gestão de riscos

Você sabe como fazer a gestão de riscos da sua carteira de ações?

Muitos investidores são interessados nos dividendos, na valorização da ação, mas se esquecem de pensar na gestão de riscos dos seus investimentos.

De fato, administrar os riscos é fundamental para não perder dinheiro. E de acordo com Warren Buffet, essa é a regra número 1. Classificamos essa gestão dos riscos em três pilares:

  1. Preço
  2. Concentração
  3. Liquidez

Então vamos ver cada um desses pilares a partir de agora.

O risco de pagar caro demais

risco de pagar caro demais

risco de pagar caro demais

Sempre que você for comprar uma ação, deve procurar comprá-la com uma margem de segurança.

Mesmo que o negócio tenha um bom desempenho operacional, um preço muito caro pode neutralizar os ganhos do acionista. Veja o exemplo da imagem acima.

De Fevereiro de 2008 até Setembro de 2009 os lucros cresceram quase 80% no período, mas o acionista não ganhou nada neste mesmo período, pois pagou caro demais para comprar a ação.

O risco da concentração excessiva

risco de permanecer com Eternit

O segundo risco da nossa lista é o risco da concentração excessiva.

É muito perigoso estar muito concentrado em alguma ação, setor ou segmento da economia, pois se as suas convicções se mostrarem falsas, então poderá ter uma perda muito grande de capital.

E mesmo que por alguns anos sua carteira possa ir bem, nunca se sabe o que o futuro nos reserva.

Imaginem o caso do acionista que estivesse muito concentrado em Eternit.

Essa era uma empresa referência em criação de valor aos seus acionistas desde a década de 90.

Apesar desse histórico positivo, os fundamentos da companhia deterioraram a partir de meados de 2014.

E desde então, como podemos ver no gráfico acima, os acionistas dessa empresa já acumulam uma perda mais de 75% do capital.

Ou seja, demorariam quase 8 anos somente para recuperar essa perda, e supondo uma rentabilidade excelente de 20% ao ano.

Enfim, esse foi um caso extremo, mas real. E vejam que nem estamos falando de empresas pré-operacionais, como as do grupo X, por exemplo.

E como recomendação, acreditamos que você não deva ter mais do que 20% do portfólio em um único papel, e sempre é bom diversificar a carteira em setores diferentes.

O risco da falta de liquidez

risco de liquidezPor fim, o risco de liquidez é o menos importante dos três.

A razão disso é que o investidor de longo prazo não pretende vender suas ações tão cedo.

Esse risco só seria um problema caso você decidisse vender suas ações para uma emergência financeira ou então por necessidade, caso a empresa sofra uma deterioração econômica.

Contudo, a maioria das empresas possui pelo menos alguma classe de ação com liquidez suficiente para quase todos que investem na bolsa.

Assim, encaramos esse risco como tendo uma menor importância frente aos outros dois já apresentados.

 Conclusão sobre a gestão dos riscos

conclusão sobre gestão de riscosGestão de riscos é uma disciplina extremamente importante para o investidor de longo prazo. Pagar um preço excessivo por uma ação pode anular ganhos significativos, mesmo se for de uma boa empresa. Além disso, um portfólio excessivamente concentrado pode levar a grandes perdas de capital que demorariam anos para serem recuperadas.

 

 

 

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Rodrigo Wainberg

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos, possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários, e é Bacharel em Física pela UFRGS.