Livro Guia Suno de Contabilidade para Investidores
Por: Jean Tosetto

Guia Suno de Contabilidade para Investidores (e para seres humanos)

O mês de julho de 2019 se encerrou com a Revista Exame (https://exame.abril.com.br/mercados/acoes-do-macaco-ze-batem-ibovespa-e-carteiras-top-de-corretoras/) publicando um artigo sobre o perfil @monkeystocks no Instagram, mantido pelo publicitário Marcelo Alemi. Nele, o personagem “Macaco Zé” escolhe aleatoriamente cinco ações da Bolsa por semana. Em seguida ele compara o desempenho da sua carteira sorteada com o desempenho de carteiras estruturadas, além do Ibovespa, o principal índice da B3.

Ao que parece, o Macaco Zé vinha ganhando com folga dos analistas de algumas das principais corretoras do mercado financeiro, entre elas a XP Investimentos e a Nova Futura Investimentos, além de deixar o Ibovespa para trás.

Estudos com macacos

A reportagem também cita um estudo realizado em 1973 pelo professor Burton Malkiel, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Ele vendou um macaco e o fez jogar dados sobre um índice de empresas publicado num jornal de finanças, criando deste modo um portfólio mais eficiente que as seleções feitas por analistas profissionais.

Porém, a ideia de colocar macacos para escolher ações é mais antiga. Entre 1964 e 2010 a Research Affiliates montou 100 carteiras anuais a partir de 100 macacos. Na média, 98 portfólios primatas tiveram retorno (sempre fictício) superior ao de carteiras selecionadas por seres humanos.

O próprio Alemi avisa que as recomendações do Macaco Zé não devem ser seguidas. Ele mesmo se declara como investidor do estilo “Buy and Hold”. Mas o fato é que, diante de tantos experimentos demonstrando que um portfólio sorteado pode ser tão bom – ou melhor – que um portfólio estudado, não faria sentido lançar um livro como o “Guia Suno de Contabilidade para Investidores”.

Se as pessoas podem sortear ações, qual seria a razão para estudar os números das empresas?

Ocorre que as carteiras dos macacos (e dos especuladores) podem ter bons desempenhos em mercados altistas e eufóricos. Porém, as Bolsas operam com alternâncias de momentos altos e baixos, intercalando euforia com desespero. Para sobreviver aos momentos ruins, um investidor não pode simplesmente jogar dados num tabuleiro de ludo.

Agosto do freguês

Então, nada como um mês após o outro. Agosto de 2019 chegou e com ele as péssimas notícias. As prévias das eleições presidenciais na Argentina indicam que a oposição pode voltar ao poder, com isso a Bolsa de Buenos Aires despenca feita um saco de cimento que cai do andaime (https://www.sunoresearch.com.br/noticias/bolsa-argentina-cai-eleicoes-previas/). O dólar dispara no Brasil e a Bolsa de São Paulo também sofre.

O acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China expõe os mercados financeiros a uma recessão mundial (https://www.sunoresearch.com.br/noticias/entenda-guerra-comercial-eua-china-brasil/). Consequentemente, as Bolsas ao redor do mundo começam a cair em conjunto.

Diante do cenário de instabilidade se aproximando, investidores estrangeiros retiram capital das Bolsas de países emergentes, incluindo o Brasil. Somente no dia 5 agosto de 2019, os investidores estrangeiros retiraram R$ 2 bilhões da Bolsa de São Paulo. No acumulado do ano, já são quase R$ 20 bilhões em retirada de investimentos estrangeiros, o pior resultado desde 1996 ( https://www.sunoresearch.com.br/noticias/estrangeiros-retiradas-bolsa-recorde-23-anos/).

Voltamos ao perfil do Macaco Zé para reproduzir parcialmente o texto de uma postagem realizada em 21 de agosto de 2019 (https://www.instagram.com/p/B1bEUCuBzcN/):

“A figura do Urso representa a queda nos preços das empresas da bolsa, pois a patada de um urso “joga tudo que é atingido para baixo”, da mesma forma que a chifrada de um touro, “joga tudo pra cima”.

PATADA DO URSO

Escolha um jogador e derrube as ações queridinhas de sua carteira em 25% em apenas uma semana de pregão.”

Embora bem-humorado, aparentemente este comentário reflete que a alegria do Macaco Zé acabou, pelo menos por uns tempos. Seus ganhos acumulados durante meses foram corroídos em poucos dias. Ainda bem que ele é um personagem fictício. Se fosse real, seu dono já estaria sendo acusado de maus tratos com animais.

Livro para lidar com touros e ursos

No meio dessa ventania que está assustando macacos pendurados em galhos secos de árvores desfolhadas pelo inverno, a versão impressa do livro “Guia Suno de Contabilidade para Investidores” foi apresentada na Livraria da Vila do Shopping JK em São Paulo, numa noite de terça-feira, em data que parece cabalística: 13 de agosto.

