Devido aos inúmeros pedidos de nossos leitores e assinantes sobre o tema renda fixa, no artigo de hoje decidimos dar uma atenção especial a este tema. Queremos mostrar aos nossos assinantes que os FIIs podem ser uma forma de se expor à renda fixa de maneira mais rentável e eficiente.  

No oportuno, iremos explorar ainda com mais detalhes as diversas opções disponíveis no mercado de renda fixa, além de correlacioná-las com os FIIs.

Brasil: O país da Renda Fixa?

Olha só que curioso, não é? Sempre dizemos que o Brasil é o país da Renda Fixa. Claro, não podemos fechar nossos olhos para investimentos que desde o início do Plano Real em 1994 vêm pagando excelentes prêmios e com riscos abaixo de vários tipos de produtos sofisticados em Renda Variável, uma combinação que fica ainda mais evidente quando comparamos o retorno do CDI contra o IBOVESPA desde 1994.

Comparativo CDI x IBOV

 

Partindo da premissa que todo investidor deve se guiar basicamente por 3 pilares: Risco, Retorno e Liquidez. Isto posto, sim, Renda Fixa é e talvez será ainda por muito tempo uma opção a ser apreciada pelos investidores por aqui e há espaço tanto em carteiras de Acumulação e Fruição de Renda.

Nosso objetivo será abordar alguns dos diversos produtos e mecanismos de investimentos em Renda Fixa a fim de explorar não só rentabilidades melhores como também diversificação (ou pulverização) de riscos.

A Renda Fixa na visão do mercado

Essencialmente, quando falamos de Renda Fixa, as pessoas, de imediato, associam-se àqueles produtos oferecidos nos grandes bancos, tais como: CDBs pagando 85% do CDI ou Fundos de RF com Taxas de Administração de 1% a 2%.

Sim, esta é a grande realidade do nosso país. Basta olharmos no volume captado nestes fundos e percebemos o tamanho da carência de educação financeira que temos ainda por aqui.

Mas quando se chega numa casa como a Suno Research, a nossa missão principal é levar uma linha construtiva e educativa ancorada nas premissas básicas para construção e preservação patrimonial.

Os cortes da Taxa Selic e a “inquietação” dos investidores

O que nos chama mais a atenção é que quando a Selic está acima de 2 dígitos, o mercado entra numa espécie de “limbo” e basta deixar os investimentos lá, como num piloto automático e pronto. Mas quando a Selic começa a cair, as pessoas começam a “se ajeitarem” na cadeira e a olharem pela “janelinha do avião”, como se algo tivesse errado em sua carteira.

Perfeitamente normal e aceitável. Pois bem.

É mesmo curioso: até o ano passado, vimos a Selic “bater” em 14,25% e entre 2015 e 2016, durante vários meses, a inflação acumulada ficou na casa de 10%. O risco, neste caso, é muito maior, não só o risco de crédito dos emissores dos ativos, como também todo o risco de diminuição capacidade de valorização real dos investimentos.

A realidade atual é diferente. Temos neste momento a Taxa Selic em 10,25% e a inflação acumulada em 12 meses por volta de 4% ao ano. Em termos reais (descontando a inflação), o cenário está até mais favorável ao investidor. É bem provável que até o final ainda deste ano, teremos a Selic por volta de 8,5% e a inflação em 3%, ou seja, no piso da meta perseguida pelo Banco Central. Perceba que a renda real ainda ficará em patamares aceitáveis.

Portanto, investimentos atrelados à Taxa Selic são opções a serem consideradas sem dúvida alguma. Algumas questões que iremos abordar neste Relatório envolve justamente trazer a vocês alternativas que, de novo, aliem de maneira consistente Risco, Retorno e Liquidez

Geração de Riqueza na Renda Fixa

Todos nós conhecemos pessoas que fizeram riqueza em produtos de investimentos pouco eficientes. Estas pessoas souberam trabalhar, poupar e acima de tudo, respeitaram a força dos juros compostos. Um profissional bem-sucedido e controlado financeiramente ficará “rico” acumulando em qualquer produto de investimentos, inclusive com a poupança.

Mas será que devem sempre pensar assim? Não, CLARO que não.

Podemos, portanto, aliar a nossa competência profissional com os nossos conhecimentos no mercado e procurar dar mais robustez ao nosso plano de acumulação lá na frente, e termos uma melhor expectativa na hora da fruição da nossa renda.

É possível realizarmos estes planos utilizando instrumentos de Renda Fixa desde que procuremos explorar melhor algumas opções disponíveis no mercado, dentre elas citamos:

  • Poupança (*)
  • CDBs de bancos de primeira (e segunda) linhas (*)
  • Fundos de Investimentos em Renda Fixa
  • Tesouro Direto
  • Fundos Imobiliários

(*) Cobertos pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito

Temos também outros produtos de Renda Fixa os quais iremos abordar em momento oportuno, tais como:

  • Letras de Câmbio
  • Debêntures
  • LCIs | LCAs
  • CRIs, CRAs, dentre outros.

Antes de iniciarmos, vamos falar de forma ampla sobre o que é o FGC – Fundo Garantidor de Crédito e qual a sua importância dentro do mercado atualmente. O FGC foi criado em 1995 e tem como missão “Proteger depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, até os limites estabelecidos pela regulamentação”.

Fundos de Investimentos em Renda Fixa

Em momento oportuno, iremos dedicar relatórios específicos sobre este tema, mas sem dúvida alguma, estamos falando de um dos maiores mercados do nosso Sistema Financeiro. Entre fundos de Dívida Externa, Investimento no Exterior, Renda Fixa Simples, Crédito Privado, dentre outros, temos um mercado por volta de R$ 1,8 trilhões. Só para se ter uma ideia de grandeza, o mercado de Fundos de Ações atualmente é por volta de R$ 165 bilhões.

