioram o quadro para estas empresas. As privatizações, em sua maioria, trouxeram dinamismo e competitividade ao setor.

    Se fizermos as reformas, e acredito que temos as melhores condições em anos (um relativo apoio popular e uma oposição enfraquecida no Congresso), o Brasil tem tudo para entrar em período de forte crescimento.

    As empresas brasileiras poderiam facilmente valer duas vezes mais em caso de aprovação de algumas dessas reformas.

    O lucro delas poderia aumentar uns 30-50% com uma economia ativa (impactando volumes e preços) e redução da capacidade ociosa (que impactariam positivamente as margens).

    E também poderíamos ter os múltiplos das empresas aumentando 30-50% também.

    As reformas não podem esperar. Os próximos dias serão cruciais para a definição dos mercados. Precisamos de sinalizações claras que as reformas serão endereçadas e priorizadas.

    Sinalização contraria podem trazer um aumento da percepção de risco por parte dos investidores, sobretudo os internacionais.

    O que fazer? Continuar investindo em empresas de margem alta, recorrência e balanço solido.

    Em uma eventual recuperação econômica, um dos setores que mais se beneficiam é o setor de imóveis, com queda das vacâncias e recuperação dos preços dos alugueis.

    Se você se interessa por fundos imobiliários, te convido para participar do 2º Congresso de Fundos Imobiliários da Suno. São apenas 100 vagas, e restam poucas vagas. Para participar, clique aqui.

    Tiago Reis
    Compartilhe sua opinião
    Nenhum comentário

    O seu email não será publicado. Nome e email são obrigatórios *