IMAB11
Por: Tiago Reis

IMAB11: saiba tudo sobre o ETF de renda fixa negociado na bolsa

O IMAB11, ou ETF IMA-B, inova por ser um ETF listado na bolsa que possui desempenho atrelado exclusivamente a títulos públicos. Portanto, é uma nova forma de se investir na renda fixa, visto que as cotas desse ETF são negociadas como renda variável.

Por causa do seu caráter inovador, indo na contramão do que se costuma ver nos ETFs listados na bolsa, é importante conhecer mais sobre o IMAB11 e saber suas vantagens e desvantagens como investimento.

O que é o IMAB11?

O IMAB11 é um ETF negociado na bolsa que replica o desempenho de uma cesta de títulos públicos de renda fixa do índice IMA-B. Conhecido por ser o “ETF de renda fixa”, o IMAB11 é um fundo de índice que acompanha a rentabilidade de uma carteira teórica com títulos pós-fixados do Tesouro Nacional.

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Composição do IMAB11

A composição do IMAB11 reúne 13 títulos. O peso de cada um deles é calculado pela Anbima no índice IMA-B, levando em conta o valor de mercado de cada ativo disponível. Essas informações são divulgadas no site do Tesouro Nacional diariamente.

Alguns critérios de inelegibilidade de títulos públicos para o IMAB11 são:

  • Títulos com prazo de vencimento inferior a um mês em relação ao período de vigência da carteira teórica;
  • Títulos que não tenham sido ofertados publicamente;
  • Novos títulos colocados no mercado nos dois últimos dias úteis anteriores à data de revisão da carteira teórica.

Além disso, todos os títulos públicos abordados pelo ETF IMA-B são indexados à inflação (IPCA) e possuem um prêmio de risco que varia de acordo com o vencimento de cada um. Quanto maior o prazo de vencimento, maior o prêmio de risco. Tal valor é representado pela NTN-B de cada título.

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Vantagens do IMAB11

Algumas vantagens do IMAB11 são:

1. Menor tributação

Por ser um ativo negociado na bolsa, o IMAB11 entra na regra de tributação da renda variável. Ou seja, o imposto de renda cobrado é de 15% a qualquer tempo. Enquanto isso, na renda fixa, essa alíquota é válida apenas para resgates após 2 anos do investimento.

Além disso, não há cobrança de IOF no caso de vendas nos primeiros 30 dias ou o chamado “come-cotas”. Por outro lado, tais eventos ocorrem no Tesouro Direto e nos Fundos de Investimentos, respectivamente.

2. Diversificação de títulos em um mesmo ativo

Por ser ter desempenho atrelado a uma cesta de produtos de renda fixa, ao comprar 1 cota desse ETF, na verdade, o investidor está diversificando seu investimento em 13 diferentes títulos públicos.

3. Baixo custo

Outra vantagem de investir no “ETF de renda fixa” é poder se expor a diversos títulos públicos com pouco capital. Nesse sentido, o custo de comprar 1 cota do IMAB11 é bastante inferior ao valor necessário para comprar cada um dos 13 títulos que ele representa.

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Desvantagens do IMAB11

Apesar das vantagens apresentadas, é importante também conhecer algumas desvantagens do IMAB11, que são:

1. Existência de taxas

O IMAB11, assim como os outros ETF’s listados, possui uma gestora responsável por sua administração. Por isso, existe a cobrança de uma taxa de 0,25% ao ano. Logo, inevitavelmente, essa taxa afetará a rentabilidade do “ETF do Tesouro Nacional”.

Além disso, dependendo da corretora utilizada, pode ser que o investidor enfrente a cobrança de corretagem pela compra das cotas do ETF, visto que ele é negociado na bolsa. Por outro lado, na renda fixa, a maior parte das corretoras já zeraram as taxas para aplicação.

Essa desvantagem é bastante relevante, já que o investidor deve evitar ao máximo todo tipo de encargo. Isto pois o valor gasto com essas taxas poderia estar sendo reinvestido, de forma a potencializar a rentabilidade dos investimentos no longo prazo.

2. Volatilidade

Por ser negociado na bolsa de valores, o valor da cota do ETF depende do mercado. Ou seja, o seu preço dependerá diretamente da oferta e da demanda de mercado pelo ativo. Sem dúvida a volatilidade do IMAB11 será consideravelmente inferior a de ETF’s que replicam índices de ações, todavia ela existirá.

3. Pouca previsibilidade

Ao comprar um título individualmente, o investidor tem a certeza de que no vencimento resgatará o valor aportado somado dos juros NTN-B contratados no momento da aplicação. Essa previsibilidade não existe no IMAB11.

Isso porque o ETF não tem vencimento. Ou seja, o investidor não tem garantia de quanto irá resgatar em determinado momento. O preço da cota negociado na bolsa é que determinará o valor do resgate.

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Vale a pena investir no IMAB11?

Por fim, investir no IMAB11 pode fazer sentido para aqueles que só investem na renda fixa e que querem começar na renda variável com menos volatilidade e mais segurança.

Além disso, por ter uma taxa de administração pequena e ser bastante diversificado e seguro, esse investimento também pode ser uma boa opção para investidores que querem começar a investir em renda fixa com pouco capital inicial.

Contudo, o investidor de longo prazo pode, por si só, fazer os mesmos investimentos do IMAB11 por meio do Tesouro Direto. No final das contas, essa medida poderá garantir maior rentabilidade e controle.

Por isso, preparamos um minicurso para ajudar os investidores que querem aprender a investir no Tesouro Direto de maneira individual, sem precisar de terceirizar seus investimentos por meio de fundos como o IMAB11.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

7 comentários

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  • Jorge 8 de julho de 2019

    Gostaria de saber sobre um fundo, D L Premium se vale apena ou não adquirido ?

    Responder
  • Thiago Trabachini 15 de julho de 2019

    Nesse ETF eu pago o imposto via Darf ou é retido na fonte?

    Responder
    • Cleber 23 de julho de 2019

      Acredito que via DARF, afinal, está sendo comercializado na bolsa

      Responder
    • Suno Research 7 de agosto de 2019

      Via Darf

      Responder
      • Gui 10 de agosto de 2019

        Alguns sites afirmam que o imposto já é retido na fonte e portanto não é necessário pagar DARF sobre o lucro da venda deste ETF.

        SUNO, vocês podem checar esta informação?

        Responder
        • Guilherme 4 de setembro de 2019

          Vários sites dizem isso, mas na hora que pergunto onde está escrito, pra não ganhar uma multa da Receita, ninguém sabe dizer. Aqui mesmo quem perguntou ficou no vácuo.

          Responder
          • Paulo 10 de setembro de 2019

            Creio que a eventual retenção na fonte estaria documentada na nota de corretagem. Outra dúvida: se houver retenção na fonte, o valor bruto da venda desse ETF de renda fixa deve ser somado ao limite mensal de isenção de renda variável de 20 mil para efeito do cálculo de quanto se pode vender de ações sem pagar IR?

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