moeda corrente
Por: Tiago Reis

Moeda corrente: Descubra o que é e veja a história da moeda nacional

Você sabe o que significa o conceito de moeda corrente?

Todas as pessoas envolvidas na economia lidam diariamente com a moeda corrente.

A moeda corrente é simplesmente a moeda vigente em um país. No Brasil, portanto, esta moeda é o real. Cada país adota uma moeda corrente.

Por exemplo:

  • Estados Unidos – Dólar
  • Reino Unido – Libra Esterlina
  • Alemanha – Euro
  • Japão – Iene

É importante ressaltar, no entanto, que mais de um país pode adotar a mesma moeda corrente.

Por exemplo, vários países membros da União Europeia adotam o Euro.

Além disso, um país pode ter mais de uma moeda em circulação. No entanto, este é um caso mais raro pois isto pode causar alguma confusão no comércio.

A moeda corrente nacional: O Real

moeda corrente nacional o realO real, como todos sabem, é a moeda corrente brasileira.

O que nem todos sabem, porém, é que o real é uma moeda bastante recente.

Ela só foi implementada em 1994.

Antes do real o Brasil teve como tentativa utilizar uma série de outras moedas.

Todas as outras moedas acabaram por fracassar devido, principalmente, ao problema da hiperinflação.

A hiperinflação ocorre quando a inflação sai do controle a passa a se retroalimentar de maneira muito intensa.

Isto causa muitos malefícios à economia, tais como:

  • Redistribuição aleatória de riqueza
  • Custo de reajuste de preços
  • Perda do poder de compra, em alguns casos (quando os salários não são reajustados).

O real surgiu justamente com a intenção de conter de uma vez por todas o fantasma da hiperinflação.

Pode-se dizer, em retrospectiva, que este objetivo foi muito bem sucedido.

Para se ter uma ideia, em 1993, último ano antes do plano real, a inflação finalizou o ano medida pelo IPCA em 2.477,15%.

Este é um patamar absurdamente alto.

Para se ter uma base de comparação, a inflação atualmente flutua ao redor de apenas 4,5% ao ano.

A história do plano real

Como dito anteriormente, o Brasil teve inúmeras moedas antes do plano real. Foram elas: Réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo e cruzeiro real.

Todas elas fracassaram.

Assim, o plano real era recebido pela população com grande desconfiança. Além disso, instituições respeitadas também alertaram para o risco do plano fracassar.

Ele foi implementado sob a presidência de Itamar Franco. Grande parte do mérito do plano é atribuído ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi o ministro da fazenda na época e coordenou o planejamento do plano real.

Além dele, outros grandes economistas célebres da história do Brasil participaram da elaboração do plano. O plano foi dividido em algumas etapas.

A primeira delas consistia em implementar apenas a URV, que era a unidade real de valor.

Esta unidade buscava dar uma referencia às pessoas de preços, e seria, posteriormente, substituída pelo real.

A URV era muito mais estável do que a moeda vigente à época, e isto permitiu conter a inflação.

A segunda etapa do plano consistiu em começar a circular o real na economia. Portanto, o real substitui o URV e passou a ser de fato a moeda corrente.

De início, a paridade da moeda seria de 1 dólar para cada real. Ainda, o real deveria flutuar entre limites fixados pelo Banco Central, o que reduziu a volatilidade da moeda.

A última etapa consistiu em permitir o livre câmbio da moeda corrente brasileira, que vigora até os dias atuais. Embora com algumas intervenções pontuais do Banco Central.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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