Por: Rodrigo Wainberg

Renda fixa: o que é, como investir e qual a melhor opção?

Quando se fala em investir muita gente prefere apostar na estabilidade. Para isso, a renda fixa pode ser uma excelente opção pois alia segurança e rentabilidade em um único título.

De forma geral, o investimento em renda fixa é uma modalidade de aplicação voltada para pessoas de perfil mais conservador e que querem bons retornos sem abrir mão da segurança.

O que é Renda Fixa?

A renda fixa, como o próprio nome já diz, é uma classe de investimentos financeiros em que a rentabilidade do investidor é determinada por regras pré-estabelecidas.

Então, não necessariamente você saberá qual será a rentabilidade em termos de reais. Entretanto, a forma de remuneração do título é sempre pré-determinada antes da aplicação.

Por exemplo, se você adquire um título pré-fixado que paga 6% de rentabilidade ao ano, você tem a certeza de que ao final do período vai receber o combinado.

Por outro lado, se você contrata um título pós-fixado atrelado ao CDI, você não saberá exatamente quanto vai receber ao final do período, mas sabe que a taxa de rentabilidade está fixada no CDI.

Além disso, ao fazer um investimento em renda fixa você está comprando um título de dívida. Em outras palavras, você empresta dinheiro ao emissor do título e em troca recebe juros por isso.

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Rentabilidade da Renda Fixa

Apesar no nome ser renda fixa, nem sempre a rentabilidade será fixa. Isso muitas vezes pode confundir o investidor. Mas o que você precisa entender é que existem alguns títulos que tem uma rentabilidade que varia conforme o índice ao qual o título está atrelado.

Então a renda fixa é mais sobre definir como será calculada a rentabilidade, do que sobre receber uma renda efetivamente fixa.

É o caso dos títulos pós fixados, muitas vezes eles são atrelados ao CDI.

O CDI é um indicador econômico que tem uma rentabilidade muito semelhante à da taxa Selic. Então quando a Selic cai o CDI também segue na tendência.

Então quando o investidor adquire um título pós fixado com remuneração atrelada ao CDI, o que ele sabe é taxa de rentabilidade que ele vai receber.

Porém ele precisa ter consciência que essa taxa pode mudar conforme as circunstâncias do cenário econômico.

Renda Fixa Pré-fixada

Caso a rentabilidade oferecida ao investidor seja pré-fixada, então os juros da sua aplicação obedecem a uma regra percentual, por exemplo: 8% ao ano 0,6% ao mês 0,02% ao dia

Por exemplo, digamos que você investisse R$ 1.000 em uma aplicação que rendesse 9% ao ano. Ao final do 1º ano você teria R$ 1.090.

Se você reinvestir este dinheiro, ao final do 2º ano terá acumulado R$ 1.188,10, e assim por diante.

Perceba que os títulos pré-fixados são os investimentos com taxa de retorno já conhecida no momento da aplicação. Logo, você já sabe antes da aplicação qual será o retorno financeiro da sua aplicação.

Mas a taxa fixa que remunera o título pode ser uma desvantagem quando se olha pela ótica da inflação.

Explicando melhor, se um título promete pagar uma rentabilidade de 8% em um ano, mas a inflação daquele mesmo período foi de 10%, então o investidor perdeu dinheiro. Isso porque a inflação corroeu toda a rentabilidade da aplicação.

Por esse motivo, os títulos de renda prefixada não são uma boa alternativa para períodos em que a tendência de inflação é de alta.

Renda Fixa Pós-fixada

Os títulos pós-fixado somente apresentarão o seu rendimento no futuro, já que os lucros dessa aplicação estarão sempre atrelados a algum índice macroeconômico.

Entre os mais usados estão o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e a taxa Selic.

Então, como vimos, quando a aplicação for pós-fixada, o investidor não sabe exatamente qual será o valor de juros que irá receber, mas somente a forma de remuneração.

Por exemplo, um título pode pagar 110% do CDI ou 105% da Selic.

