lucro do bradesco
Por: Tiago Reis

Lucro Bradesco: Um dos mais representativos dentre os bancos do planeta

O Bradesco é o segundo maior banco privado do Brasil. O lucro do Bradesco está entre os mais expressivos do mundo, além de ser, também, uma das marcas mais valiosas do país.

Ainda, a capacidade de gerar lucro do Bradesco é superior à grande maioria dos bancos internacionais.

O lucro do Bradesco é representado por todas as suas atividades de intermediação financeira, assim como suas outras atividades, tais como a de seguros. O banco conta ainda com um faturamento expressivo por conta da cobrança de tarifas, que não são consideradas baratas quando comparadas à média mundial. Em 2017, o lucro foi de R$ 19 bilhões.

Por ser um dos bancos mais rentáveis do mundo, as ações do Bradesco costumam atrair muita atenção dos investidores.

Ainda, a incrível história de crescimento e sucesso põe o Bradesco num patamar único entre as principais empresas do país, pois o banco está intimamente ligado ao dia a dia de milhões de brasileiros que precisam de serviços bancários, créditos, cartões, seguros entre muitos outros serviços.

  1. História do Bradesco
  2. Lucro do Bradesco em 2017
  3. Índice de inadimplência do Bradesco
  4. Índice de eficiência do Bradesco
  5. Bradesco é uma empresa sólida?
  6. Dividendos do Bradesco
  7. Conclusão sobre o lucro do Bradesco

História do banco – lucro do Bradesco


histórico do BradescoA companhia foi fundada em 1943, por Amador Aguiar, sendo inicialmente chamada de Banco Brasileiro de Descontos, o qual deu origem ao nome Bradesco, sua razão social foi finalmente trocada em 1989.

O banco foi fundado na cidade de Marília, localizada no interior de São Paulo.

O foco do banco era em pessoas de classe média, indo na contramão da maioria dos bancos existentes na época, que focavam na classe mais alta da sociedade.

O Bradesco trouxe como correntista, no início de suas operações, principalmente funcionários públicos e pequenos comerciantes.
Em 1946, a sede da empresa foi transferida para a capital paulista.

Na década de 1950, a companhia ostentou o título de maior banco privado do Brasil, o qual carregou durante vários anos.

Já a década de 1960 foi marcado pela informatização do banco, que lança o seu primeiro cartão de crédito e adquire computadores.

Os anos 70 marcaram o crescimento da empresa no segmento de crédito, com destaque para o financiamento de veículos.

Nesta época o milagre econômico brasileiro favorecia a demanda por bens de consumo duráveis, como os carros. Ainda na mesma década, a companhia adquiriu vários outros bancos, e atingiu a marca de mil agências bancárias.

Os anos 1980 foram marcados pela criação da Bradesco Seguros, empresa que hoje apresenta resultados expressivos.

Na década de 1990, o Bradesco aumentou sua informatização, com implementação do internet banking e do auto-atendimento.

A partir dos anos 2000

Nos anos 2000, segue a expansão, e o lucro do Bradesco segue crescendo. Foram mais de 15 aquisições, além de uma expressiva expansão orgânica através da abertura de novas agências.

Na década que iniciou-se em 2010, o destaque ficou para a compra do HSBC, a maior aquisição da história do banco. Foi feita com o propósito de elevar o lucro do Bradesco com ganhos de sinergia entre as duas companhias.

Lucro do Bradesco em 2017

Lucro do Bradesco em 2017

Lucro do Bradesco em 2017 – Release da empresa

A companhia reportou dois tipos de lucro no ano de 2017: Um contábil e outro ajustado pelos efeitos não recorrentes.

Alguns efeitos, não recorrentes, impactaram o lucro consolidado do Bradesco.

As causas principais se deram por amortizações do ágio devido ao processo de incorporação do HSBC Brasil e pelo lançamento de um plano de desligamento voluntário, que inicialmente gera custos, mas que resultará em economia de custos para a empresa no longo prazo.

Por isso, é mais importante analisar o lucro recorrente para se ter uma melhor ideia dos resultados da empresa.

Retorno sobre o patrimônio líquido e PPD

O retorno sobre patrimônio líquido (métrica importante para se analisar a rentabilidade de uma companhia) do Bradesco girou em torno dos 18% no ano de 2017, o que podemos considerar um patamar muito bom, levando em conta a situação macroeconômica do Brasil, que afeta consideravelmente os resultados de instituições financeiras.

