home equity
Por: Tiago Reis

Home equity: entenda como funciona o empréstimo com garantia de imóveis

Com o passar dos anos, surgiram no Brasil novas modalidades de crédito, tanto para pessoas jurídicas como para pessoas físicas. Uma dessas modalidades é a home equity.

O home equity ainda não é tão popular no Brasil como em outros lugares, mas sua utilização vem crescendo. Esta modalidade permite que o pagamento seja realizado em um prazo elástico e com juros razoáveis.

O que é home equity?

Home equity é uma forma de crédito com imóvel de garantia. Com ele, o credor do empréstimo recebe, do devedor, um imóvel como forma de garantia pela operação, tornando-se dono dele até que se pague a dívida.

Assim, se dá um processo de alienação fiduciária com garantia de imóvel. O devedor transfere o imóvel para o nome do credor até que todas as parcelas da dívida sejam quitadas, acordo que é estabelecido contratualmente.

Como funciona o home equity?

O home equity surgiu no Brasil em meados dos anos 2000, quando já era mais conhecido em outros países. Normalmente, as características do home equity são as seguintes:

  1. Os juros são baixos, constituindo, em geral, menos de 2% mensais;
  2. É possível realizar o pagamento com 24 até 80 parcelas.
  3. Nos Estados Unidos, certas financiadoras permitem que a primeira parte seja quitada depois de 3 anos, o que é arriscado no sentido de que o devedor pode acabar se endividando.

Já quem pede o empréstimo pode utilizar o dinheiro da maneira que desejar. Algumas possibilidades de utilização são:

  • Investimento em negócios;
  • Conseguir capital de giro;
  • Construir ou reformar;
  • Quitar dívidas;
  • Viajar.

Como é o processo de concessão de empréstimo pelo home equity?

Para conseguir este empréstimo, é necessário possuir um imóvel quitado em seu nome, uma vez que ele se baseia na garantia de imóvel.

Normalmente, o passo a passo dentro de um processo de crédito com home equity é:

  1. A financiadora recebe um imóvel de uma pessoa física como garantia;
  2. A financiadora libera para essa pessoa a quantia solicitada, na conta corrente, sem necessidade de haver uma finalidade específica;
  3. O imóvel permanece em nome da financiadora até que a última parcela do empréstimo seja paga. Então, o imóvel volta para o nome do ex-dono.

Riscos e regras do home equity

Por ser garantido por um bem físico, o risco desse tipo de crédito é menor. Mas por outro lado, existindo a inadimplência, o devedor pode chegar a perder o seu imóvel como parte do processo de execução da dívida.

Conforme a financiadora, as regras do home equity variam de acordo com o valor mínimo do imóvel, assim como valores mínimo e máximo do empréstimo. O comprometimento de renda do devedor no pagamento de cada mensalidade também pode variar, ficando, em geral, entre 25 a 30%.

Sendo assim, para que o imóvel dado em garantia não seja perdido, é necessário que o tomador do empréstimo mantenha uma bom planejamento financeiro para pagar as parcelas de sua dívida.

Se esse é o seu caso, acesse gratuitamente agora mesmo a planilha da Suno de Controle da Vida Financeira e saiba como organizar melhor as suas despesas, receitas e dívidas.

Qual a relação entre home equity e hipoteca?

home equity

Home equity e hipoteca tradicional são modalidades de empréstimo com imóvel como garantia, mas não são exatamente a mesma coisa. Entretanto, considera-se que o home equity é uma forma de hipoteca.

A diferença entre home equity e hipoteca tradicional consiste na maneira como o contrato é cumprido:

  • Home equity: a financiadora detém o imóvel por alienação fiduciária enquanto a totalidade da dívida não for paga;
  • Hipoteca: o imóvel ou a propriedade continua como propriedade do credor. Isso representa problemas na esfera judicial, no sentido de as financeiras conseguirem receber a quantia liberada em casos de inadimplência.

Por isso, pode-se dizer que o home equity é um tipo de garantia mais sólida do que a hipoteca, já que a sua execução em caso de inadimplência não precisa passar por um processo burocrático. No final das contas, isso resulta em uma cobrança de juros menores.

 

 

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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