Esse tipo de título costuma ser mais recomendado quando a expectativa é de aumento da taxa Selic.

Renda Fixa Híbrida

A rentabilidade do título de renda fixa híbrido é determinada pela soma de uma taxa pré-fixada mais uma taxa pós-fixada. Desse modo, a rentabilidade somente será conhecida no vencimento do título.

É muito comum ver esse tipo de título pagar uma taxa fixa mais o IPCA. Por exemplo, o título paga 4% + IPCA.

Na prática, a renda fixa híbrida é muito usada para proteger o dinheiro contra a inflação e ainda render juros.

Então acaba sendo muito procurada por investidores que aplicam seu dinheiro pensando no longo prazo.

No caso de títulos atrelados ao IPCA, o investidor garante um aumento no poder de compra do seu dinheiro.

Isto ocorre, pois, a rentabilidade será sempre superior à inflação e a diferença é justamente o juro real oferecido.

Por exemplo, um investimento que pague 3% + IPCA garante ao investidor um aumento de 3% no poder de compra do seu dinheiro.

Infográfico Renda Fixa

Características da Renda Fixa

Para entender melhor o que é a renda fixa, você precisa conhecer as principais características desse tipo de título.

Por isso relacionamentos abaixo as 4 principais características desses ativos.

1. Segurança da Renda Fixa

Em geral, os títulos de renda fixa são muito seguros.

Como você verá mais adiante, os títulos de renda fixa se dividem em públicos ou privados.

Os títulos públicos, por exemplo, são as aplicações mais seguras do país, pois se tratam do crédito soberano.

Já os títulos privados em sua grande maioria têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

O FGC mantém em segurança os recursos aplicados até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. O teto global para investimentos com o mesmo CPF em bancos diferentes é de R$ 1 milhão.

Então, caso você tenha mais recursos para investir do que o limite de R$ 250 mil por instituição é interessante que divida a aplicação entre as instituições financeiras.

Por exemplo, digamos que você tenha R$ 500 mil para investir e decida aplicar tudo em CDB. É muito importante que você entenda que seus recursos financeiros não devem ir para somente uma instituição financeira. Ela só pode assegurar R$ 250 mil, então o risco de perder R$ 250 mil é real.

Desse modo, nesse caso seria aconselhável escolher no mínimo dois bancos diferentes para distribuir melhor o dinheiro e garantir que todo o capital seja protegido pelo FGC.

Mas é muito importante ressaltar que alguns títulos privados não têm a proteção do FGC. É o caso do CRI, CRA, Debêntures e Fundos de renda fixa.

2. Tributação da Renda Fixa

A grande maioria dos títulos de renda fixa são tributados pelo Imposto de Renda-IR e pelo Imposto sobre Operações Financeiras-IOF.

Mas algumas exceções precisam ser lembradas. É o caso dos CRI, CRA, Debêntures Incentivadas e alguns Fundos de Renda Fixa. Estes títulos não sofrem a incidência de tributos.

Porém, para todos os demais títulos públicos e privados, o IR é cobrado e em determinadas situações o IOF também.

O imposto de renda para a renda fixa é tributado sobre a rentabilidade, de forma regressiva, no momento do resgate do título.

Como vimos, o investidor estará na faixa de alíquota máxima (22,5%) caso resgate sua aplicação em até 180 dias. Por outro lado, se o prazo do investimento tiver duração superior a 721 dias, a alíquota cai para 15%.

Já o imposto sobre operações financeiros – IOF é cobrado em aplicações de curtíssimo prazo. Aquelas em que são feitas em menos de 30 dias depois da aplicação.

O IOF chega a ser de 96% sobre o rendimento no primeiro dia e após 30 dias ele deixa de ser cobrado.

Vale lembrar que os impostos sempre serão recolhidos automaticamente, no momento do resgate, por quem emitiu o título. Então o investidor não precisa se preocupar em calcular o imposto de renda devido.

