follow-on
Por: Tiago Reis

Entenda o que é follow-on e como é feita a oferta subsequente de ações

Quando uma empresa fechada resolve abrir o seu capital, ela realiza a sua oferta primária de ações (IPO). Entretanto, essa mesma empresa pode emitir e vender mais ações posteriormente no mercado, em um processo conhecido como follow-on.

Um follow-on pode ser uma boa oportunidade para todos os envolvidos. Com ele, a empresa pode arrecadar mais capital para suas expandir suas operações. Ao mesmo tempo, os sócios também podem vender suas participações, realizando assim o investimento feito. Além disso, o papel acaba ganhando mais volume e liquidez na bolsa – beneficiando seus acionistas e indiretamente todo o mercado.

O que é follow-on?

O follow-on, também conhecido de oferta subsequente de ações, é o nome dado ao evento onde uma empresa que já possui capital aberto emite mais ações para serem negociadas no mercado.

Ou seja, o follow-on acontece quando uma companhia aberta retorna a bolsa de valores para ofertar mais papéis.

Como o próprio nome sugere, não se deve confundir a oferta subsequente de ações com a oferta primária de ações. Quando uma empresa abre seu capital pela primeira vez, a operação recebe o nome de IPO (Initial Public Offer). Mas se companhia já realizou o seu IPO e quer se capitalizar lançando mais ações no mercado, todas as ofertas de ações em diante são consideradas como follow-on.

Como o follow-on acontece?

Da mesma forma que um IPO, a distribuição das ações em um follow-on pode ocorrer sob a forma de oferta primária ou oferta secundária.

Oferta primária de ações

Na oferta primária, é a própria empresa que lança as ações no mercado. Neste caso, a empresa emite e oferece novas ações aos investidores, ampliando o seu capital social e a sua base de acionistas.

Os recursos capitalizados com essa operação vão diretamente para o caixa da empresa. Esse dinheiro poderá ser utilizado em diversas finalidades, como:

  • Aumento da capacidade produtiva;
  • Expansão dos negócios;
  • Aquisições e investimentos;
  • Pagamento de dívidas;
  • Necessidades financeiras e de caixa.

Oferta secundária de ações

Por outro lado, a oferta secundária acontece quando os próprios acionistas da empresa decidem colocar suas ações à venda no mercado. Como já são ações existentes, o capital social da companhia não sofre nenhuma alteração.

Em geral, a oferta secundária ocorre quando os sócios decidem reduzir ou terminar a sua participação no negócio. Logo, o valor arrecadado com a venda não vai para o caixa da empresa – e sim para os próprios acionistas que venderam suas ações.

Formas de oferta de ações em um follow-on

Nem sempre uma oferta subsequente de ações será aberta para todo o mercado. Um follow-on também pode restringir o tipo de investidor que terá acesso a compra das ações.

Follow-on com oferta pública

Em um follow-on público, a nova oferta de ações é destinada aos investidores em geral. Ela acontece de forma aberta na bolsa de valores. funcionando da mesma forma que um IPO.

Por isso, a oferta deve ser devidamente registrada e submetida ao trâmite burocrático junto a CVM e na B3, como determina a Instrução CVM 400. A empresa deve informar claramente, por meio de comunicados e prospectos ao mercado, todas as informações sobre a oferta, como o número de ações ofertadas, o objetivo da emissão e todos os demais fatos envolvidos.

Follow-on com oferta restrita

Porém, a empresa também tem a opção restringir o seu follow-on e ofertar a venda de ações apenas para investidores qualificados. Logo, apenas fundos de investimento e pessoas físicas e jurídicas com carteira superior acima de R$ 1 milhão poderão comprar os papéis ofertados.

Essa modalidade, conhecida no mercado como distribuição com esforços restritos, é mais rápida e menos burocrática, dispensando o registro na CVM. Além disso, a empresa não é obrigada a apresentar prospectos e demais informações publicamente.

Entretanto, a oferta restrita também precisa seguir algumas obrigações. Segundo a Instrução CVM 476, as ações de um follow-on restrito só podem ser oferecidas para até 75 investidores, e apenas 50 deles podem adquirir os papéis.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

1 comentário

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  • Vinicius Dias 11 de julho de 2019

    Então o acionista não recebe nenhuma “preferência” na compra das novas ações, como no processo de subscrição, por exemplo?

    Responder
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