Muitos investidores, principalmente os iniciantes, ao decidirem ingressar no universo dos investimentos para conquistarem uma renda satisfatória, normalmente sentem-se mais confortáveis, após uma rápida pesquisa, a fazê-lo através dos fundos de investimento.

O motivo para tal fato pode ser explicado pela comodidade e aparente segurança que transparece a estrutura dos fundos de investimento, principalmente por conta de serem geridos por profissionais com experiência no mercado.

Definição dos fundos de investimento

Este modelo de aplicação pode ser definido como um “agrupamento” de recursos feito por diversos investidores que confiam o seu capital a um time de profissionais do mercado financeiro e que possuem o objetivo de gerir e rentabilizar esse montante.

Normalmente, características pré-definidas são submetidas a cada fundo especificamente, tornando-os bastante diversificados e individuais, o que permite que praticamente todos os perfis de investidores – desde os conservadores aos mais arrojados – encontrem aqueles que mais se identifiquem naquele momento.

Dentre as diversas características dos fundos de investimentos, os mais comuns são os de renda fixa (atrelados, normalmente, a CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto, entre outros), os fundos de ações (por meio dos quais os gestores aplicam exclusivamente em ações), e os fundos multimercados (combinação de investimentos tanto em renda fixa como em renda variável).

É interessante destacar que cada fundo de investimento possui um objetivo específico, e é bastante importante que o investidor tome conhecimento previamente de quais são esses objetivos e se os mesmos estão alinhados com seus interesses pessoais.

Obviamente que os objetivos são apenas metas a serem alcançadas pelos gestores, e as mesmas não possuem garantia nenhuma de que serão, de fato, atingidas pela equipe responsável.

Como já reportado anteriormente, cada um desses modelos de investimentos possui características específicas, e alguns pontos necessitam de uma atenção maior perante o investidor, visto que podem impactar diretamente nos seus resultados particulares.

Dentre esses quesitos, não podem deixar de serem mencionados as taxas cobradas por cada fundo (normalmente usadas para custear as despesas provenientes da atividade), o investimento mínimo do cotista para participação, e o tempo de resgate do capital aplicado – que nada mais é do que o prazo entre a solicitação do resgate do capital investido e o dia em que, de fato, o dinheiro estará novamente disponível para o investidor.

Além de todos estes fatores acima mencionados, a tributação também deve ser compreendida de maneira premeditada para que surpresas desagradáveis não se façam presentes no percurso.

Diante disso, é necessário salientar que dois tributos são retidos diretamente na fonte em decorrência da renda dos investimentos. Estas obrigações são o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto sobre a Renda (IR).

A incidência do IR nos fundos de investimentos costuma variar entre 15% e 22,5% sobre o valor dos rendimentos da aplicação, e depende, em grande parte, do período de permanência e nos tipos de investimento que esse fundo aplica os recursos.

Em relação à cobrança do IOF, esta também incide sobre o rendimento das aplicações, porém somente daquelas que permanecem aplicadas por um período inferior a 30 dias.

Ainda no que diz respeito ao IOF, este imposto pode variar de zero a 96% em relação aos rendimentos da aplicação, dependendo exclusivamente, como mencionado antes, do número de dias decorridos entre a aplicação e o resgate. Dessa forma, a partir do 30º dia da aplicação, a incidência do IOF não é mais descontada.

Em relação a isso, pode-se concluir que, para períodos de tempo considerados curtos, a aplicação em fundos de investimentos demonstra não ser uma alternativa viável devido à tendência de que seus rendimentos serão bastante insatisfatórios, em grande parte devido às tributações sujeitas à essas condições.

Conclusão

Sempre é necessário que o investidor procure antecipadamente conhecer o máximo possível sobre as aplicações a que tenha interesse a fim de que surpresas desagradáveis sejam ao máximo minimizadas na sua jornada.

Com essa modalidade de investimento esse fato também se faz necessário.

Apesar de os fundos de investimento serem uma boa alternativa – inclusive de se diversificar uma carteira de investimentos –  para quem ainda não tem experiencia com o mercado, minimizar ao máximo os riscos e imprevistos deve ser uma prioridade em qualquer situação.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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