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value investing

Nos investimentos existem diversas modalidades para os diferentes perfis de investidores, e cada uma se adequa às suas particularidades e interesses individuais.

Uma dessas modalidades é o “Value Investing”. Esta é uma estratégia de investimentos muito utilizada hoje em dia, principalmente na análise fundamentalista, e basicamente resume bem a filosofia que nós da Suno Research seguimos e sugerimos a quem nos acompanha.

O significado deste termo vem da língua inglesa, e sua tradução literal seria “investimento em valor”.

A sua essência é bem clara e simples de entender, e está diretamente relacionada ao conceito de Margem de Segurança (escrevemos um artigo sobre este tema pouco tempo atrás), e isso faz com que o Value Investing seja praticado de maneira muito pessoal por aqueles que o adotam, visto que cada investidor faz a suas próprias análises e julgamentos individuais, de acordo com sua perspectiva e visão sobre o assunto.

De maneira bem direta, o Value Investing é uma estratégia de investimento em que as ações que são selecionadas para a compra pelo investidor se encontram a um preço abaixo do seu valor intrínseco naquele momento. Ou seja, os “value investors” (ou investidores de valor), estão constantemente à procura de ações que acreditam estar subvalorizadas pelo mercado.

Um outro jeito de definir o termo, é que as pessoas que baseiam seus investimentos nessa forma de investimento em valor, acreditam que o mercado oscila constantemente entre bons e maus momentos, por influência de incontáveis fatores, resultando em movimentações nos preços das ações que muitas das vezes não correspondem à realidade dos fundamentos de longo prazo das empresas, gerando oportunidades de compra para esses ativos quando seus preços estão abaixo do que realmente valem.

Essa movimentação de preços no mercado financeiro pode ser explicada por diversos motivos, mas existe um que retrata muito bem este cenário, que é a lei de oferta e procura, e sua definição pode ser resumida da seguinte forma:

Se muita gente está querendo comprar algo e existem poucos vendedores, o preço do mesmo tende a subir.

O inverso também é válido, visto que se muita gente está tentando vender algo que pouca gente tem interesse na compra, o preço daquilo tende a cair.

Contudo, no caso do mercado financeiro, o “valor” da empresa, em tese, tende a ser o mesmo ao longo do tempo, ou na verdade, tende a valorizar no longo prazo, conforme a empresa cresce e seu patrimônio aumenta.

Normalmente, uma empresa não se torna melhor ou pior pela variação do preço das suas ações.

Se ela é uma empresa lucrativa, tende a continuar sendo lucrativa. Se é uma empresa mediana, tende a continuar sendo mediana. Se é mal gerida, tende a continuar sendo mal gerida.

É claro que nada é estável, principalmente no mundo empresarial, e existem fatores que podem mudar essas realidades no médio e longo prazo, como por exemplo, mudanças na gestão da companhia, aquecimento ou esfriamento do mercado em que atuam, alteração na estratégia de produção ou até mesmo aquisições e vendas de outras companhias.

Por isso que é importante que cada investidor faça sua própria análise de Value Investing de maneira individual e particular, cada qual com o seu ponto de vista, enxergando a sua análise de acordo com o que pensa sobre a situação e utilizando as mais variadas formas de se analisar uma empresa, de forma a enriquecer sua análise.

Desse modo, value investing induz o investidor a analisar os projetos e empresas no qual se pretende investir pela ótica da análise fundamentalista, ou seja, de maneira qualitativa, no intuito de, ao adquirir ações destas empresas, esteja se tornando sócio das mesmas e participando de seus resultados.

Assim sendo, nos seus estudos de negócios, os investidores de valor devem procurar enxergar um real potencial de crescimento no empreendimento de interesse, fazendo com que, dessa forma, seu investimento faça de fato sentido.

Neste outro artigo comentamos sobre um fator que anda lado a lado com o Value Investing, que é a paciência.

Nunca é demais lembrar da metáfora muito bem retratada pelo nosso mentor intelectual, o senhor Luiz Barsi, (que diga-se de passagem se beneficia em muito do Value Investing) a respeito do comportamento paciente dos investidores, onde ele se compara ao jacaré com a boca aberta.

