Os Fundos de Private Equity são estruturas financeiras voltadas para empresas
Por: Tiago Reis

Fundos de Private Equity: estruturas financeiras que aplicam em empresas

Dentre os fundos de investimentos existentes atualmente, existem uma modalidade conhecida como Fundos de Private Equity que vem sendo bastante comentada no mercado nos últimos anos.

Mesmo assim, muito investidores ainda desconhecem a finalidade e os objetivos dos Fundos de Private Equity, sendo esta, portanto, uma modalidade de investimento ainda em muito a ser desenvolvida no Brasil.

Fundos de Private Equity – Definição

Os Fundos de Private Equity são fundos que investem capital diretamente nas empresas.

Neste sentido, ao se mencionar essa categoria de fundos, automaticamente lembra-se dos Fundos de Investimentos em Participações pois, a depender do tamanho da empresa a ser investida, a definição pode ser feita como Seed Money, Venture Capital ou Private Equity.

  • Seed Money: normalmente investem na fase inicial dos negócios;
  • Private Equity: normalmente investem em empresas já desenvolvidas, ou em processo de consolidação no mercado;
  • Venture Capital: normalmente investem em empresas que já apresentam faturamento, em processo de crescimento e/ou desenvolvidas;

No sentido das definições acima feitas, é interessante mencionar que, investimentos feitos em empresas maiores representam, na maioria das vezes, menores riscos, porém potenciais de retornos também menores.

Em contrapartida, investimentos feitos em empresas menores tendem a representar, na maioria das vezes, maiores riscos, porém potenciais de retornos também maiores.

Dito isso, pode-se enfatizar que os Fundos de Investimentos em Participações normalmente adquirem ações, debêntures (conversíveis ou não em ações), bônus de subscrição de companhias que possuam capital aberto ou fechado, dentre outras aplicações.

Vale mencionar que, além de aplicar o capital nas companhias, normalmente esses fundos implementam, também, capacidade de gestão no negócio, haja vista que é comum essas entidades influenciarem nos processos decisórios das companhias investidas.

Nessa conjuntura, é importante destacar que esses fundos investem tanto em empresas listadas como em empresas não listadas na bolsa de valores.

Como investir nesses fundos?

Infelizmente, por serem fechados e de baixa liquidez, o acesso para se aplicar nesses fundos é muito restrito, isto por que o mesmo é voltado apenas para investidores qualificados, ou seja, investidores profissionais – pessoas física ou jurídica – com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros.

Com isso, esse tipo de investimento é muito comum para investidores estrangeiros, fundos de pensão, family offices, bancos, agências de fomento e/ou bancos de desenvolvimento.

Nessa conjuntura, normalmente, após se investir em alguma empresa, os gestores desses fundos trabalham para que a mesma cresça e gere riqueza, para que, assim, a mesma possa ser vendida por um valor acima daquele que foi investido no ato da aplicação.

Normalmente, o ciclo acima descrito leva anos, sendo essa modalidade de investimento, por isso, considerada como de longo prazo

Vale destacar que o principal risco deste tipo de aplicação se faz no fato de a empresa investida vir a quebrar ou não apresentar uma performance conforme o esperado, ocasionando, assim, baixos retornos aos investidores.

Por último, mas não menos importante, é válido salientar que a tributação desses fundos é a mesma da que se observa na renda variável como um todo, ou seja, 15% de Imposto de Renda exercidos na venda ou no resgate das cotas.

Conclusão

Conforme destacado, para quem busca liquidez, o investimento tradicional diretamente em ações é mais recomendado do que a aplicação em Fundos de Private Equity que, por sua vez, apresentam uma abertura para novos cotistas bastante restrita devido ao seu alto valor de capital mínimo normalmente solicitado no início da aplicação.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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