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    Non Performing Loan (NPL): como funciona esse tipo de crédito?

    Non Performing Loan (NPL): como funciona esse tipo de crédito?

    Uma dívida pode ser prejuízo para alguns, mas também representa um potencial de ganho interessante para outro, levando a novas movimentações no mercado por meio de NPL.

    Claro que, para quem está endividado, seja por falta de educação financeira ou por razões que fogem ao controle, não há interesse no NPL. Mas para as empresas que atuam neste segmento a visão é diferente.

    O que é NPL?

    NPL é a sigla para Non Perfoming Loan que na prática representa os empréstimos bancários que não foram pagos pelos seus clientes, gerando um ônus imediato pela inadimplência, que pode ser minimizado com a venda ou negociação destes débitos no mercado.

    A definição de Non Performing Loans em português é o chamado crédito não-produtivo, termo bastante utilizado em instituições bancárias que, diariamente, lidam com a inadimplência – o chamado calote.

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    Entram nesta conta os empréstimos que não foram quitados nos últimos 90 dias. Com isso, trata-se de dívidas mais recentes, com o nome do devedor sendo incluído na lista de empresas especializadas no assunto, como SPC e Serasa. O chamado “nome sujo”.

    Mas há também empresas que consideram NPL o empréstimo pessoal feito, mas com baixíssima probabilidade de quitação.

    Como funciona o NPL?

    Há um mercado para a negociação do non-performing, que se fortalece em épocas de crise econômica e aumento de dívidas geradas pelo aumento do desemprego.

    Nesta época, bancos e instituições de crédito aumentam a sua carteira de dívidas para depois vende-las a empresas que trabalham com estes créditos não produtivos.

    Estas dívidas não são apenas do consumidor pessoa física, mas também das pessoas jurídicas, que geram um crédito corporativo.

    Os bancos vendem estes créditos a um valor menor do que o da dívida total, para reduzirem seu prejuízo, mas também gerarem margem de lucro para os compradores quando os devedores quitarem seu saldo devedor.

    Assim, conseguem otimizar os resultados bancários. Após a compra, estas novas empresas se tornam as responsáveis pela cobrança destes débitos e usufruirão dos eventuais pagamentos.

    Impactos do NPL

    Quando um empréstimo feito não é quitado, a instituição que o concedeu precisa arcar com o ônus. O que, em grande volume, pode levar uma empresa de crédito à falência.

    Isso porque, ainda que ela venda esta dívida, uma parte do prejuízo ainda precisará a ser assimilado. E, sem receber este dinheiro de volta, ela passa a ter menos recursos para conceder novos empréstimos.

    Com isso, o acesso ao crédito tende a se tornar mais restrito, com a implementação de novas exigências para a sua concessão.

    Com menor concessão de empréstimo bancário, o consumidor tende a gastar menos e, no caso das pessoas jurídicas, reduzir os investimentos no seu próprio negócio. O que também afeta a economia do país, gerando um ciclo econômico difícil de superar.

    Para quem não atua com a negociação de NPL, o ideal é fugir de qualquer aspecto do endividamento. Para isso, vale usar a planilha de controle de gastos oferecida gratuitamente pela Suno Research.

    Foi possível saber mais sobre NPL? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.

    Tiago Reis
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