IMA
Por: Tiago Reis

IMA: saiba mais sobre o conjunto de índices dos títulos públicos

É comum vermos o termo IMA em comparações de rentabilidade de produtos financeiros. O índice é uma referência conhecida entre investidores do mercado financeiro.

O conjunto de índices do IMA é muito utilizado para comparar retornos financeiros de renda fixa. Referências do tipo, ao lado de outras como CDI, IFIX e Ibovespa, são muito importantes, visto que são utilizadas como benchmarks.

O que é o IMA?

O IMA (Índice de Mercado ANBIMA) é um conjunto de índices que representam a rentabilidade de carteiras de títulos públicos. Por isso, esses índices são considerados benchmarks para o mercado financeiro, de forma a representar e acompanhar a evolução dos preços dos títulos.

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Além disso, destaca-se que a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) é a responsável pelo cálculo e acompanhamento das diversas categorias de títulos públicos.

A instituição calcula não só um índice, mas um conjunto de índices atrelados aos títulos públicos. Essa variedade existe para atender melhor a função referencial de um benchmark. Isso porque, dependendo do prazo e do indexador, as rentabilidades dos títulos públicos podem ser bastante divergentes.

Por conta disso, o IMA é subdividido em alguns subíndices, como o IMA-B, IMA-C, IRF-M, IMA-S, IMA-Geral ex-C. As principais características desses índices são:

  • IMA-B: representa títulos indexados ao IPCA;
  • IMA-C: representa títulos indexados ao IGP-M;
  • IMA-S: representa títulos pós-fixados pela taxa Selic;
  • IRF-M: representa títulos prefixados;
  • IMA-Geral ex-C: carteira que exclui títulos indexados ao IGP-M, por conta da não emissão de novos títulos e baixa liquidez observada no segmento.

Como pôde ser visto, cada um dos índices representa características particulares dos títulos públicos federais.

Para o que serve o Índice de Mercado Anbimba?

Como foi dito, os índices calculados pela Anbima levam em consideração a evolução de preços dos títulos públicos federais. Por isso, eles podem ser considerados excelentes referências para acompanhar a rentabilidade de investimentos, principalmente de renda fixa.

Tome-se como exemplo o caso de um investidor que pretende ingressar em um fundo de investimentos conservador que aplica o capital dos cotistas em diversos títulos públicos. Nesse caso, é aconselhável comparar a rentabilidade obtida pelo fundo em consideração a um benchmark, ou seja, em relação a um índice passivo calculado pela Anbima.

Isso porque um índice passivo apenas retrata a evolução de determinado conjunto de preços de um mercado. E, por isso, espera-se – em tese – que um trabalho de seleção e acompanhamento obtenha uma rentabilidade superior em relação ao seu benchmark.

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E, apesar de ser majoritariamente utilizado como referência em aplicações de renda fixa, os índices calculados pela Anbima também podem ser utilizados por investimentos em renda variável.

Como exemplo, temos o IMAB11. Este é um ETF negociado em bolsa que replica uma carteira teórica de títulos públicos e que utiliza um dos índices da família IMA como benchmark, o IMA-B.

Como o IMA é calculado?

Todos os subíndices da família do Índice de Mercado Anbima são calculados de acordo com o método de Laspeyres. Este método consiste em realizar uma média ponderada dos componentes dos índices pelas quantidades teóricas do período de cálculo.

E para chegar ao número de pontos de cada índice, é preciso multiplicar a quantidade teórica de títulos do período base pelos seus respectivos preços na data de referência. A fórmula para o cálculo do índice é:

IMA

A composição das carteiras teóricas dos índices da família IMA é atualizada mensalmente, de forma a garantir a manutenção da representatividade dos indicadores. Além disso, existem alguns critérios que filtram a elegibilidade dos títulos públicos precificados nele. Algumas dessas características são:

  • Títulos com prazo de vencimento menor que 1 mês;
  • Títulos colocados apenas de maneira direta, sem uma oferta pública;
  • Títulos com apenas uma colocação por meio de oferta pública;
  • Novos vencimentos ofertados ao mercado nos últimos dias anteriores à data de rebalanceamento das carteiras teóricas dos índices.

Vale a pena utilizar o IMA?

A família de índices IMA é extremamente confiável e válida como referência no mundo de investimentos. Contudo, é preciso sempre estar atento a qual subíndice utilizar como benchmark.

Como foi colocado, cada um desses subíndices reflete a evolução de preços de títulos públicos pré-fixados, pós-fixados e com vencimento distintos. Por isso, antes de utilizar o IMA, é preciso escolher bem o índice que mais faça sentido como referência para seus investimentos.

Foi possível saber mais sobre o IMA? Deixe suas dúvidas nos comentários.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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