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    Não existe investimento sem risco

    Não existe investimento sem risco

    É comum eu ouvir algo como “não invisto em ações porque é arriscado.”

    Curiosamente, geralmente ouço isso de alguém que já investe em algum ativo de risco. Já ouvi isso de gente que investe em Bitcoin.

    Eu não pretendo entrar na polêmica das criptomoedas. Vejo gente que eu respeito falando que é bolha. E outros que admiro falam que é o futuro. O tempo vai dizer.

    Eu gosto de ativos geradores de renda, ou que tenham potencial de gerar renda um dia. Cada investidor tem um perfil, este é o meu. Eu não invisto em criptomoedas pelo mesmo motivo que não invisto em arte.

    Vou perder oportunidades? Com certeza. Mas este é o meu perfil de investimento, é o que eu sei analisar e me sinto confortável.

    Mas acho que até os mais apaixonados por criptomoedas reconhecem que o risco é altíssimo, o que fica evidente pela própria volatilidade do papel: é normal subir ou cair 50% em um mês.

    Por isso eu não entendo a narrativa de que bolsa é arriscada como argumento para ficar fora de ótimas empresas.

    Eu li certa vez algo como “ter ações é arriscado no curto prazo. Não ter ações é arriscado no longo prazo”. É exatamente isso que penso: a humanidade anda para frente. Evoluímos.

    Lógico que o mundo tem desafios e isso impacta o preço das ações. Mas desde que eu nasci a humanidade sempre superou desafios.

    Guerra Fria, crises de mercados emergentes, terrorismo, maxi-desvalorização do Real, apagão, bolha da Internet, crise imobiliária americana, crise nos países periféricos da Europa, o período da gestão da Dilma, Brexit e eleição do Trump.

    Todos estes eventos que causaram tremores nos mercados. E nada impediu a humanidade (e os mercados) de prosperar.

    No momento que escrevo, quase todas as bolsas operam próximas de suas máximas históricas.

    Isso acontece, pois, todo dia a grande maioria das pessoas acorda e vai trabalhar em algo útil para a sociedade e são remuneradas para isso. Ao longo do tempo a sociedade avança, bem como a atividade empresarial que lastreiam as ações.

    Óbvio que o avanço não é linear e existem crises no percurso.

    E o que acontece quando temos prosperidade econômica? Uma das consequências é a ascensão econômica dos lucros das empresas.

    Algumas empresas se destacam mais do que outras, essas que buscamos investir. E nem sempre é fácil o processo de escolha de empresas vencedoras: são vários fatores que precisam ser levados em consideração, inclusive o preço das ações (você já fez nosso curso gratuito de Valuation?).

    Mas, mesmo que você “acerte” seus investimentos em linha com a média, a tendência é que as empresas que você investe prosperem, pois a economia anda para frente ao longo do tempo.

    Existe um estudo disponível na internet chamado “Tryumph of the Optimists”, que demonstra exatamente isso.

    Neste estudo podemos ver que as ações superaram o desempenho dos títulos públicos em todos os mercados analisados ao longo de mais de cem anos.

    Lógico que investir em ações tem riscos, sendo a volatilidade de curto prazo o principal risco. E às vezes o curto prazo demora para passar.

    Não é raro o investidor esperar anos para suas ações subirem. Observe o gráfico das ações da Itaúsa, uma das melhores empresas do Brasil. De 2010 até 2016 as ações não saíram do lugar.

    Fonte: Fudamentus

    Você aguenta esperar tanto tempo assim com uma ação sem performar? Seja sincero com você mesmo ao responder essa pergunta.

    Alguém certa vez escreveu: no mercado os pessimistas podem até ganhar batalhas, mas os otimistas ganham guerras.

    Concordo com essa frase.

    Os investidores de maior sucesso são aqueles que investem pensando longo prazo. Analisam empresas, ponderam riscos, mas não tem medo de investir quando a oportunidade aparece.

    Tiago Reis
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