princípios da análise gráfica
Por: Tiago Reis

Melhores métricas para se analisar uma empresa (Parte II)

Conforme prometido no Suno Call de ontem, darei continuidade à lista das melhores métricas para se analisar uma empresa, segundo Terry Smith, o “Warren Buffett da Inglaterra”.

#4 – Conversão em Caixa

Seguindo a contagem do artigo anterior, o quarto elemento observado por Terry Smith mede quanto do resultado se converte em caixa. Trata-se de uma métrica importante, pois, a partir dela, podemos saber se a empresa, de fato, consegue gerar caixa a partir das suas atividades.

#5 – Alavancagem Financeira

O Warren Buffett da Inglaterra busca empresas que não necessitem de muita alavancagem financeira para operar o dia a dia de seus negócios. Geralmente as empresas que se encaixam neste aspecto são aquelas que possuem um balanço mais enxuto, com menos dívida.

Geralmente, empresas na situação descrita são também mais saudáveis e menos arriscadas, uma vez que seu nível de dívida é menor.

#6 – Cobertura de Juros

Essa métrica utilizada por Terry talvez seja a menos conhecida dentre as citadas até o momento. Trata-se de um indicador que quantifica a parcela do lucro operacional que é direcionada para pagar as despesas com juros.

Em teoria, quanto menor a fatia do resultado que é gasta com juros, mais saudável é a empresa e mais dinheiro sobra aos seus acionistas.

Por fim, os próximos dois indicadores são mais voltados para o lado do valuation. Vale ressaltar que para Terry Smith o valuation também possui grande importância, não podendo ser esquecido.

#7 – Taxa de Crescimento do Fluxo de Caixa Livre

Geralmente, é verificado que quanto maior for esta taxa de crescimento, melhor é a situação de geração de caixa da companhia.

Evidentemente, Terry Smith também busca fazer algumas projeções a respeito dos números futuros das empresas, ao mesmo tempo em que olha também os números do passado.

#8 – Cash Flow Yield

Este último item é bastante relacionado ao valuation. O yield do fluxo de caixa é calculado ao se dividir o fluxo de caixa pelo valor de mercado.

Em teoria, quanto maior este número, mais barato o investidor estará pagando pelo fluxo de caixa da empresa.

Por exemplo: se a empresa tem um valor de mercado de R$ 10 bilhões, com um fluxo de caixa anual de R$ 1 bilhão, seu cash flow yield será de 10%. Por outro lado, se o fluxo de caixa da mesma empresa fosse de R$ 2 bilhões, seu cash flow yield seria de 20%. Isso significa que pagando o mesmo preço (valor de mercado), você estaria comprando um fluxo de caixa maior – o que é bastante interessante e desejado por todo investidor.

Por fim, encerrada a lista de métricas que Terry Smith analisa em seus investimentos, podemos observar que ele dá mais atenção aos indicadores de caixa, em detrimento dos indicadores contábeis, como o lucro líquido e o EBITDA, por exemplo.

Por outro lado, também é interessante notar – pelo número de métricas de cada tipo – que ele dá mais peso às qualidades do negócio do que ao valuation. Ainda assim, sabendo da importância do preço ao entrar em um investimento, o valuation não é, de forma alguma, ignorado.

 

Clique aqui e responda à nossa pesquisa de satisfação. Fazendo isso, você nos ajuda a trazer conteúdos cada vez melhores.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

Nenhum comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Mais...
Outras Seções

Ações

209 artigos
Ações

FIIs

54 artigos
FIIs

CORONAVÍRUS, PETRÓLEO, ECONOMIA E INVESTIMENTOS. VOCÊ JÁ SABE O QUE FAZER?​