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3. Prazos de Investimento da Renda Fixa

Como veremos mais adiante, os títulos de renda fixa podem ser das mais variadas espécies. Então é possível encontrar no mercado, aplicações que podem ser resgatadas a qualquer momento, como é o caso do CDB de liquidez diária.

Mas também não é difícil encontrar títulos com prazos muito mais longos como o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050. Então, neste caso, o título seria resgatado somente em 2050.

Mas de forma geral, quanto mais tempo o investidor decide passar com a sua aplicação intacta, maior tenderá a ser o seu retorno.

Porém, é importante lembrar ainda que muitos títulos de renda fixa oferecem a possibilidade de resgate antecipado.

Entretanto, nem sempre será uma boa alternativa em termos de rentabilidade. Então, muito cuidado para você não sair perdendo.

4. Remuneração da Renda Fixa

Uma das principais características dos títulos de renda fixa é oferecer a previsibilidade de remuneração.

Então, como já dissemos, apesar de a taxa de rentabilidade não ser fixa, as regras de remuneração da rentabilidade são previamente definidas.

A forma como o título é remunerado se divide em três categorias: renda prefixada, renda pós fixada e renda fixa híbrida.

Abaixo explicamos detalhadamente o conceito de cada uma delas.

Tipos de Renda Fixa

renda fixa

Agora que você já entendeu o que é a renda fixa, vamos apresentar quais são os tipos de aplicações disponíveis no mercado financeiro.

A renda fixa pode ser um produto bastante variado, pois possui diversos tipos de aplicações diferentes dentro de sua mesma filosofia.

Além disso ela pode atender perfil de investidores distintos. Aqueles mais conservadores podem deixar uma parte dos seus recursos aplicados em títulos do Tesouro IPCA+, garantindo um retorno acima da inflação.

Já os mais ousados podem se aventurar em debêntures, por conta própria.

Basicamente podemos classificar os títulos em públicos e privados:

Renda Fixa Pública

O Tesouro Nacional é o responsável por lançar um programa que ganhou muita popularidade nos últimos anos. É o Tesouro direto, que oferece uma segurança tão grande quanto a poupança e ainda consegue render mais.

O governo é o emissor desse tipo de título, então os recursos captados com a venda são destinados ao governo para financiar projetos públicos.

Existem diversas opções de títulos no Tesouro Direto onde o investidor poderá escolher o prazo de sua aplicação de acordo com seus objetivos.

No entanto, é possível vender os títulos do Tesouro antes do prazo, porém com rendimentos que podem ser inferiores ao esperado.

No total existem cinco títulos diferentes disponibilizados hoje em dia pelo governo:

  • Tesouro Selic;
  • Tesouro Prefixado;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais;
  • Tesouro IPCA+;
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

A diferença entre eles ocorre basicamente em função da rentabilidade e prazo de resgate.

1. Tesouro Selic

O Tesouro Selic oferece liquidez e rentabilidade diária, então é possível resgatar o título a qualquer momento.

Por esse motivo, ele costuma ser mais recomendado para investir na reserva de emergência que todo investidor deveria ter.

Essa remuneração está atrelada a taxa de juros básica da economia (taxa Selic). Então quanto maior a taxa Selic mais alta a rentabilidade.

2. Tesouro Prefixado

Neste caso, a taxa de rentabilidade é fixada no momento da contratação do título. Então se você ficar com o título até o final do período combinado, irá receber o que foi definido na contratação.

É o investimento ideal para quem deseja saber exatamente o valor que irá receber no final da aplicação.

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3. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

Esse tipo de título é muito semelhante aos do Tesouro Prefixado. Ou seja, o investidor sabe exatamente qual a rentabilidade que ele vai ganhar.

Porém a diferença fica por conta da forma como o investidor recebe essa rentabilidade.

No caso do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, a rentabilidade é adiantada, não precisa esperar até o vencimento para receber. Então, a cada seis meses o investidor recebe rendimentos que são conhecidos como cupons semestrais.

Isso pode ser uma boa estratégia para quem quer garantir uma renda extra semestral.