Ainda, os bancos, em geral, precisam aumentar seus patamares de provisões para devedores duvidosos – o PDD –, reduzindo assim sua capacidade de disponibilizar crédito.

Como durante uma crise o risco de crédito de muitas empresas tende a aumentar, o Bradesco, como credor destas empresas, precisa muita vezes classificá-las como devedores duvidosos.

Isto acaba por afetar o resultado do banco, pois necessita que seja provisionado um valor para caso uma determinada empresa não honre com sua dívida perante o banco.

Quanto ao lucro do Bradesco em 2017, a companhia reportou um total de R$ 19,02 bilhões, valor superior em 11,1% em relação ao ano de 2016.

Os principais motivos que impactaram esse crescimento foram:

  1. Redução do PDD, devido a melhora dos indicadores de inadimplência
  2. Incremento de receitas devido ao crescimento das operações de seguros, previdência, prestações de serviço e capitalização;
  3. Redução da margem financeira, decorrente do efeito do impairment de ativos financeiros.

Índice de inadimplência do banco Bradesco

Inadimplência do Bradesco – release da empresa

Ao analisar qualquer banco, é importante prestar bastante atenção ao seu índice de inadimplência.

Afinal, o principal negócio do setor bancário é a concessão de crédito, portanto, se o índice de inadimplência for muito alto, isto pode afetar bastante o resultado final da instituição.

Vários bancos no Brasil faliram justamente por apresentar um índice de inadimplência muito elevado.

Pode-se dizer, também, que os bancos que até hoje permanecem no país o fazem muito pela boa gestão da inadimplência.

Para ter esta boa gestão, são necessários critérios bem estabelecidos na decisão de concessão de crédito, em conjunto com um acompanhamento do risco do devedor.

O banco Bradesco encerrou o ano de 2017 com um índice de inadimplência acima de 90 dias em 4,67%.

É um patamar, como pode ser visto na imagem, acima da média histórica do banco. No entanto, isto é compreensível face o cenário de recuperação de uma crise econômica que vive o Brasil.

É possível que, nos próximos anos, caso a melhora do cenário econômico se materialize, que este índice recue para patamares mais próximos à média.

A inadimplência foi maior na categoria de micro e pequenas empresas, mostrando como a crise afetou estes agentes econômicos brasileiros.

Onde a inadimplência encontra-se em menor patamar é na categoria de grandes empresa, face à maior capacidade de pagamento destas.

Na análise de inadimplência entre 15 a 90 dias, o Bradesco encerrou o ano de 2017 com este indicador em 3,97%

Neste intervalo de tempo, o maior índice de inadimplência também está com as micro e pequenas empresas, seguidas de perto pelas pessoas físicas, com 6,06% e 5,14%, respectivamente.

Ainda neste intervalo de tempo, o índice para grandes empresas encerrou o ano em 0,57%, patamar que já mostra uma recuperação da economia brasileira.

Índice de eficiência do banco Bradesco


Índice de eficiência do BradescoQuanto ao índice de eficiência, o Bradesco apresenta um dos melhores patamares entre os bancos com operações no país.

O índice de eficiência representa quanto a empresa gasta para gerar receita. Este é um critério muito importante ao avaliar companhias do setor bancário.

O índice de eficiência operacional (IEO) do banco nos últimos 12 meses, excluindo os efeitos de impairment de ativos, ficou em 40,8%, valor em linha com o registrado no ano passado.

Atente-se que nesse índice, quanto menor for o percentual, melhor, pois significa que o banco está sendo eficiente com seus custos.
Para uma base comparação, este mesmo índice no Itaú foi de 46,3% e no Santander foi de 44,1%.

Segundo a companhia, a performance do IEO se deve à estratégia de crescimento sustentável, a qual envolve:

  • Disponibilidade adequada de serviços a clientes;
  • Otimização dos pontos de atendimento;
  • Contínuo esforço em diminuir custos e despesas, que podem inclusive diminuir, com as capturas de sinergias oriundas da compra das operações do HSBC Brasil;
  • Foco dos investimentos em tecnologia da informação;

O Bradesco espera investir cada vez mais em tecnologia e nos seus canais digitais. Dessa forma será possível aproveitar a nova geração de clientes mais ligados à internet banking e mobile.

Com a informatização, será possível para o banco adquirir ainda mais eficiência, visto que os negócios na base física possuem custos muito mais elevados.
Em 2017, o banco teve uma redução de 565 agências em relação a 2016.

