giro de caixa

Para avaliar a qualidade de uma empresa, a análise do fluxo financeiro – ou seja, da entrada e saída de capital no caixa da negócio, é um fator mais do que essencial. Nesse sentido, um dos principais indicadores a serem observados é o chamado índice de Giro de Caixa.

Além de avaliar a eficiência financeira, o Giro de Caixa indica, de forma concisa, o nível de sustentabilidade da empresa – permitindo que investidores e gestores identifiquem possíveis vantagens ou gargalos na operação do negócio.

O que é giro de caixa?

Giro de Caixa é o indicador financeiro que mostra quantos ciclos financeiros o caixa de uma empresa tem por ano. Ele informa o número absoluto de vezes que o capital circula – ou seja, entra e sai do caixa da empresa, em um período de 12 meses.

Esse indicador é muito útil para a análise de empresas que dependem de fluxo de vendas e estoques – como comerciantes, varejistas, distribuidoras e indústrias. Por informar tanto a eficiência operacional como financeira da empresa, o Giro de Caixa também é bastante utilizado para comparar a situação entre concorrentes no mesmo setor.

Quanto mais alto é o Giro de Caixa, maiores as chances da empresa apresentar um resultado sólido e ter uma boa gestão comercial, operacional e financeira. Portando, o Giro de Caixa também é mais uma ferramenta para ajudar na avaliação de potenciais investimentos.

Calculado o Ciclo Financeiro

Por representar a quantidade de vezes que o capital “gira”, o Giro de Caixa é um valor originado a partir de um outro indicador: o Ciclo Financeiro. O Ciclo Financeiro é o prazo médio, em dias, que os recursos da empresa levam para se transformarem efetivamente em dinheiro.

Logo, tanto Ciclo Financeiro quanto o Giro de Caixa dependerão de aspectos operacionais e financeiros da empresa. Entre eles estão a movimentação dos estoques, o fluxo de vendas, o prazo de recebimento dos clientes e o prazo de pagamento para os fornecedores.

Por isso, antes de encontrar o Giro de Caixa de uma empresa, é preciso calcular qual é o Ciclo Financeiro da mesma. A fórmula que determina o Ciclo Financeiro de uma empresa é a seguinte:

  • CCC = DIO + DSO – DPO

Onde:

  • DIO é o prazo médio de estoque;
  • DSO é o prazo médio para receber as vendas;
  • DPO é o prazo médio para pagar os fornecedores.

Dessa forma, o Ciclo Financeiro mostra o tempo entre o desembolso do capital e sua a recuperação ao entrar novamente no caixa. Logo, nesse período a empresa terá que financiar suas despesas com capital próprio ou de terceiros. Por isso, quanto maior for esse tempo, pior para a situação financeira do negócio.

Calculando o Giro de Caixa

Após determinar quantos dias duram o Ciclo Financeiro da empresa, começa o cálculo do seu Giro de Caixa.

A fórmula para encontrar o Giro de Caixa é bastante simples:

  • GC = 365/CCC

Onde:

  • 365 é o número de dias em um ano.
  • CCC é o Ciclo Financeiro;

Para exemplificar o cálculo, suponha que uma loja apresenta as seguintes condições:

  • Prazo médio de estocagem: 40 dias;
  • Prazo médio de pagamento a fornecedores: 45 dias;
  • Prazo médio de recebimento de vendas: 30 dias.

Logo, o CCC da empresa é de 48 + 45 – 30 = 73 dias.

Dividindo os 365 dias por ano pelos 73 dias do ciclo financeiro, temos que:

  • GC = 365/73 = 5

Logo, índice de giro de caixa é 5. Ou seja, a empresa consegue girar o seu caixa 5 vezes por ano.

Como analisar o Giro de Caixa?

Com mais dinheiro circulando pelo caixa, a necessidade da empresa se financiar com recursos externos ao negócio é menor – afastando despesas com financiamentos e juros bancários, por exemplo. Por isso, quanto maior o Giro de Caixa, melhor será a situação financeira da empresa.

Ou seja, quanto mais distante for o pagamento aos fornecedores, mais próximo for o recebimento dos clientes e menos estoque estiver parado, mais dinheiro estará disponível para a empresa continuar funcionando. Logo, um Giro de Caixa grande demonstra a eficiência do negócio em gerar recursos para se sustentar.

Compartilhe a sua opinião
Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.