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    Indexador: Descubra 3 dos mais utilizados indexadores do mercado

    Indexador: Descubra 3 dos mais utilizados indexadores do mercado

    Você sabe o que é um indexador?

    O indexador desempenha um papel crucial no mercado financeiro.

    Um indexador é um índice que serve como referência para uma reajuste contratual ou do valor de um ativo. Ele é importante, muitas vezes, para definir a rentabilidade de alguns ativos. Além de servir como base para o reajuste de contratos na economia.

    Por exemplo, suponha que você possui um apartamento alugado. É comum que os proprietários de imóveis se utilizem de indexadores para reajustar os valores dos aluguéis.

    Um proprietário pode, por exemplo, utilizar o IPCA como referência para reajustar o seu aluguel.

    Portanto, suponha que você pague R$ 1 mil no seu aluguel. E que, em um determinado ano, o IPCA foi de 10%.

    Isto significa que, no ano seguinte, o aluguel que você vai pagar será 10% mais caro. Dessa forma, você passará a pagar R$ 1,1 mil.

    Este é apenas um exemplo do uso de indexadores. Na economia existem inúmeras ocasiões que eles são usados.

    Indexador: 3 exemplos muito comuns

    Um exemplo muito comum de indexador é o CDI

    Como dito anteriormente, além de aluguéis de imóveis, a indexação é muito utilizada para determinar a rentabilidade de ativos.

    Dito isto, esses são 3 dos mais utilizados indexadores da economia:

    • CDI
    • IPCA
    • IGPM

    Além desses, ainda existem outros, tais como a Selic ou o dólar.

    CDI

    CDI é a sigla para “certificado de depósito interbancário”. Ele é o índice mais utilizado para ativos de renda fixa. Pode-se dizer, também, que ele é um dos índices mais importantes do mercado de capitais.

    Vários ativos na economia possuem como referência o CDI.

    Um grande exemplo a ser citado é o CDB. CDB é a sigla para “certificado de depósito bancário”. Ele nada mais é do que um empréstimo que você faz a uma instituição financeira, que lhe paga juros em troca desse empréstimo.

    Os CDBs são, tipicamente, indexados ao CDI. Eles apresentam o rendimento em forma anual.

    Suponha, por exemplo, que um banco lhe ofereça um CDB a uma taxa de 120% do CDI ao ano.

    E que, o CDI, em um determinado ano, foi de 10%. Isto significa que o rendimento da sua aplicação será de 12%, pois:

    120% x 10% = 12%

    Dessa forma, se você aplicou R$ 10 mil você terá, ao final deste ano, R$ 11,2 mil.

    IPCA

    O IPCA é o índice de inflação mais usado no Brasil. Por isso, ele é utilizado para definir o rendimento de muitos ativos.

    Um bom exemplo do de sua indexação ocorre no título do Tesouro Direto IPCA+.

    Este título paga ao investidor a inflação corrente do ano mais uma remuneração pre fixada.

    Suponha, por exemplo, que o investidor comprou um título que lhe page IPCA + 5% ao ano. E que a inflação de determinado ano foi de 15%.

    Isto significa que o investidor terá como rendimento o total de 20%, pois esta é a soma da inflação com a parcela pre fixada do título.

    Ativos indexados ao IPCA têm se tornado populares, pois eles garantem um retorno real, ou seja, acima da inflação.

    IGMP

    O IGPM é a sigla para “índice geral de preços do mercado”. Ele é, assim como o IPCA, uma medida de inflação, e é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    O IGPM se notabilizou por ser conhecido com a “inflação do atacado”. Enquanto o IPCA é a inflação que representa mais fielmente a alterações de preço para o consumidor.

    Por suas diferenças na medição, o IGPM se tornou muito popular para produtores e para a correção do valor do contrato de imóveis.

    Um bom exemplo do uso de IGPM como indexador se dá no mercado de fundos imobiliários. Vários ativos, neste mercado, possuem o valor de suas contratos atualizados pelo IGPM.

    Tiago Reis
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