A maioria dos investidores que eu conheço não investem muito lá fora. Existe um viés comportamental chamado “Home Bias”, em que damos preferência a investir em ativos do nosso próprio país.

Dependendo do país até pode fazer sentido. Buffet sempre disse que preferia investir nos Estados Unidos. Porém, se trata do capitalismo mais desenvolvido do planeta. Existem mais de 5 mil empresas listadas no país.

Aqui no Brasil o mercado é muito mais escasso. Temos algo em torno de 400 empresas listadas, número que vem se mantendo constante faz anos. Os gestores de ações brincam que o nosso mercado é como uma piscina pequena para muitos nadadores.

Não esperamos que este número vá aumentar significativamente tão cedo.

Os custos para manter uma empresa listada ainda são proibitivos. Não à toa, várias empresas brasileiras estão realizando IPO fora do país, como a Pagseguro e Netshoes.

Além disso, temos uma população com baixíssima educação financeira, e os poucos que investem, se acostumaram a viver de juros da renda fixa, ainda que ações tenha sido um negócio melhor.

Recentemente lançamos a carteira internacional da Suno para aqueles investidores que quiserem ter uma parcela do patrimônio denominada em moeda forte, e se tornarem sócios de empresas globais.

Mas esta é apenas a ponta do iceberg….

Existem cerca de 370 empresas listadas nos EUA com capitalização de mercado inferior a U$ 1bi. Poderíamos chamar de small caps americanas. Algumas inclusive são micro caps, possuindo valor de mercado inferior a U$ 200 milhões.

Ou seja, somente esta parcela de mercado é do tamanho inteiro da bolsa brasileira!

Não faltam estudos que demonstram a superioridade de retornos das small caps em relação a empresas de maior porte. Empresas como Apple, Microsoft, Mcdonalds e Dell já foram um dia small caps.

Além destes casos de negócios que podem se tornar gigantes, existem dezenas de negócios “nichados”, que pertencem a segmentos do mercado que não fazem parte da bolsa brasileira.

É o caso de empresas de biotecnologia, farmacêuticas, e também de outras empresas com negócios mais simples, mas que podem ser muito rentáveis. Peter Lynch, um dos maiores especialistas nestas ações, enriqueceu com uma empresa que fabricava latas de comida, outra que coletava óleo usado de restaurantes, e uma terceira que realizava funerais.

Existem inclusive empresas de research listadas na bolsa americana. Quem sabe um dia a Suno não chega lá.

Mesmo com o tamanho do mercado de capitais americano, ainda existem diversas empresas de baixa de capitalização “fora do radar”. Assim como ocorre aqui, nos EUA ocorre uma grande concentração de investidores institucionais em papéis mais conhecidos.

Não é raro encontrarmos regras que obrigam os fundos a investir em empresas com capitalização acima de determinado patamar. Em alguns casos, inclusive, vários institucionais não podem investir em papéis que sejam cotados “under U$ 10”.

Estamos sempre procurando formas de atender a demanda dos nossos clientes. O mercado de small caps e micro caps americano é muito fértil para o investidor de longo prazo, interessado em explorar nichos de negócios que não existem por aqui.

Se você tiver interessado que a Suno leve até você estas oportunidades, fale com a gente!

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.