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    Monopsônio: entenda como funciona essa estrutura de mercado

    Monopsônio: entenda como funciona essa estrutura de mercado

    Na teoria microeconômica são classificados diversos tipos de estrutura de mercados. O monopólio e o monopsônio são exemplos únicos e com características bem diferentes.

    O monopsônio é a estrutura oposta ao monopólio, em que há apenas um vendedor para diversos compradores. Como é o caso do monopólio dos correios e de serviços de água e luz.

    O que é um monopsônio?

    Monopsônio é a estrutura de mercado em que um comprador controla substancialmente o mercado em que atua, sendo o principal demandante de um determinado bem ou serviço. Com isso, esse comprador possui poder de mercado e pode influenciar no preço da mercadoria que será praticado nesse negócio em seu benefício.

    Essas duas estruturas de mercado são opostas a concorrência perfeita, ou mercado competitivo, em que há muitos ofertantes e muitos demandantes para um produto ou serviço. De forma que o preço e a quantidade ofertada são definidos pela concorrência no mercado da forma mais eficiente.

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    Por haver apenas um ofertante no monopólio, os demandantes não possuem outra opção que não comprar com o monopolista.

    Por outro lado, no monopsônio, os produtores de um determinado bem não tem outra opção que não vender para o único demandante existente.

    Por isso, em estruturas de monopsônios, geralmente os vendedores se encontram em uma guerra de preços para conseguir fechar negócio com o único comprador.

    O resultado é uma queda de preços e/ou aumento da quantidade ofertada. Em outras palavras, as empresas não conseguem cobrar o preço desejado e ficam a mercê da proposta do comprador. Ou, ficam sem mercado.

    Exemplos de Monopsônio

    Existem poucos exemplos de monopsônios puros. No Brasil, um deles é a Petrobras no mercado de gás natural. A Petrobras é a única empresa que pode comprar o gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia e revender no Brasil.

    O mais comum é uma estrutura de oligopsônio. Ou seja, há poucos compradores e inúmeros vendedores no mercado. De forma que um grupo pequeno de empresas, chamados de oligopsonistas, possuem poder de mercado.

    Mas, em geral, um monopsônio configura um grande poder de mercado ao comprador que acaba com a competitividade. Por isso, ele é combatido pelos órgãos de defesa econômica, no Brasil o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

    O mercado onde o monopsônio é mais comum é no mercado de trabalho. Empresas muito grandes de um setor podem vir a ser as únicas empregadoras de uma mão de obra específica desse mercado.

    Assim, os trabalhadores desse setor não possuem outra escolha que não aceitar qualquer condição de trabalho dessa empresa se querem trabalhar nesse ramo. O que resulta em salários baixos para os funcionários.

    Um exemplo é a indústria de tecnologia. Existem poucas empresas de porte grande que demandam por um determinado serviço engenharia de software. Esses engenheiros, por sua vez, só tem a essas empresas como mercado de trabalho e precisam aceitar as condições propostas.

    Por fim, a estrutura de monopsônio garante ao comprador uma enorme vantagem no mercado por poder influenciar diretamente nos preços que serão praticados. Dessa forma, prejudica os vendedores que precisam competir por preço para continuarem no mercado.

     

    Tiago Reis
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    1 comentário

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    • IradoADM 16 de maio de 2019

      valeu mano livrou minhas cara

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