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Minicontrato de dólar: Descubra o que é e para que serve este ativo

By 20 de janeiro de 2019 No Comments
minicontrato de dólar

O mercado de contratos futuros é uma das áreas mais movimentadas das bolsas de valores. Mas dentre todas as operações e ativos comprados e vendidos diariamente nesse setor, um deles se destacam pelo grande volume de negociação: o minicontrato de dólar.

O minicontrato de dólar é um ativo bastante negociado por especuladores do mercado da bolsa de valores.

O que é o minicontrato de dólar?

O minicontrato de dólar representa uma fração do contrato futuro de dólar. Também chamado de mini dólar, esse tipo de contrato representa 20% de um contrato cheio de futuro de dólar.

O que são contratos futuros?

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Como dito anteriormente o minicontrato de dólar nada mais é do que uma fração do contrato futuro tradicional de dólar — que, por sua vez, é uma negociação de compra em venda por um determinado valor em uma determinada data no futuro.

Por exemplo, ele pode ser um contrato de compra e venda de dólar, pelo preço de R$ 3 por dólar com vencimento em janeiro de 202o.

O contrato futuro pode ser analisado por dois lados. O do comprador do contrato e o do vendedor do contrato.

O comprador pode ser alguém buscando se proteger da variação do dólar ou mesmo especulando para tentar obter ganhos.

Como funcionam os contratos futuros?

Suponha, primeiramente, que alguém que busca se proteger da variação do dólar. Uma boa forma de pensar isto é imaginar que você tem uma viagem para o exterior na data do contrato.

Logo, se o dólar está atualmente a R$ 3,50 e você teme que na data de sua viagem ele esteja acima de R$ 4, você compra um contrato futuro, assim, se protegendo de uma variação desta moeda. No mercado financeiro, essa operação é chamada de hedge cambial.

No caso da especulação o agente financeiro espera que o valor da moeda esteja substancialmente acima de R$ 3. Por exemplo, a R$ 5. Neste caso ele estará obtendo um grande ganho financeiro. Afinal, estará adquirindo por R$ 3 um ativo que vale R$ 5.

Ou seja, ganhou R$ 2 para cada dólar negociado. Se ele comprou $ 10 mil dólares que o tamanho padrão do minicontrato isto totaliza um ganho de R$ 20 mil.

Já do lado de quem vende o contrato é possível ter as mesmas duas figuras. Uma pessoa ou empresa tentando se proteger ou especular. Muitas empresas com exposição ao mercado de câmbio, por exemplo, se utilizam deste mercado.

As empresas podem ter recursos a receber em dólar, por exemplo, das suas exportações., ou ainda podem possuir dívidas em moedas estrangeiras.

Sendo assim, se bem utilizado, o mercado futuro pode ajudar a trazer mais previsibilidade para o fluxo de caixa da companhia.

Como funciona o minidólar?

Uma vez entendido o conceito do contrato futuro fica mais fácil entender a dinâmica do minidólar.

O contrato de dólar futuro possui um valor de lote consideravelmente alto, de $ 50 mil. Portanto, para tornar o mercado mais acessível, foi criado o minidólar.

Este corresponde a 20% do contrato cheio, ou seja, o valor do lote é de $ 10 mil.

O código de negociação do ativo é WDO. A sigla também vem acompanhada de uma letra para sinalizar o mês, sendo:

  1. Janeiro – F
  2. Fevereiro – G
  3. Março – H
  4. Abril – J
  5. Maio – K
  6. Junho – M
  7. Julho – N
  8. Agosto – Q
  9. Setembro – U
  10. Outubro – V
  11. Novembro – X
  12. Dezembro – Z

Por fim, o minicontrato de dólar possui dois números indicando o ano de vencimento. Portanto o contrato que vence em janeiro de 2020 será WDOF20.

O minicontrato de dólar é um instrumento utilizado tanto para proteção (hedge) quanto para especulação no curto prazo. Porém, é importante lembrar que se a intenção é proteger seu capital em outra moeda, existem opções mais interessantes que o mini dólar. Uma delas é investir diretamente no exterior. Confira o nosso ebook gratuito Investindo no Exterior para saber mais sobre como investir fora do país da melhor forma.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.