GMD
Por: Tiago Reis

GMD: entenda o que é o Gerenciamento Matricial de Despesas

Gerir uma empresa é um desafio. Isso porque não basta conhecer a atividade-fim desenvolvida ali, é preciso entender de aspectos contábeis e de controle de custos. Nesse sentido, uma das ferramentas que podem ajudar é o GMD.

A falta de conhecimento e planejamento financeiro, seja por meio do GMD ou não, influencia no fato de a cada quatro empresas abertas, uma fechar antes de completar dois anos.

O que é o GMD (Gerenciamento Matricial de Despesas)?

GMD é a sigla para Gerenciamento Matricial de Despesas, uma metodologia de controle orçamentário que trabalha com o agrupamento de despesas semelhantes em uma mesma matriz.

Ela é uma ferramenta que auxilia o empresário na elaboração e na gestão de orçamentos.

A ideia é passar a utilizar aspectos técnicos neste processo, não apenas a base histórica (como visto no orçamento base zero). Desta forma, é possível acompanhar eventuais erros no decorrer da aplicação do orçamento.

Como o Gerenciamento Matricial de Despesas funciona?

A Gestão Matricial de Despesas visa a implantação de um novo processo de gastos, como o orçamento matricial.

A ideia é que as informações se cruzem em linhas e colunas, formando uma matriz de despesas, o que torna mais fácil visualizar as alterações.

Com ela, as despesas semelhantes serão organizadas em uma mesma matriz.

Esta matriz terá dois eixos: entidades, e pacotes.

As entidades são os setores da empresa, como vendas, financeiro e produção. Cada entidade terá um responsável por gerenciar o departamento, o chamado gestor de entidade.

Já os pacotes são os grupos de despesas semelhantes. Entram neste eixo, por exemplo, as despesas com ocupação, com produção e logística. Cada pacote terá um responsável por gerenciar este grupo de despesas semelhantes, denominado gestor de pacote.

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Elaboração do orçamento com a GMD

O objetivo da metodologia GMD não é apenas gerir um orçamento já existente. É preciso também criar um do zero.

Dentro deste método, há três fases para a elaboração de um planejamento orçamentário:

  • Proposto;
  • Negociação;
  • Aprovação.

Na fase “proposto”, o gestor de entidade irá propor o orçamento para o seu setor, baseado nas necessidades levantadas até então.

Na fase de negociação, o gestor do pacote pode não concordar com o valor proposto pelo gestor da entidade.

Geralmente, o intuito é reduzir o valor proposto, mas há exceções.

Mas, para tentar manter o valor sugerido, o gestor de entidade pode justificá-lo, apresentando os motivos que o levaram a tal número.

Caberá ao gestor de pacote, na etapa de aprovação, decidir o orçamento final para a entidade. Mas, se forem precisos ajustes para o valor ser consensual, será necessário retornar à etapa de negociação.

O que significa que todo orçamento será de comum acordo entre os gestores de pacote e entidade. Após a aprovação, o orçamento não poderá mais ser editado.

Acompanhamento da GMD

No acompanhamento, os gestores deverão comparar o que foi estabelecido no orçamento com o que for sendo realizado ao longo do período.

Há ferramentas disponíveis no mercado que automatizam esse processo de cruzamento de informações, tornando a tarefa mais fácil.

Se for constatado que a execução difere do planejamento, os gestores poderão criar planos de ação para chegarem aos valores estabelecidos no orçamento.

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Vantagens da GMD

Com o GMD, a forma de implantar e acompanhar o desenvolvimento dos gastos e receitas torna-se mais eficiente.

Logo, trata-se de um recurso que visa otimizar a gestão do negócio, de forma a evitar prejuízos e otimizar a produção.

Entretanto, para que ele funcione, é preciso que haja esforços conjuntos de todos os gestores de entidades e pacotes.

Afinal, se apenas um não cumprir o esperado, todo o orçamento previsto irá por água abaixo.

Para auxiliar quem busca um controle orçamentário eficiente em sua vida pessoal, a Suno Research oferta uma planilha específica para este fim.

Assim, não é preciso implementar uma GMD, mas é possível melhorar seu controle de gastos.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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