Fundo de dívida externa
Por: Tiago Reis

Fundo de dívida externa: como funciona esse tipo de fundo de investimento?

Há uma série de opções de aplicações para quem pretende investir em renda fixa. Entre eles está o fundo de dívida externa.

Apesar de ser menos conhecido do que o CDB, por exemplo, dependendo do investidor, o fundo de dívida externa pode ser tão interessante quanto as demais aplicações que compõem a renda fixa.

O que é um fundo de dívida externa?

O fundo de dívida externa é uma modalidade de aplicação cuja principal característica é o fato de investir pelo menos 80% de seus recursos em títulos de dívida do Brasil. Esses títulos compõem a dívida externa brasileira e são negociados no mercado internacional.

Esta regra é estipulada pela Comissão de Valores Mobiliários para que o fundo possa ser considerado de dívida externa.

Características do fundo de dívida externa

Fundo de dívida externa

Se um fundo de dívida externa tem que obrigatoriamente aplicar 80% dos seus recursos em títulos da dívida externa, o que acontece com o restante do dinheiro?

O valor que resta deste patrimônio, ou seja, 20% do fundo, geralmente é aplicado em títulos de crédito também negociados no exterior.

Porém, há casos em que estes fundos aplicam 100% dos seus recursos em títulos da dívida externa.

Esta possibilidade, entretanto, só é aberta para os fundos de dívida externa ou fundos restritos de investimento no exterior.

Entretanto, só podem participar dos fundos restritos os investidores qualificados ou investidores profissionais.

Já os fundos de investimentos da dívida externa são abertos a qualquer tipo de investidor.

Lembrando que os fundos de dívida externa são acompanhados pela Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid).

Além disso, este tipo de fundo não é tributado no Brasil, mas está sujeito a pagar impostos no exterior.

Peculiaridades do fundo de dívida externa

Fundo de dívida externa

O fundo de dívida externa é uma das formas mais fácil de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.

Isso porque somente os fundos de dívida externa podem adquirir papeis representativos da dívida externa que são de responsabilidade da União.

Além disso, nestes fundos pode ser cobrada uma taxa de performance.

A taxa de performance é um valor cobrado dos cotistas pelo administrador do fundo como uma espécie de prêmio, caso a aplicação renda mais do que o seu alvo.

Assim, o alvo do fundo é o CDI (Certificados de Depósitos Interbancários) e o fundo render mais do que o CDI, será preciso pagar um valor sobre o percentual do rendimento sobressalente.

Vale lembrar que esta taxa, em geral, só é permitida em aplicações voltadas a investidores qualificados. A exceção está justamente no fundo de dívida externa.

Isso acontece porque, apesar de ser renda fixa e buscar rentabilidade maior, com menor alíquota tributária, estes fundos visam render os percentuais obtidos no exterior. Com isso, lhes é permitido fazer esta cobrança.

Porém, nem todos os fundos de investimento deste tipo farão tal cobrança. Por isso, vale a pena pesquisar antes de ingressar em uma aplicação deste tipo.

Para saber se esta é uma modalidade de investimento em dívida que faz sentido, a Suno Research oferece cinco amostras gratuitas do nosso serviço.

Desta forma é possível ter uma ideia se vale a pena investir em um fundo de dívida externa ou não.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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