indicadores macroeconômicos

A maioria dos grandes investidores ao redor do mundo levam em conta os indicadores macroeconômicos ao investir.

Isso porque os indicadores macroeconômicos são muito importantes para validar premissas de uma análise fundamentalista. Por exemplo, se há um indicador que o consumo no país está crescendo, esses ambiente tende a beneficiar as empresas varejistas.

Os indicadores macroeconômicos são medidas que indicam as variáveis agregadas do todo o país (macroeconomia), ao contrário dos indicadores microeconômicos, que focam em empresas ou setores específicos. No Brasil, sobretudo, é muito importante para o investidores prestar atenção a esses indicadores, visto que neste país essas medidas tendem a ser muito voláteis.

Indicadores macroeconômicos – Exemplos

exemplos de indicadores macroeconômicos

Alguns dos principais indicadores macroeconômicos são:

  • PIB
  • Desemprego
  • Inflação

PIB

O PIB é o produto interno bruto. Ele é a soma de todas as riquezas criadas por um país.

Tipicamente, quando o PIB cresce, isto significa que o país está se desenvolvendo e o consumo tende a aumentar.

Por outro lado, caso o PIB esteja estagnado, ou o caindo, isto pode indicar uma recessão econômica.

Em uma recessão econômica é esperado que o consumo caia bastante, e que os lucros das empresas diminuam.

Como dito anteriormente, os indicadores macroeconômicos do Brasil são bastante voláteis, e isto pode ser percebido através de uma análise do PIB brasileiro.

Em 2010 o PIB do Brasil cresceu quase 4%, e seguiu-se em 4 anos de crescimento moderado. Já em 2015, abalado pela recessão, o PIB caiu quase 4%, seguido por outra grande queda em 2016.

Em países mais desenvolvidos é comum uma menor volatilidade dessa variável. Tanto para subidas, quanto para descidas.

Os Estados Unidos, por exemplo, crescem entre 1,5% e 3% todos os anos de 2010 até 2017.

Inflação

A inflação é a perda do poder de compra da moeda.

Esta é uma variável muito importante pois, além de reduzir o poder de compra, e assim o consumo, ela também pode afetar os juros do país.

Quando a inflação está muito alta, o Banco Central, através do COPOM, tende a aumentar os juros como forma de contê-la.

A taxa de juros, por sua vez, é muito importante pois afeta diretamente a decisão de investimentos das empresas.

Desemprego

O desemprego é um dos mais importantes dos indicadores da macroeconomia pois ele tende a ser a última variável a se mexer em uma recessão ou em um desenvolvimento da economia do país.

Isto ocorre pois as demissões são muito onerosas aos empregadores, devido às verbas de recisão. Assim, a decisão de demitir tende a ser adiada ao máximo.

Por outro lado, uma vez que a economia retome o crescimento, os empregadores ainda demoram muito a contratar, pois tendem a esperar o crescimento e a confiança na economia voltar com mais força.

Um exemplo disso é o caso Brasileiro. O PIB do país apresentou leve crescimento no ano de 2017 e no primeiro semestre de 2018, no entanto, ainda no meio de 2018 o desemprego ainda assola milhões de brasileiros.

Assim, os economistas tendem a considerar o emprego como o principal indicador de uma recessão ou de um crescimento econômico.

Também pois o desemprego tem capacidade de afetar outros indicadores macroeconômicos, tais como o consumo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.