4. Tesouro IPCA+

Este título pode ser classificado como um título híbrido. Isso significa que ele paga uma taxa de juros fixa mais o IPCA que estiver em vigor no momento do resgate.

Ele costuma ser usado por quem quer proteger seu dinheiro contra a inflação e ainda receber juros.

5. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Já este tipo de título públicos é semelhante ao Tesouro IPCA+. A diferença também fica por conta da rentabilidade, que é paga a cada a cada seis meses.

É mais uma opção para quem quer receber uma renda semestral. Só que agora com a vantagem de ser corrigido pela inflação.

Lembrando que os títulos que pagam rentabilidade semestral sofrem a incidência de IR, igualmente, a cada seis meses.

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Renda Fixa Privada

1. CDB

O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um dos investimentos mais populares da renda fixa.

Nele o investidor empresta dinheiro para o banco e em troca disso recebe juros pela aplicação em um determinado período.

Assim como a maioria dos investimentos em renda fixa, os CDBs também têm garantia do FGC. Então o investidor pode contar com mais segurança na hora de aplicar seu patrimônio.

Além disso, a remuneração do CDB pode ser uma daquelas três vista anteriormente, ou seja, pode ser prefixada, pós fixada ou híbrida.

Quanto aos prazos, o investidor pode encontrar desde CDB de liquidez diária até títulos com vencimentos superiores a três anos.

Lembrando que o CDB sofre tributação de IR e algumas vezes de IOF também.

2. LCI/LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são semelhantes ao CDB.

Esses títulos ajudam a financiar os bancos, só que agora de modo a alimentar o crédito imobiliário e o agronegócio.

Assim como o CDB, a LCI e a LCA também contam com a segurança do FGC. Mas elas têm uma vantagem adicional, não sofrem a incidência de IR.

Porém a remuneração desse tipo de título costuma ser um pouco inferior aos demais títulos. Mas considerando que o imposto de renda não é descontado, pode ser uma boa opção para o investidor.

Além disso, a LCI  e LCA possuem prazos maiores de vencimento, então você nunca encontrar um título desse tipo com liquidez diária.

3. Debêntures

renda fixa

A debênture é um instrumento de captação de recursos usados pelas empresas para o financiamento de seus projetos.

Em geral, as empresas emitem estes títulos como alternativa ao financiamento bancário e dos acionistas.

Ao contrário das aplicações bancárias, esta aplicação não possui garantia do FGC.

Com relação a tributação, em geral sofrem incidência de IR.

Mas existem categorias especiais, como as debêntures incentivadas, em que o investidor não precisa pagar o Imposto de Renda.

A rentabilidade também pode ser prefixada, pós fixada ou híbrida, depende muito da empresa que emitiu o título.

Por fim, os prazos das debêntures variam entre o médio e longo prazo. Então, dificilmente você vai encontrar esses títulos com prazo inferior a dois anos.

4. Letra de Câmbio

A Letra de Câmbio (LC) é muito semelhante ao CDB. Mas a principal diferença entre elas é que a LC não é emitida por bancos e sim por financeiras.

A rentabilidade também é semelhante ao CDB e geralmente você encontrará títulos pós fixados e híbridos no mercado.

Mas as LC prefixadas também são emitidas, porém em quantidade muito inferior aos dois tipos citados acima.

Além disso, ela conta com a segurança do FCG, o que é uma tranquilidade a mais para o investidor.

Por fim, estes títulos também estão sujeitos a tributação regressiva do IR, assim como a grande maioria dos títulos de renda fixa.

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5. CRI/CRA

Outra aplicação pouco conhecida são os Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Assim como a LCI e LCA, os recursos captados por esses títulos são destinados para o setor imobiliário e de agronegócios. Porém o CRI e o CRA não contam com garantia do FGC.

Além disso também não sofrem incidência de Imposto de Renda.

Além de encontrar muito pouco desses títulos no mercado, geralmente eles pagam uma rentabilidade pós fixada ou híbrida. Raros são os CRI e CRA de renda prefixada.

