Por: Tiago Reis

Minha opinião sobre o Airbnb: é uma boa empresa?

Há poucos dias, publiquei no meu canal do YouTube um vídeo no qual cito três empresas que eu gostaria que fizessem IPO. Hoje, apresentarei alguns dos motivos pelos quais eu gosto de uma delas: o Airbnb. Para conferir quais são as outras duas, clique aqui e aproveite este e outros conteúdos do meu canal.

O Airbnb é uma plataforma de aluguel de acomodações que permite que anfitriões aluguem suas propriedades privadas para hóspedes que precisam de algum lugar para ficar.

A companhia teve início em 2007, quando os colegas de quarto Brian Chesky e Joe Gebbia começaram o “AirBed & Breakfast” em sua sala de estar. Os amigos providenciaram colchões de ar e café da manhã, como o nome sugere, para hóspedes que não conseguiam encontrar uma acomodação alternativa na cidade.

Em 2008, Nathan Blecharczyk se juntou ao AirBed & Breakfast e, neste mesmo ano, foi lançado o site da empresa. Para facilitar, pouco tempo depois o nome foi encurtado para Airbnb.

Em 2011, a companhia começou sua expansão global, abrindo seu primeiro escritório internacional em Hamburgo, na Alemanha. Hoje em dia, ela já oferece mais de 6 milhões de acomodações de terceiros em mais de 100 mil cidades de 191 países.

Quero, portanto, mostrar alguns motivos pelos quais acredito que a companhia será capaz de prosperar.

Vantagens Competitivas: Efeito de Rede

Pense que você deseja procurar um apartamento para ficar em sua viagem. Em qual plataforma você tem maior probabilidade para encontrar um apartamento ideal: em uma que possui duzentas acomodações disponíveis, ou em outra que tem 6 milhões?

Este tipo de vantagem competitiva ocorre quando um produto ou serviço de uma empresa é beneficiado pelo aumento da quantidade de pessoas que o utilizam. Ou seja, é estabelecido um ciclo virtuoso que permite que a empresa se torne cada vez mais forte.

Assim, quanto mais oferta existe na plataforma, mais fiéis são os usuários e mais suscetível ela está para atrair novos clientes. E quanto maior a base de clientes, mais propensos os anfitriões estarão a disponibilizar suas propriedades para aluguel. Trata-se de um efeito “bola de neve” benéfico.

Diferenciais e tendências favoráveis

Com o aumento de renda da população, há uma tendência de aumento do turismo. Assim, a empresa é capaz de se beneficiar deste fator.

A conexão feita pelo Airbnb entre anfitriões e hóspedes é capaz de agregar valor para todas as partes da cadeia. Isso constitui um diferencial forte. Os anfitriões monetizam suas propriedades e os hóspedes conseguem uma estadia mais barata do que um hotel e, por vezes, até mais confortável.

Ainda assim, o preço diferenciado não é o único fator que auxilia no crescimento do Airbnb. Em alguns casos, hotéis são mais baratos que propriedades listadas na ferramenta. No entanto, estar em uma propriedade alugada na plataforma também permite que o turista tenha uma experiência maior de imersão na região, como se estivesse morando nela.

Por sinal, este é o tema de uma das campanhas de marketing da empresa: “Don’t go there, live there”, algo como “não apenas vá para o seu destino, viva nele”. Este é um dos verdadeiros diferenciais da empresa.

Lucratividade

No passado, tive acesso a alguns números da companhia, que mostram que ela já gerou mais caixa do que consumiu desde que foi fundada. Isto é, ela tem em caixa mais do que os investidores colocaram.

Acredito que a empresa conseguiu unir crescimento e rentabilidade em um modelo disruptivo que, em minha opinião, tende a crescer.

Recentemente, o Airbnb divulgou sua intenção de realizar um IPO em 2020. Para entrar no IPO de uma companhia, é de extrema importância considerar o valuation. Como não temos informações financeiras da empresa no momento, é inviável fazê-lo. Quando chegar o momento adequado, nós da Suno provavelmente faremos a cobertura para nossos assinantes.

E você? O que acha do Airbnb?

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

1 comentário

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  • Jorge Luiz da Silva 7 de outubro de 2019

    Acho interessante saber sobre as empresas nas quais poderemos investir caso achamos viagei, pois nos da mais segurança para tal. Muito obrigado.

    Responder
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