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Será que vale a pena investir na poupança? Descubra neste artigo

By 4 de janeiro de 2018 No Comments
Investir na poupança ainda é a preferência dos brasileiros

Dentre os muitos ativos caracterizados como de renda fixa que são disponibilizados no mercado brasileiro, investir na poupança, que é corrigida pela TR + taxa, ainda continua sendo uma das alternativas mais utilizadas pelas pessoas num contexto geral.

Contudo, talvez por ser um reflexo da baixa instrução financeira características da nossa cultura ao longo dos anos, muitos não compreendem as facetas e a viabilidade, em termos de rendimentos, existentes ao se investir na poupança.

Por conta disso, uma breve menção a esse tipo de produto financeiro se faz útil no contexto dos investimentos da população média brasileira.

Poupança – Definição

A caderneta de poupança, produto de investimento fornecido pela grande maioria dos bancos públicos e privados do país, é muito conhecida por ser a aplicação mais popular dos brasileiros ao longo dos anos, muito por conta de apresentar uma alta liquidez, simplicidade e comodidade para que a utiliza.

Normalmente, os bancos oferecem as cadernetas de poupança através de uma conta poupança por eles disponibilizadas, onde basta o depósito financeiro por parte de seus clientes para que esses valores passem a obter suas respectivas rentabilidades.

Entretanto, diretamente proporcional a comodidade e a praticidade desse investimento, a aplicação apresenta um baixo risco e também um baixo retorno, haja visto essa que rentabilidade segue as regras e as normatizações estabelecidas pelo governo.

Rentabilidade ao se investir na poupança

Normalmente, os critérios para se definir a rentabilidade da poupança seguem as seguintes regras:

  • Se a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos, a poupança rende 70% da Selic acrescido da Taxa Referencial (TR);
  • Se a Selic estiver maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês acrescido da TR;

É importante lembrar, no sentido do que evidenciado acima, que essa aplicação remunera o seu rendimento apenas na data de aniversário da aplicação.

Para um investidor que aplicou seus recursos na poupança no dia 10 de janeiro, por exemplo, o mesmo só receberá os seus respectivos rendimentos no dia 10 de fevereiro do mesmo ano.

Não poderia deixar de ser mencionado, neste sentido, que essa rentabilidade é mensal para pessoas físicas jurídicas sem fim lucrativos, ao passo que é trimestral para pessoas jurídicas com fins lucrativos.

Cabe aqui destacar que aplicações na poupança realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como “datas de aniversário” o dia 1º do mês subsequente.

Tributação

Para esse tipo de aplicação, as pessoas físicas são isentas do Imposto de Renda (IR), o que, para muitos investidores, pode ser considerado um atrativo.

Já as pessoas jurídicas, estas pagam 22,5% de IR, o que acaba por tornar essa aplicação muito pouco atrativa para as empresas num contexto geral.

Afinal, vale a pena investir na poupança?

Diante do que foi salientado acima, é possível concluir que, apesar da facilidade, praticidade e comodidade disponibilizados por esse tipo de aplicação financeira, é cabível entender que, em termos de rentabilidade, existem diversas outras alternativas disponíveis no mercado que são muito mais atrativas que este ativo financeiro.

Assim sendo, para pessoas que possuem o interesse de investir na poupança, recomendamos um estudo mais aprofundado no que diz respeito aos mais variados tipos de aplicações, de modo que se possa, assim, concluir também que a poupança não possui um satisfatório grau de retorno ao longo do tempo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.