Outra forma de adquirir esse tipo de título é de forma indireta. Em outras palavras é possível encontrar fundos imobiliários que investem nestes tipos de ativos.

Estes fundos efetivamente democratizaram o acesso a estas aplicações pelo pequeno investidor.

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6. Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa não são uma aplicação de renda fixa em si, mas um veículo para investir em produtos de renda fixa, como o Tesouro Direto e o CDB.

Neste tipo de fundo, praticamente todo o patrimônio líquido é investido em cotas de fundos de investimento, ou diretamente em títulos públicos ou privados.

Ao adquirir um fundo, você vira cotista e estará confiando ao gestor a tarefa de adquirir bons ativos de renda fixa, de acordo com o mandato do fundo.

Um aspecto importante a ser considerado é avaliar o desempenho do fundo em relação ao seu índice de referência, ou benchmark. Essa é uma forma de você escolher um investimento mais seguro, já que o fundo de renda fixa não tem a garantia do FGC.

Além disso é importante lembrar que existem fundos com taxas de administração muito alta. Isso gera um retorno muito baixo para os seus cotistas. Então mantenha-se longe de títulos com taxa de administração cara.

Para quem a Renda Fixa é indicada?

A renda fixa é indicada para aquele investidor que busca diversificar sua carteira, de forma segurança e rentável.

Além disso, a renda fixa é a melhor opção para o investidor que quer tirar seus recursos da poupança, mas que não se sente seguro para investir em produtos arriscados.

Como a renda fixa enfrenta diretamente a poupança, ela consegue oferecer uma rentabilidade maior aliada a segurança.

Mas este tipo de investimento não se restringe aos investidores conservadores. Até mesmo investidores com perfil mais arrojados costumam proteger parte do seu dinheiro em investimentos na renda fixa.

Vantagens da Renda Fixa

renda fixa

Investir em renda fixa proporciona diversas vantagens ao investidor. Por exemplo, quem deseja construir uma reserva financeira para alguma finalidade, como emergência, ou outro objetivo qualquer, possui várias opções.

Esta pessoa pode deixar o dinheiro no Tesouro Selic, em algum CDB com liquidez diária, ou mesmo em um Fundo DI.

Se esta pessoa estiver com vontade de resgatar o dinheiro em um prazo curto, poderá deixar este mesmo dinheiro na poupança.

Além disso, podemos relacionar outras vantagens:

  • Rentabilidade: É mais atrativa que produtos bancários como poupança e título de capitalização.
  • Baixa volatilidade: Como títulos de renda fixa sofrem poucas oscilações do mercado financeiro eles acabam oferecendo mais segurança ao investidor.
  • Previsibilidade: É possível saber exatamente quanto o título vai render no ato da aplicação, para os casos em que ele for prefixado.
  • Diversificação: Oferecem uma série de produtos para diversificação da carteira de investimentos.
  • Segurança: A grande maioria possui a garantia do FGC em até R$ 250 mil.
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Desvantagens da Renda Fixa

Até agora, a renda fixa foi tratada como uma aplicação que está livre de riscos. Mas isso está longe de ser verdade. O investidor que quiser resgatar estas aplicações antes do vencimento poderá perder dinheiro. Esta situação pode ocorrer devido à variação dos preços dos títulos no mercado secundário.

Além disso, outras desvantagens da renda fixa são:

