investidor qualificado
Por: Rodrigo Wainberg

Investidor qualificado: Descubra se você preenche um dos 3 requisitos

Você sabe o que significa investidor qualificado? Esse é um termo muito utilizado no mercado de capitais e que confere vantagens. Por exemplo, Investidores qualificados  podem investir em BDR nível I.

Mas o que significa investidor qualificado? Então, o conceito é bastante simples e explicado na instrução CVM nº 554. Resumidamente, são:

  • Investidores profissionais
  • Pessoa física ou jurídica que possua mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras e ateste essa condição por escrito
  • Pessoa física que possua certificação aprovada pela CVM para exercício da atividade de agente autônomo, administrador de carteiras, analista ou consultor de valores mobiliários.

Os investidores profissionais são instituições financeiras, seguradoras, sociedades de capitalização, planos de previdência, fundos de pensão, fundos de investimento, clubes de investimento gerido profissionalmente, agentes autônomos, administradores de carteiras, analistas, consultores, e investidores não residentes.

 

Vantagens de se tornar um investidor qualificado

vantagens do investidor qualificadoAo se tornar qualificado, o investidor poderá ter acesso a mais tipos de investimento, como:

  • BDR Nível I, patrocinado ou não
  • Fundos de investimento em participações (FIP)
  • Fundos de mútuo de investimento em empresas emergentes (FMIEE)
  • Fundos com investimentos exclusivamente no exterior

 

Ou seja, para aquele investidor que deseja se expor a outros tipos de investimento, em tese considerados mais arriscados e sofisticados, a sua qualificação é requisito indispensável.

Contudo, entendemos também que existem outras formas acessíveis ao investidor comum, não qualificado. Por exemplo através do investimento em BDR nível II ou III, ou mesmo comprando ações e fundos imobiliários na bolsa de valores.

Como se tornar um investidor qualificado

certificado - investidor qualificadoMas como eu faço para conseguir a qualificação? Bem, não será tão simples assim.

De fato, pelos critérios que vimos no começo do artigo, pessoas comuns que não desejam fazer exames de certificação, só poderão ser consideradas qualificadas caso tenham mais de R$ 1.000.000 em aplicação financeiras. Essa é uma realidade de poucas pessoas.

Entretanto, nós não concordamos que o investidor mais rico será necessariamente mais qualificado.

Por exemplo, podem existir dois investidores, um com pouco dinheiro mas muito conhecimento, e outro com mais de R$ 1 milhão mas que só agora saiu da renda fixa.

Pela CVM, o segundo é qualificado enquanto o primeiro não é.

Mas não se desespere se ainda não possui 7 dígitos na conta.Ainda restam algumas alternativas.

Por exemplo, aquele investidor que detenha um patrimônio inferior a R$ 1 milhão, mas que possua uma boa aptidão técnica, poderá realizar as provas de certificação da CVM.

É verdade que será necessário um investimento mínimo para conseguir a certificação e depois, ainda precisará ser renovada. Apesar disso, podemos dizer que esse é o caminho mais rápido para se enquadrar nos critérios da CVM.

Mas escolha sua certificação com cuidado. A prova que exige menos conhecimento técnico é a de Agente Autônomo, enquanto a de Gestor é a mais complexa.

 

Conclusão sobre o investidor qualificado

conclusão investidor qualificadoCertamente ser um investidor qualificado permite o acesso a modalidades mais exclusivas de investimento, que muitas vezes carregam consigo maior complexidade e risco. Apesar disso, esses investimentos não são indispensáveis para o sucesso de longo prazo. Existem excelentes opções, mesmo para os investidores não qualificados. Mas caso você queira se qualificar mesmo assim, basta se dedicar nos estudos e conseguir as certificações aprovadas pela CVM.

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos. Possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários e é Bacharel em Física pela UFRGS.

7 comentários

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  • Maickon Antônio Rodrigues 27 de maio de 2019

    Prezados amigos da Suno,

    Qual seria a forma mais adequada para se preparar para a certificação da CVM ?
    Tem algum curso preparatório como existe para outras certificações ?

    Obrigado.

    Responder
    • Suno Research 5 de junho de 2019

      Não existe uma certificação da CVM, se você se refere ao CNPI e afins, sim existem cursos online de preparação, qual deles você pretende fazer?

      Responder
  • Raphael Castro 13 de agosto de 2019

    Qualquer uma das certificações, seja de agente autônomo ou a de gestor, servem para conseguir a qualificação ou as certificações precisam ser feitas e conjunto?

    Obrigado!

    Responder
  • Fernando 15 de agosto de 2019

    o que acontece se eu investir em um fundo destinado a investidores qualificados sem ter a qualificação?

    Responder
    • Suno Research 15 de agosto de 2019

      Você não consegue.

      Responder
  • Murillo 16 de maio de 2020

    Olá, tenho uma dúvida e não consigo encontrar essa informação de maneira clara em nenhum lugar. Para uma pessoa que não trabalha em uma instituição financeira e não tem essa intenção, mas quer se tornar um investidor qualificado na bolsa, quais são as possibilidades de provas que dão este direito?

    Pelo que li em regulamentos e legislação da CVM, para quem não tem 1 milhão investido (http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/legislacao/instrucoes/anexos/500/inst539consolid.pdf):
    as pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios;

    Mas essa informação não é precisa, está muito vaga, pelo que vi as certificações do CEA e CGA da Anbima permitem tornar-se um investidor qualificado, porém para a Anbima há uma diferença entre aprovado e certificado. Quem não trabalha em um instituição financeira é apenas aprovado, não certificado. Logo me parece que não serviria (para quem não quer trabalhar em uma instituição financeira) se tornar investidor qualificado.

    No caso da prova da Ancord não encontrei essa informação clara também, pelo que entendi, após ser aprovado no exame e ter feito o registro na Ancord e CVM, o profissional tem um ano para entrar em uma instituição financeira ou em um escritório credenciado, senão a aprovação no exame perderia a validade e teria que fazer a prova novamente. É isso mesmo? Ou seja, se uma pessoa não tiver intenção de trabalhar em uma instituição financeira ou escritório, ela não vai mais ser um AAI após 1 ano? Outra questão, após fazer o cadastro na CVM, o AAI já começa a pagar a taxa trimestral de 670 mesmo que não esteja atuando profissionalmente?

    Último ponto, pelo que li, a outra possibilidade é o CNPI da Apimec. Essa me parece, até este momento, ser a única real opção para uma pessoa que não quer trabalhar em uma instituição financeira e quer ser um investidor qualificado. Após ser aprovado no exame, o profissional já é certificado, só não possui credencimaneto para atuar como analista de valores mobiliários, correto? E a renovação pode ser feita em 5 anos, com ou sem credenciamento.

    Obrigado pela atenção,
    Murillo

    Responder
    • Suno Research 19 de maio de 2020

      Olá Murilo,

      Conforme o artigo 9-B da Instrução CVM n.º 554:

      São considerados investidores qualificados:

      I – investidores profissionais;

      II – pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio, de acordo com o Anexo 9-B;

      III – as pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios; e

      IV – clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas que sejam investidores qualificados.

      Responder
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