Essa é uma exemplificação que gostamos muito e que julgamos fazer total sentido nesse conceito.

Vale ressaltar aqui que a definição de investimento de valor é bastante subjetivo.

Enquanto alguns praticantes baseiam suas estratégias apoiando-se em estimativas de crescimentos e geração de lucros futuros, outros investidores de valor voltam suas análises para os lucros e resultados presentes ao invés dos potenciais ganhos de longo prazo.

São dois ângulos de visão para a mesma abordagem do assunto.

Independentemente dos diferentes pontos de vistas, o conceito lógico do Value Investing para investidores é comprar ativos por um preço menor do que valem naquele momento para se associarem a empreendimentos de sucesso.

Grandes Investidores de Value Investing

Como em toda área de atividade, existem os personagens que se destacam.

Nos investimentos, mais especificamente em Value Investing, não poderia ser diferente. Existem os verdadeiros mestres no assunto, e cada um apresenta pontos de vista e reflexões individuais que nos auxiliam a compreender melhor a abordagem.

Benjamin Graham

Autor de dois dos livros mais importantes já escritos sobre análise fundamentalista e Value Investing, que são os “Security Analysis” e “O Investidor Inteligente”. Graham desenvolveu primordialmente a ideia de comprar ações abaixo do seu valor intrínseco para diminuir os riscos e também foi quem inicialmente promoveu o pensamento de que ações frequentemente são negociadas a preços que não refletem seu real valor. Suas técnicas inspiraram ninguém menos que Warren Buffett, tornando-se assim o seu mentor por décadas. Ele nasceu em 1894 e é considerado o pai do Value Investing.

“Se eu tivesse o desafio de definir o segredo dos investimentos saudáveis em três palavras, essas seriam Margem de Segurança”. – Benjamim Graham.

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Warren Buffett

O maior investidor de todos os tempos nasceu em 1930 e foi aluno e depois funcionário de Graham. Buffett pensa em comprar ações como se estivesse de fato comprando empresas e não apenas papéis (como muitos encaram), e ele tem prazos indefinidos nos seus investimentos, tanto é que fez seu primeiro investimento aos 14 anos e aos 30 já era milionário.

Com esse pensamento, em 1962, ele começou a comprar ações da Berkshire Hathaway (inicialmente atuava no ramo de têxteis), e com o tempo a quantidade de ações da empresa que Buffett detinha se tornaram suficientes para mudar a administração e então controlar a companhia, isso em 1965. Ele se tornou um dos homens mais ricos do mundo através de Value Investing.

“O preço é o que você paga. Valor é o que você leva. ” –  Warren Buffett.

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Seth Klarman

Klarman é um investidor americano que se dispõe a pensar fora da caixa e procura analisar investimentos que outros investidores normalmente não consideram e até mesmo costumam evitar. Ele segue de perto a filosofia de investimento de Benjamin Graham e é conhecido por comprar ativos impopulares enquanto eles estão subvalorizados, buscando uma margem de segurança e lucrando com sua alta no preço. Em fevereiro de 2017, a revista Forbes listou sua fortuna pessoal em US $ 1,55 bilhões.

“Nós temos batido o mercado incrivelmente ao longo dos anos, apesar deste nunca ter sido nosso objetivo. Na verdade, o que nós temos feito consistentemente é tentar não perder dinheiro e, fazendo isso, não só o protegemos como performamos acima da média. ” –  Seth Klarman

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Luiz Barsi

Esse senhor, além de um dos grandes investidores Value Investing do Brasil, é um dos maiores acionistas pessoa física da bolsa e nosso mentor intelectual nos investimentos.

Possui anos de experiencia na Bovespa e foi um dos amigos pessoais de Décio Bazin, que também era um adepto do investimento em valor e autor do único livro sobre investimentos que indica, o “Faça Fortuna com Ações”. Além de muito carismático, é sempre prestativo ao compartilhar seu conhecimento, tendo aceitado gravar uma série de vídeos com o Tiago Reis, sócio fundador da Suno Research, respondendo a inúmeras perguntas de internautas, sempre defendendo seu ponto de vista sobre análise fundamentalista e também a respeito de investimentos de valor no longo prazo visando dividendos e demais bonificações.