É possível que a redução de agências siga avançando, como forma da empresa se adaptar ao novo modelo de negócios do setor.

O banco Bradesco é uma empresa sólida?


O Bradesco é um bom banco?Antes de responder esta pergunta, vamos definir o que seria uma empresa sólida.

Vídeo: Características de uma empresa sólida

Transcrição do vídeo:

“No vídeo de hoje vamos explorar quais são as características de uma empresa sólida.

Uma empresa sólida é aquela empresa que passa por um momento de crise sem enfrentar grandes dificuldades.

A primeira característica dessas empresas é que elas apresentam resultados estáveis, ou seja, as suas receitas e seus lucros apresentam baixa volatilidade, mesmo em momentos de crise.

A vantagem de apresentar margens elevadas, é que no momento de crise, quando as vendas caem, estas empresas que possuem margem acima da média conseguem resistir e apresentar lucro mesmo em momentos de dificuldade.

Outro ponto em comum entre as empresa sólidas é o baixo endividamento, para nós, um endividamento baixo é aquele que representa menos de 100% do patrimônio líquido da empresa, e menos de 3x a geração de caixa daquele negócio.

Para finalizar, uma empresa sólida está inserida em um setor perene, ou seja, é um setor que possui uma longevidade, existe há muitos anos, e deve continuar a existir nos próximos anos também.

Portanto, um investidor que busque uma empresa sólida deve buscar empresas com resultados estáveis, margens elevadas, endividamento baixo e que estejam inseridos em setores perenes.”

Aplicando estes critérios do que é considerado uma empresa sólida, fica claro como o Bradesco se encaixa nesta categoria.

Afinal, o banco conseguiu atravessar momentos de crises graves sem deixar de reportar resultados expressivos.

Mesmo na recente crise brasileira, o lucro do Bradesco seguiu robusto.

Por ser um banco, o seu negócio não apresenta margens, no entanto, podemos avaliar a rentabilidade do Bradesco, que está entre as maiores do mundo.

O banco possui também uma estrutura de capital sólida, além de estar inserido em um setor perene.

Portanto, pode-se dizer que o Bradesco é uma empresa sólida.

Dividendos das ações do Bradesco

Dividendos do Bradesco – site de RI da empresa

É possível afirmar que uma política de dividendos robusta é mais uma característica de empresas sólidas.

Nem todas empresas sólidas pagam dividendos, assim como nem todas empresas que paguem dividendos podem ser consideradas sólidas.

No entanto, ao juntar outros indicadores de solidez, tais quais os citados acima, com a distribuição recorrente de proventos, tem-se um indicativo que a empresa provavelmente é bastante sólida.

As ações do Bradesco caracterizam-se por ter uma política muita concentrada em dividendos. Incluindo pagamentos mensais, algo raro entre as empresas brasileiras.

A título de exemplo, boa parte do lucro do Bradesco em 2017 (mais de um terço) foi destinado aos seus acionistas na forma de proventos.

A empresa, inclusive, possui em seu estatuto a definição de um pagamento mínimo de 30% do lucro líquido do exercício.

Isto pode ser encarado como um bom sinal para o seu acionista, pois assim é possível ter uma renda através das ações do Bradesco.

Além disso, é interessante notar como o fato de o banco distribuir uma parcela considerável do seu lucro aos acionistas não o impediu de crescer ao longo dos anos.

Isto é uma característica de empresas rentáveis, e que atuam em setores que necessitam de pouco capital para expandir.

Isto também pode ser considerado como um bom sinal para o acionista. Pois, além dele contar com a renda das ações do bradesco, pode-se contar também com possíveis dividendos maiores no futuro, fruto da expansão do banco.

Conclusão sobre o lucro do Bradesco


Acreditamos que o Bradesco tem importantes vantagens competitivas duráveis, de forma que entendemos que ela poderá conseguir lidar com a mudança estrutural que vem acontecendo no setor bancário e de seguros nos últimos anos, o que pode contribuir para a perpetuidade do lucro do Bradesco no decorrer dos anos.

Ainda, é interessante notar a evolução dos resultados da empresa em seu longo histórico. Esta evolução contribuiu para a elevação de valor das ações do Bradesco desde a sua abertura de capital.

Esta evolução fica constatada pelo lucro do Bradesco em 2017, que atingiu a expressiva marca de R$ 19,02 bilhões. Portanto, é possível afirmar que o lucro do Bradesco possui um histórico de ótimo crescimento. Por isso, é possível que o banco siga reportando bons resultados no futuro.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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