  • Carência: alguns investimentos em renda fixa têm prazo de carência, não permitindo o resgate antecipado. Nestes casos, se você precisar do dinheiro irá perder parte dos rendimentos.
  • Taxas: Dependendo do tipo de renda fixa que você escolher, o investimento poderá ter uma série de taxas e tributos. Por exemplo, no Tesouro Direto há o IR o IOF e a taxa de custódia que incidem sobre os rendimentos.  Já nos Fundos de Renda Fixa existe a incidência de taxa de administração. Então é importante estar bem informado antes de escolher o investimento ideal.
  • Risco de resgate: Aplicações sem garantia, como debêntures, CRI e CRA, podem levar a perdas totais da aplicação do investidor. Para aqueles investidores que não estão familiarizados com este tipo de análise, talvez a opção de investir via fundos seja a mais adequada.
  • Risco do FGC: Mesmo as aplicações garantidas pelo FGC não são 100% livres de riscos. Primeiramente, o FGC é um fundo com recursos limitados. E em uma situação de estresse, existe a possibilidade de que não consiga honrar com seus compromissos. Isto nunca aconteceu, é verdade. Mas o risco existe, ainda que seja pequeno.

Como escolher a melhor aplicação em Renda Fixa?

Para escolher qual é a melhor aplicação em renda fixa o investidor precisa definir quais são seus objetivos para curto, médio e longo prazo.

Ou seja, definitivamente não existe a melhor aplicação e sim aquela que mais se encaixa nas necessidades do investidor.

O investidor precisa criar uma estratégia para encontrar seu investimento ideal. Por exemplo, se você deseja ter uma reserva de emergência, para poder usar a qualquer momento, a melhor estratégia certamente é aquela que permite o resgate imediato.

E isso você vai encontrar, por exemplo, em títulos como o Tesouro Selic e CDB de liquidez diária.

Já se o objetivo é guardar uma reserva para gastar na formatura daqui a 5 anos, o investidor tem mais opções de investimento. Pode adquirir uma debênture, uma LCI, uma LC entre outros.

Mas só saber quais são seus objetivos não é suficiente. Você precisa levar em consideração características como: segurança, tributação, prazos e remuneração da renda fixa.

Então, após definir a melhor aplicação é hora de investir. Para isso existem dois caminhos básicos.

O primeiro deles é lidando diretamente com o emissor dos títulos, ou seja, bancos e financeiras.

Entretanto, a opção mais prática e muitas vezes mais econômica costuma ser investir através de produtos distribuídos por corretoras de valores.

Quando vale a pena investir em Renda Fixa?

Os investimentos em renda fixa podem ser importantes dentro de uma carteira diversificada. De preferência, alocada para uma reserva de emergência ou para um fundo de possíveis oportunidades futuras de investimento.

Então, não acreditamos que apenas o investimento em renda fixa fará o investidor acumular uma fortuna no longo prazo. Por isso acreditamos que aplicações, sobretudo em renda variável possuem mais esse perfil de possibilitar melhores rendimentos num longo intervalo de tempo.

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Perguntas Frequentes sobre Renda Fixa

O que é um investimento de renda fixa?

Investimento em renda fixa é um investimento em um título de crédito que possui regras de rentabilidade estabelecidas no momento da aplicação no título.

Quais os investimentos em renda fixa?

Os investimentos em renda fixa são os títulos do Tesouro nacional, CDB, LCI, LCA, Debêntures, Letra de Câmbio, CRI, CRA, Fundos de Renda Fixa.

Como funciona o investimento em renda fixa?

O investimento em renda fixa funciona da seguinte forma: o investidor empresta dinheiro para o emissor do título que pode ser o governo, a empresa, o banco ou a financeira. Em troca ele recebe uma rentabilidade definida no momento da contratação do título.

O que é e como funciona o CDB?

O CDB é certificado de depósito bancário. Ele é um dos títulos de renda fixa mais negociado no mercado. Ao adquirir um CDB o investidor empresta dinheiro para o banco em troca de uma rentabilidade futura.

Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Na renda fixa as regras de rentabilidades são informadas antes de adquirir o título, então o investidor sabe quanto pode ganhar ou perder. Já na renda variável não é possível prever a rentabilidade, então não há limites nem para ganhos nem para perdas.

Portanto na renda variável o mercado é mais volátil do que na renda fixa.

Bibliografia

http://www.cvm.gov.br/

http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/home

https://www.anbima.com.br/pt_br/pagina-inicial.htm

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos. Possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários e é Bacharel em Física pela UFRGS.