Isso, porém, não foi oportunismo, mas somente uma coincidência, uma vez que a programação do lançamento estava definida com semanas de antecedência.

A proposta deste livro é subsidiar o investidor consciente em suas análises, ao lhe fornecer parâmetros básicos para a leitura de documentos contábeis que as empresas de capital aberto devem publicar a cada final de trimestre, como o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado de Exercício e a Demonstração do Fluxo de Caixa.

A partir dos números presentes nestas apresentações financeiras, os analistas conseguem extrair os principais indicadores fundamentalistas que orientam os precavidos na hora de aportar recursos nas empresas selecionadas com diligência.

Como parte da coleção “Guia Suno”, a obra é um desdobramento do “Guia Suno Dividendos”, que prega a geração de renda passiva como foco do investidor de longo prazo, ao invés da simples acumulação de patrimônio centrada na valorização das cotações.

Dividendos não são pagos por acaso

Não são todas as empresas que pagam dividendos com regularidade e generosidade. Portanto, elas não devem ser escolhidas de forma aleatória, mas após análise criteriosa de seus fundamentos.

Deste modo, pouco importa se a carteira do investidor focado em dividendos está perdendo ou ganhando do Ibovespa ou da carteira de um macaco. O que está em voga é a consistência e a regularidade do recebimento de proventos, que por sua vez devem ser reinvestidos na compra de mais ativos geradores de renda passiva, ativando o poder dos juros compostos a favor do investidor.

Quem compreende este princípio não fica triste como o Macaco Zé, quando o urso aparece no bosque. Ao contrário, comemora cada centavo poupado que será investido na compra de novas ações, sabendo que elas podem estar com preços cada vez mais descontados.

Citemos o caso de uma companhia transmissora de energia, que entregou gordos proventos neste mesmo agosto de 2019. A despeito de seus fundamentos, que permanecem intocáveis, sua cotação caiu mais de 6% em apenas uma semana, aumentando sensivelmente o seu Dividend Yield, que já era bom. Vale lembrar que o Dividend Yield expressa a relação, em porcentagem, entre o preço da ação e os proventos entregues por ação nos últimos 12 meses.

A mensagem é mais importante que o mensageiro

Como um dos autores do “Guia Suno de Contabilidade para Investidores”, fiquei feliz com a quantidade de jovens que foram até a livraria para ganhar um autógrafo do Tiago Reis, fundador da Suno Research, com quem trabalhei neste projeto. Certamente alguns deles foram motivados a comparecer no evento por causa do mensageiro, mas após a leitura do livro vão constatar que a mensagem é mais importante, por mais que o mensageiro seja realmente digno de sincera admiração.

Investir na Bolsa não é uma brincadeira. É coisa muito séria, pois envolve a capacidade de poupança dos investidores. Estes por sua vez, trabalham duramente para destinar recursos para o mercado de capitais. Por isso tomo a liberdade de reproduzir o que escrevi em meu próprio Instagram (https://www.instagram.com/p/B1KFosZjYM5/) no dia 14 de agosto:

“Há alguns anos fui num show do Ringo Starr, baterista dos Beatles. Quando ele entrou no palco, pensei: “Minha nossa, ele é de verdade, de carne e osso!”

Ontem lembrei desta sensação ao observar o brilho dos olhos de jovens que foram prestigiar o lançamento do Guia Suno de Contabilidade para Investidores. Sou um dos autores do livro, mas sei que eles não estavam lá por minha causa. O grande responsável pelo sucesso da noite foi o @tiagogreis – a quem serei sempre grato pelo convite para fazer parte de uma grande equipe chamada @sunoresearch – algumas das pessoas mais dedicadas e competentes que conheço trabalham nesta promissora empresa.

Também sou grato ao editor @fabiohumberg e ao time da @editoracla, pois sem eles os livros da Suno seriam apenas arquivos eletrônicos.

Sobretudo sou grato a todos que nos prestigiaram na Livraria da Vila no Shopping JK em São Paulo. Quem compareceu ao evento viu que o Tiago é de carne e osso. Mas observador que sou, vi o Tiago se emocionar ao perceber que o seu trabalho incessante alcança pessoas que também são de carne e osso: estudantes, trabalhadores, empresários; moradores da Mooca, do ABC, do Espírito Santo, de Santa Catarina, de Alagoas, de Brasília.

A Contabilidade trabalha com números. Porém, por trás dos números temos histórias e por trás delas temos as pessoas. São elas que devem estar em primeiro lugar e por elas seguiremos entregando o nosso melhor.”

Já adquiriu seu exemplar? Não?! Então não perca tempo: o “Guia Suno de Contabilidade para Investidores” está disponível em versão física e eletrônica na Amazon: https://amzn.to/31QQVhi

 

Jean Tosetto

Arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor e editor de livros, é adepto do Value Investing. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

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