Vale conferir os vídeos pelo nosso canal no Youtube:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=videoseries?list=PLLNsX4nZzdXlk-OUa7MoOsA5wwFUsgnFx&w=560&h=315]

“Eu assimilei a postura de parceria. A postura do parceiro é como se ele fosse um pequeno dono da empresa. Você já imaginou se a cada movimento de ações no mercado o dono da empresa se despusesse a vender todas as ações dele? Ele perderia o controle, perderia a razão de ser.” – Luiz Barsi

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É importante que o investidor perceba que os principais nomes do mercado financeiro mundial compartilham essa estratégia de investimento.

Mesmo que as vezes não se refiram ao Value Investing diretamente, mas sempre estão se beneficiando de algum jeito das táticas que essa modalidade oferece. Estão sempre procurando se associar a bons projetos e tentando pagar pelas ações um valor que ofereça uma boa margem de segurança e que esteja abaixo do valor intrínseco da companhia.

Por isso é importante que investidor esteja sempre se atualizando e buscando aprender algo novo sobre esse assunto.

Publicamos a pouco tempo atrás uma série de livros em português que sem dúvida alguma podem em muito contribuir para o aprendizado dessa teoria.

Além disso, esse outro artigo apresenta outras excelentes opções de leitura, inclusive algumas delas em inglês, onde o investidor pode aprender e se inspirar um pouco mais esse tipo de investimento.

Dentre os citados nos artigos acima, podemos destacar alguns de maior relevância, como “Os ensaios de Warren Buffett” ), pois é um livro que não tem interpretações, sua escrita faz apenas compilações diretas das cartas de Buffett, sem margens para fugir do conteúdo original, e “A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida” que trata da vida de Buffett e sua biografia, revelando o “lado humano” o Oráculo de Omaha, além de “Investindo em ações no longo prazo” do autor Jeremy Siegel, que explora dados e fatos que comprovam a eficácia do investimento em ações no longo prazo.

O conhecimento nunca é demais e por isso sempre estimulamos as pessoas a aprenderem algo novo constantemente.

De tão importante que é o Value Investing para o mercado de capitais, algumas variações da sua utilidade foram feitas ao longo dos anos, como por exemplo: Deep Value Investing e High Quality, entre outras.

Podemos comentar brevemente sobre as principais, mas vale a pena o estudo de cada uma delas individualmente para melhor compreensão.

Deep Value Investing

Em poucas palavras, em vez de buscar o crescimento no longo prazo e os futuros retornos das ações, os Deep value Investors buscam ações subvalorizadas com uma grande margem de segurança entre valor e preço. Assim, em vez de prever o quão bem uma empresa pode ou não performar nos próximos anos, esses investidores estão mais preocupados em proteger o seu capital e obter um bom preço nos investimentos que fazem hoje, e as valorizações posteriores que por ventura vierem a acontecer, ocorrerão por conta própria.

High Quality

High Quality é uma estratégia de investimento que se baseia em um conjunto de critérios fundamentais claramente definidos e que busca identificar empresas com boas a excelentes características qualitativas para o médio e longo prazo, mas que se encontram abaixo do seu real valor. A avaliação qualitativa é feita com base em critérios como por exemplo credibilidade da gestão e estabilidade dos balanços financeiros, assim como potencial de crescimento da companhia e do seu mercado. Também é uma estratégia que se baseia no valor das empresas.

Este é um assunto bastante amplo e que nos deixa muito motivados a comentar, visto que é uma prática a qual fazemos uso assumidamente e estamos sempre estimulando as pessoas a praticarem.

Acreditamos que quanto mais pessoas aderirem a essa modalidade de investimento, menos especulativo fica o mercado, fazendo com que associações com grandes empresas sejam feitas diariamente por pessoas comuns, estimulando o crescimento sólido e saudável do mercado de capitais brasileiro, que hoje se encontra em situação tão debilitada e fragilizada.


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