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    Multiplicador monetário: entenda como funciona essa medida monetária

    Multiplicador monetário: entenda como funciona essa medida monetária

    Você sabia que se todas as pessoas que possuem recursos em bancos fossem sacar o seu dinheiro esta instituição não teria fundo para pagar a todos? Isto ocorre devido ao multiplicador monetário.

    Mas o que é o multiplicador monetário e como ele funciona?

    O que é o multiplicador monetário?

    O multiplicador monetário é uma ferramenta utilizada pelos bancos para ampliar a oferta de moeda em uma economia. Quando você deposita R$ 100 em um banco, ele não é obrigado a manter todo este valor em conta. Ele pode emprestar uma parte deste dinheiro, fomentando o crédito da economia.

    O valor que o banco pode emprestar depende da taxa compulsória, estabelecida pelo banco central.

    Esta taxa, inclusive, pode funcionar como um instrumento de política monetária. Será explicado como isso funciona ao longo do texto.

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    Depósito compulsório e multiplicador monetário

    A fórmula mais básica para encontrar o valor do multiplicador monetário é a seguinte:

    • M = 1 / R
    • M sendo o próprio multiplicador monetário
    • R sendo taxa do depósito compulsório

    Ou seja, o multiplicador bancário, como também pode ser chamado, é o inverso da taxa compulsória.

    A taxa compulsória é o montante que o banco central exige que os bancos comerciais mantenham como reserva.

    Por exemplo, suponha que esta taxa seja de 20%. Se você depositar R$ 100 no banco, ele será obrigado a manter R$ 20 como reserva, e os R$ 80 que sobram poderão ser utilizados para empréstimos.

    Seguindo neste exemplo, uma taxa de 20% aplicada à fórmula do multiplicador bancário mostra que:

    • M = 1 / 0.20 = 5

    Ou seja, para um compulsório de 20%, tem-se um multiplicador de 5. Dessa forma, R$ 100 aplicados no banco se tornam R$ 500, pois:

    • 5 x 100 = 500

    Isto ocorre pois admiti-se que o banco irá usar os R$ 100 aplicador, reter os R$ 20 o qual é obrigado, e emprestar R$ 80 que restam.

    Então, quem obtiver estes R$ 80, irá novamente aplicar no sistema financeiro, que fará a mesma coisa, retendo 20% (R$ 16) e emprestando 80% (R$ 64).

    Este ciclo, portanto, se repete até chegar ao valor terminal de R$ 500, assim como indica o multiplicador bancário.

    Multiplicador bancário como instrumento de política monetária

    Como dito anteriormente, o multiplicador da base monetária pode ser utilizado como um ótimo instrumento de política monetária pelo Banco Central.

    Tanto no caso de políticas expansionistas, onde se busca aumentar o crédito da economia.

    Quanto no caso de políticas contracionistas, quando se busca conter o crédito disponível.

    Políticas expansionistas

    Imagine um caso em que o Banco Central deseja estimular a economia de um país para vencer uma crise econômica.

    Para isto, convém muitas vezes elevar o crédito disponível, de forma a estimular o consumo e o aquecimento da economia.

    Para isso, o Banco Central pode reduzir a alíquota da taxa compulsória vigente.

    Lembre que, no exemplo anterior, com a taxa compulsória em 20%, o multiplicador da moeda assumia valor de 5 vezes.

    Porém, o que aconteceria se a taxa compulsória fosse reduzida para 10%?

    Para descobrir, basta aplicar a fórmula apresentada anteriormente:

    • M = 1 / 0.10 = 10

    Portanto, o valor do novo multiplicador da moeda é de 10 vezes. Ou seja, um depósito de R$ 100 agora representam R$ 1 mil adicionados à economia, frente a R$ 500 anteriormente.

    Dessa forma, o Banco Central consegue fazer com que se injete dinheiro na economia e o consumo se desenvolva.

    Políticas contracionistas

    Assim como uma redução da taxa compulsória aumenta o valor do multiplicador, uma elevação da taxa diminui diretamente o mesmo.

    Suponha que o Banco Central, para conter um avanço desenfreado do crédito, resolve elevar a taxa compulsória, que antes estava em 20%, para o patamar de 40%

    Ao fazer isso, o novo multiplicador será:

    • M = 1 / 0.40 = 2,5

    Ou seja, R$ 100 aplicador a esta economia agora resultará em um total de R$ 250. Frente a um total de R$ 500 quando a taxa estava em 20%.

    Assim, o Banco Central consegue conter um avanço desenfreado da economia e possivelmente até inibir uma crise.

    Conclusão sobre o multiplicador monetário

    É bastante interessante notar que os bancos não guardam todos os recursos investidos na instituição.

    Isto ocorre pois essas instituições tem como uma de suas funções estimular o crédito da economia, e isto se dá justamente através do multiplicador monetário.

    João Arthur Almeida
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    3 comentários

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    • Rian 3 de março de 2020

      Seria essa política uma forma de pirâmide?

      Responder
    • karen 17 de setembro de 2020

      excelente explicação! Conteúdo bastante útil.

      Responder
    • Grazi 28 de outubro de 2020

      Simplesmente incrível! Consegui entender a matéria dentro de 10 minutos!!!

      Responder