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Além da famosa Bolsa de Nova York, existe no mercado americano um outro importante centro financeiro onde são negociados bilhões de dólares diariamente em investimentos: a NASDAQ.

Pelo seu histórico e volume de negociação, a NASDAQ é considerada uma das bolsas de valores mais importantes de todo o mundo. Empresas gigantescas como Google, Apple, e Facebook, por exemplo, possuem ações negociadas por lá.

O que é a Nasdaq?

A Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotations) é uma importante bolsa de valores americana, especializada principalmente em listar grandes empresas do setor de tecnologia.

Em valor de mercado, a Nasdaq é avaliada como a segunda maior bolsa de valores de todo mundo. Nesse caso, a primeira colocada é a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) – que muitas vezes é considerada uma “rival” da Nasdaq. Assim como a NYSE, as duas bolsas estão localizadas em Nova York.

Mas mesmo sendo menor em valor de mercado, a Nasdaq possui um volume maior de transações. Em março de 2017, por exemplo, a bolsa nova-iorquina teve uma média de 1,2 trilhão de operações por dia – enquanto a NASDAQ realizou 2,8 trilhões de operações.

Uma breve história da Nasdaq

A Nasdaq foi fundada em 1971. Sua criação foi motivada após os órgãos reguladores do mercado perceberem que um setor menos tradicional, como o de tecnologia, precisava de um ambiente com maior regulamentação e transparência.

Dessa maneira, a Nasdaq foi criada prometendo modernizar e revolucionar o mercado de capitais americano. Mudança começou com a introdução de sistema de negociação totalmente eletrônico, que começou a operar desde a sua inauguração. Isso é muito diferente, por exemplo, do que ocorria na principal concorrente, a NYSE.

Ou seja, a cena comum de corretores em um salão negociando ações aos gritos nunca existiu na Nasdaq. Todas as operações sempre foram realizadas de forma eletrônica e automática, em um sofisticado sistema específico para isso.

A Nasdaq teve um grande boom entre os anos 1997 e 2000, durante o surgimento de várias empresas de internet. Esse período ficou conhecido posteriormente como “bolha ponto com”, já que que grande parte dessas companhias não justificaram seu valor.

Índices do mercado de ações da Nasdaq

O NASDAQ Composite (NASDAQI:COMPX) é o principal índice da Nasdaq. Mas como ele considera o valor de todas as empresas listadas na bolsa, o NASDAQ Composite é considerado por muitos uma espécie de indicador de desempenho do próprio setor de tecnologia.

Porém, além do seu índice principal, a Nasdaq apresenta ao mercado diversos outros indicadores de suas empresas. A maioria deles é organizada, principalmente, pelo segmento de mercado onde as companhias atuam.

Entretanto, a Nasdaq também oferece outros índices – para abrigar, por exemplo, apenas as empresas mais importantes em volume de negociação. Os principais são:

  • NASDAQ Composite Index (Índice Principal)
  • NASDAQ 100 Index (as 100 maiores empresas da Nasdaq)
  • NASDAQ Transportation Index (empresas do setor de transportes)
  • NASDAQ Biotechnology Index (empresas do setor de biotecnologia)
  • NASDAQ Financial-100 Index (as 100 maiores empresas do setor financeiro)

A relação da NASDAQ com as empresas de tecnologia

Pode-se dizer que a Nasdaq possui uma vocação natural para o mercado de tecnologia. A bolsa é conhecida por abrigar as principais empresas desse tipo do mundo – seja nos setores de eletrônica, informática, telecomunicações e biotecnologia. Porém, também é possível encontrar na Nasdaq empresas de atividades mais tradicionais, como varejo e indústria.

Por esse motivo, a grande maioria das empresas da “nova economia” – como fabricantes de softwares, startups inovadoras e demais companhias de alta tecnologia, optam por abrir seu capital e ser negociadas na Nasdaq.

Mas por essa inclinação, o mercado financeiro tende a considerar que a Nasdaq possui “risco” geral maior – em comparação com as bolsas da “velha economia”, que negociam ativos mais tradicionais.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.