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    Monopólio natural: Aprenda como funciona este tipo de monopólio

    Monopólio natural: Aprenda como funciona este tipo de monopólio

    Você já ouviu falar em monopólio natural?

    O monopólio natural está presente em boa parte da vida das pessoas e são, no geral, bens públicos. Ainda, ele difere do monopólio mais comum, visto como um malefício para a economia.

    O monopólio natural é uma forma de organização de mercado na qual os custos fixos são bastante elevados e os custos variáveis e os custos marginais são bastante reduzidos. Sendo assim, uma forma de garantir que este serviço seja provido é através do controle do estado ou, como é mais comum nos países desenvolvidos, que os serviços sejam providos por companhias privadas mas com alta regulação por parte do governo.

    De acordo com o livro de microeconomia do autor americano Hal Varian, alguns exemplos de monopólio natural são:

    • Transporte público
    • Saneamento básico
    • Distribuição energia elétrica.

    As bases de um monopólio natural

    bases do monopólio natural

    É importante ressaltar que existem divergência no campo das ciências econômicas a respeito da vantagem ou não de um monopólio natural. No entanto, a maioria dos economistas tendem a concordar que este é um monopólio que embora não seja ideal, e a solução mais plausível para um problema de fornecimento de bens essenciais.

    A base da existência deste tipo de monopólio são custos fixos extremamente elevados. Mas o que seriam os custos fixos?

    Os custos fixos são custos que independem da quantidade vendida. Por exemplo, independentemente se 10 mil pessoas, ou 100 mil pessoas utilizem o metrô é necessário o mesmo sistema de aparelhagem e de ferrovias.

    Já o custo variável deste tipo de monopólio é muito baixo quando comparado com o seu custo total. Por exemplo, o custo de mais pessoas utilizarem o metrô pode ser considerado somente o custo de imprimir mais bilhetes.

    Em suma, um serviço de um monopólio natural possui uma economia de escala muito grande. Ou seja, é necessário atender a um grande número de pessoas para que seja economicamente viável.

    Se varias empresas competissem por este serviço, como ocorre na maior parte dos setores, os economistas afirmam que todas empresas teriam prejuízo, já que nenhuma delas atingiria a escala mínima necessária, já que estariam tirando consumidores umas das outras.

    Por isso, entram em ação as agências reguladoras, de forma a garantir que só uma companhia opere o serviço. Assim, a população pode gozar deste serviço.

    O oposto de um monopólio natural

    mercado competitivo
    O mercado competitivo é marcado pela presença de muitos vendedores

    O oposto de um monopólio é o chamado mercado competitivo.

    Ele apresenta as características exatamente opostas às do monopólio. Portanto, os custos fixos são bastante baixos e não é necessária uma grande escala para competir.

    Neste caso a tendência é que haja um enorme número de vendedores ofertando o produto. Isto, por fim, é totalmente benéfico ao consumidor.

    Afinal, de acordo com a lei da oferta e da demanda, quanto maior for a oferta de um produto, menor será o seu preço.

    A situação de um mercado competitivo, portanto, é a ideal do ponto de vista de bem estar da sociedade.

    No entanto, é importante ressaltar que muitas vezes o monopólio natural se torna um mau necessário. Pois, com a tecnologia atual disponível, é improvável imaginar que várias empresas fossem capazes de competir pelo serviço de saneamento, por exemplo. No futuro, com o avanço da tecnologia, e a redução cada vez mais rápida dos custos de produção, pode ser que o monopólio natural não seja mais necessário.

    Tiago Reis
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    2 comentários

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    • Iasmin Tonet 3 de julho de 2019

      Muito bom!!

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    • Tiago 14 de julho de 2020

      Conteudo muito bom. Parabéns Thiago!!!!! Estou estudando esse assunto em minha pós.

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