A marcação a mercado objetiva deixa o mercado mais transparente
Por: Tiago Reis

Você sabe o que é a marcação a mercado? Leia e saiba mais do assunto.

Muito se fala a respeito dos mais variados tipos de fundos de investimentos disponibilizados no mercado financeiro, porém poucas pessoas sabem do que se trata a marcação a mercado.

Nesse sentido, pouco é ouvido falar a respeito de como as cotações desses fundos são calculadas, e neste sentido, a marcação a mercado tem uma participação direta no processo.

Definição

O intuito da marcação a mercado é reconhecer, diariamente, o valor de mercado dos ativos que compõem a carteira de um determinado fundo de investimento.

Em outras palavras, o preço da cota de um fundo reflete, de maneira direta e atualizada, o valor real dos ativos que fazem parte daquela carteira de investimentos, determinando, assim, a que preço os ativos poderiam ser vendidos no mercado.

Vale ressaltar que a metodologia utilizada pela marcação a mercado utiliza a mesma metodologia para todos os ativos da bolsa de valores, ou seja, tanto para os que apresentam maior liquidez e volume, quando os menos representativos.

Porém, o que muda, na verdade, é a forma como os preços desses ativos são coletados.

Neste sentido, normalmente são usados os preços do fim do dia.

Não poderia deixar de ser mencionado que, no que diz respeito a renda variável, pode ser utilizado o preço médio dos ativos durante a suas variações naturais que ocorrem durante o pregão.

Quando o preço não é observável – no caso de ativos de baixa liquidez, por exemplo – é realizado uma estimativa adequada de preço que o ativo teria em uma eventual negociação feita o mercado.

Outro ponto relevante é que, normalmente, cabe ao administrador divulgar, diariamente e minimamente, a versão simplificada da marcação a mercado.

Objetivo da marcação a mercado

Após o que foi definido acima, é interessante destacar, de uma maneira bem direta, que o objetivo da marcação a mercado é assegurar que não haverá transferência de riqueza entre os cotistas de determinado fundo.

Em outras palavras, os ganhos ou perdas que o fundo de investimento em questão apresentar devem ser atribuídos a quem está dentro da estrutura do fundo no momento do evento. Isso assegura que o investidor não corra o risco de ser cotista de um fundo que se encontra, naquele momento, sobre ou subvalorizado, haja vista que o seu preço já é o real, quando se leva em conta os preços de mercado dos ativos que o compõem.

É interessante destacar que essa metodologia contribui para uma maior transparência do desempenho dos fundos, além de permitir, também, que os investidores que ainda não se tornaram cotistas de um fundo em questão consiga fazer uma comparação mais clara entre a performance de todos os fundos disponíveis no mercado e, assim, poder tomar uma decisão mais assertiva no âmbito de sua aplicação financeira.

Ponderação

Uma interessante ponderação a respeito desse parâmetro é que essa metodologia é utilizada por quase todos os fundos, porém, somente é facultativa para os fundos exclusivos, por solicitação do próprio cotista.

Conclusão

De acordo com o que foi levantado, fica claro perceber que a marcação a mercado possui um importante papel no que diz respeito ao funcionamento justo e igualitário do atual mercado financeiro brasileiro, sendo, assim, uma importante ferramenta que possibilidade um cenário de investimentos mais transparente no decorrer do tempo.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

1 comentário

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  • Ricardo Luiz Elias 29 de agosto de 2019

    O mecanismo do MaM, realmente permite valorizar ou penalizar o investidor dos fundos. O seu uso é, portanto, usado para nivelar o valor da cota ao preço justo em operação no mercado. Porém, é uma medida injusta porque , aplicado diariamente, ou via a um diferente critério de tempo definido pelo banco, pode prejudicar o rendimento especifico do investimento feito pelo seu cliente. Injusto porque, no caso dos investimentos da previdência privada, que hoje significam um ativo elevado, e significativo em poder dos bancos que se beneficiam, com dinheiro dos seus clientes, nas suas aplicações, a taxas de mercado, muito superiores a remuneração dos fundos e, isentos de condição semelhante. Com isso, os grandes bancos, carregam, para os seus próprios resultados operacionais, um ganho absurdamente diferenciado, oriundos da diferença entre taxas. As que remuneram e as que cobram.
    Há meses em que a remuneração dos investimentos da previdência privada, por exemplo, é inferior aos demais investimentos pessoais, até mesmo a poupança. Alguma medida deveria ser encontrada para minimizar a perda do investidor. Por exemplo, uma equalização das taxas aplicadas pelo banco quando, o uso da MaM gerasse uma redução de valor do investimento do seu cliente.

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