Para carteiras mais moderadas, entendemos que fundos de Renda Fixa na categoria de “Crédito Privado” são opções interessantes para serem adquiridos, pois entregam retornos, via de regra, acima do benchmark (CDI). Cabe reforçar que nenhum fundo é coberto pelo FGC, portanto devemos ser seletivos nas escolhas.

Como exemplo plenamente espontâneo, trouxemos um gráfico relacionando um Fundo de Crédito Privado gerido pela Sul América contra 85% e 100% do CDI, além de Fundo com aporte inicial de R$ 30 mil em um grande banco nacional (Caixa Econômica Federal), além da Poupança. Observem o resultado:

comparativo fundo Sul Amer

Observem, portanto, que fundos semelhantes fazem sentido numa alocação estratégica, pois além da alta liquidez oferecida, temos retornos consistentes no longo prazo e acima da média de mercado.

Além disso, existem outras formas para o investidor individual investir na renda fixa, com o Tesouro Direto, sobre o qual tratamos em outro artigo.

Utilizando Fundos Imobiliários como “Renda Fixa”

Muitos pensam que investir em Fundos Imobiliários Fundos Imobiliários significa apenas investir em imóveis, receber aluguéis, dividendos reduzidos (hoje às vezes em menos de 0,30% ao mês), etc.

Isso é um equívoco bastante comum. Na verdade, os fundos imobiliários oferecem outras ‘’modalidades’’ de investimentos além dos imóveis padrões e empreendimentos imobiliários, e que, por vezes, são muito mais rentáveis.

Falamos dos fundos de Recebíveis, que seriam uma espécie de ‘’Renda Fixa’’ dos fundos imobiliários, já que investem preponderantemente em ativos de Renda fixa, como Recebíveis Imobiliários, LCI’s, etc.

Estes fundos costumam pagar dividendos aos seus cotistas mensalmente, e possuem taxas de retorno interessantes, normalmente muito acima de um Fundo de RF padrão ou mesmo LCI’s e demais opções, já que alguns deles chegam a entregar mais de 180% do CDI em termos absolutos e considerando a valorização da cota e reinvestimento de rendimentos.

Buscando maximizar os retornos de nossos assinantes, mas ao mesmo tempo preservando o capital buscando realizar melhores escolhas para o longo prazo, trazemos uma opção importante a ser colocada no radar dos investidores.

O maior Fundo Imobiliário listado no Brasil atualmente se chama Kinea Rendimentos Imobiliários. Seu ticker de negociação é KNCR11. Recentemente, este fundo fez uma nova emissão de cotas e captou no mercado primário pouco mais de R$ 700 milhões em apenas 02 dias. Agora, o PL total deste fundo está perto de R$ 3 bilhões. Claro, longe ainda dos padrões dos REITs nos Estados Unidos, mas sem dúvida alguma, é o “carro-chefe” tupiniquim.

Com excelente gestão de patrimônio do grupo Itaú (equipe Kinea), temos hoje diversas operações de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) com mais de 20 riscos pulverizados internamente na carteira e muitas delas operações exclusivas onde a originação do negócio é bastante alinhada aos interesses da empresa e do fundo.

Nada mal, não é mesmo? Até porque o investidor compra apenas 01 cota em torno de R$ 105,00 e leva mais de 02 dezenas de riscos diferentes e, com direito a 100% do CDI “líquido”, visto que a Renda Mensal distribuída pelos Fundos Imobiliários é líquida de Imposto de Renda.

Novamente, algo próximo de 100% “líquido” (em média de 118% de taxa “gross up”). Sem dúvida alguma, é uma alternativa a ser observada pelos nossos assinantes que buscam opções com boa relação de risco/retorno. Quanto à liquidez, os dados referentes à abril, mostram que o fundo negociou em média R$ 1,62 milhões/dia, o que é uma liquidez interessante.

No gráfico abaixo, fazemos um comparativo deste fundo, desde o seu início em novembro de 2012, com 85% e 100% do CDI líquido, Poupança além do Fundo de Crédito Privado gerido pela Sul América, conforme citado mais acima.

Comparativo KNCR11

Observe que o resultado é muito consistente, e de novo, mesmo que Fundo Imobiliário seja Renda Variável, os Fundos de Recebíveis podem ser alternativos para uma alocação mais estratégica e inteligente.

Este fundo (KNCR11), em particular, tem ainda 27,50% de sua carteira em títulos atrelados aos índices de inflação (23,50% em IPCA e 4% em IGPM), mas com a nova emissão, a ideia é que estas operações fiquem ainda mais diluídas. Em conversas com a Gestora ficou claro que, com o tempo, o objetivo será alocar todo o capital em operações atreladas ao CDI para que fique totalmente alinhado com o seu benchmark.

Observe, portanto, que aos investidores que estão posicionados em ativos de Renda Fixa com baixa eficiência, o momento é agora para realizarem este manejo e buscarem melhor eficácia nos resultados, especialmente no durante a formação patrimonial.

Obviamente o fundo possui oscilações, mas costumam ser bem menores que os demais ativos, e menos volátil que ações por exemplo, porém, conforme já demonstramos nos gráficos mais acima, o retorno absoluto nos últimos anos de KNCR11 foi superior à maioria das opções de Renda fixa.

Ficou interessado em utilizar os Fundos Imobiliários como uma alternativa de investimento à renda fixa? Então clique aqui e conheça nossos relatórios premium.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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