Por: Rodrigo Wainberg

Fluxo de caixa: o que é, qual sua importância e como analisá-lo?

Você sabe o que é o fluxo de caixa e qual é a importância? Esse é um conceito muito relevante para qualquer investidor de valor com o foco no longo prazo, portanto pelo menos o básico a respeito do que se trata um fluxo de caixa é essencial.

Contudo, mesmo sendo essa uma das principais demandas existentes para quem deseja investir em sólidas empresas, poucas pessoas sabem do que se trata o fluxo de caixa.

O que é Fluxo de Caixa?

O fluxo de caixa pode ser definido como o valor financeiro líquido de capital e seus equivalentes monetários que são transacionados por um negócio em um determinado período de tempo.

O fluxo de caixa, também chamado de cash flow, mede as entradas e saídas de caixa de uma empresa em determinado período. Este fluxo é dividido em atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

Nessa conjuntura, dizer que um fluxo é positivo significa que os ativos líquidos de uma empresa estão aumentando.

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Isso permite, entre outras coisas, que:

  • Dívidas da empresa sejam liquidadas;
  • Reinvestimentos sejam realizados no próprio negócio;
  • A empresa possa remunerar, em forma de dividendos, os seus acionistas;
  • Despesas sejam pagas;
  • Garantias sejam realizadas no que diz respeito aos futuros compromissos financeiros que a empresa poderá fazer.

Em contrapartida, um fluxo negativo indica que os ativos líquidos de uma empresa estão diminuindo.

Isso quer dizer, que a empresa terá maiores dificuldades para executar todas as ações mencionadas anteriormente. Possivelmente, algumas delas até se tornem inviáveis, dependendo do resultado do fluxo de capital negativo em um período.

Representação do fluxo de caixa

fluxo de caixa

É importante ressaltar, ainda, que o fluxo líquido é diferente do lucro líquido, haja vista que o segundo, normalmente, é calculado a partida das contas a receber e outros itens para os quais o pagamento não foi efetivamente recebido.

Isso se faz real devido a um recurso muito significativo na contabilidade, denominado Regime de Competência.

O Regime de Competência, define que as transações relacionadas às operações de compra e venda de uma empresa sejam registradas no ato da transação, e não, de fato, quando o capital entrou no caixa da empresa.

Vale frisar também, que normalmente o fluxo é usado para avaliar a qualidade das receitas de uma empresa, ou seja, quão líquidos esses recursos são.

Isso pode indicar se, na naquele momento, a empresa dispõe ou não de capital oriundo de suas operações.

O fluxo de caixa é elaborado em uma demonstração (DFC) dividida em três seções:

  • Operacional
  • Investimentos
  • Financiamento

A primeira seção se refere às questões operacionais da empresa. Qual a receita proveniente de suas vendas, quais as margens, entre outras coisas.

A segunda seção está relacionada aos investimentos da empresa. Quanto ela investiu no negócio e quanto ela precisa investir para que seja perpétua.

Por fim, a terceira seção está relacionada ao financiamento da empresa. Ou seja, de onde ela tira o capital necessário para investir.

A empresa pode buscar capital através de empréstimos em bancos, aplicação de investidores ou por meio de capitalização através da emissão de títulos privados, como debêntures, por exemplo.

Para quê serve o Fluxo de Caixa?

Qualquer empresa, independente do tamanho ou do setor no qual atua, deve adotar o fluxo de caixa como regra básica, ou seja, é necessário registrar tudo que entra e sai da empresa.

Para tornar esse trabalho realmente eficiente, todas as movimentações de saída de caixa e entrada de caixa devem ser registradas.

O fluxo de caixa, quando feito de maneira eficiente, mostra exatamente quanto de dinheiro a empresa possui, por isso é uma prática tão importante para a análise de um negócio.

Dessa forma, o gestor poderá determinar como anda a saúde financeira da empresa e, então, tomar as melhores decisões para o negócio.

Mas não é só o gestor da empresa que pode se beneficiar dos resultados do fluxo de caixa.

A base de dados formada a partir da prática também pode ser usado por analistas e investidores para avaliar aplicações em determinadas empresas.

Uma das variáveis mais importantes para modelos de fluxo de caixa descontado é a geração de caixa livre ao acionista.

O caixa livre nada mais é do que o montante que poderia ser distribuído aos acionistas sem afetar os negócios da empresa.

Historicamente, o caixa livre nada mais é do que o caixa das atividades operacionais, descontado os investimentos mínimos de capital.

Outra utilidade do Demonstrativo do Fluxo de Caixa é avaliar o quão sustentável é a distribuição de dividendos de determinada empresa. Muitos investidores sentem-se iludidos por distribuições de rendimentos muito elevadas no curto prazo.

Na maioria dos casos, distribuições acima da média podem esconder problemas sérios ou serem apenas eventos não recorrentes.

Por isso, para aqueles que buscam receber dividendos regulares é muito importante avaliar se esses dividendos são condizentes com a geração de caixa operacional.

Em alguns casos, a empresa mantém distribuições de rendimentos insustentáveis em troca de um endividamento cada vez maior.

Já em outros, as distribuições podem se referir a ganhos extraordinários, ou seja, que são provenientes de movimentações excepcionais.

Outra coisa, ao analisar o caixa das atividades de financiamento, o investidor poderá notar aumentos na aquisição de imobilizado.

Se você não sabe como diferenciar estes casos, não deixe de ler os relatórios preparados pela Suno. Eles podem te ajudar na hora de escolher os melhores investimentos!

Pode ser que a empresa esteja pretendendo expandir suas fábricas, ou então, apenas repondo seu estoque atual de capital físico.

Negócios que demandam grandes investimentos podem indicar um setor muito dinâmico. E no qual sejam necessários investimentos constantes para as empresas se manterem competitivas.

Por fim, uma coisa interessante que se pode notar na avaliação do fluxo de caixa das empresas é a recompra de ações.

A prática de recomprar ações pode gerar bastante valor ao acionista, visto que a participação de cada investidor que não vende suas ações aumenta na empresa.

Fluxos de recompra significativos podem indicar, por exemplo, que a empresa acredita que as suas ações estão baratas. Dessa forma , esta pode ser uma pista para o investidor que queira estudar mais a fundo determinada empresa para fins de investimento.

Tipos de fluxo de caixa

fluxo de caixa

Já vimos um pouco sobre o que é o fluxo de caixa e para que serve essa prática, agora vamos apresentar os diferentes tipos de fluxo de caixa.

Veja alguns exemplos de fluxo de caixa e quais as principais características de cada um.

Fluxo de caixa livre

fluxo de caixa livre, ou FDL, está relacionado aos dividendos pagos pela empresa ou investimentos que ela fez, isso porque o FDL se trata da quantidade de dinheiro que restou em uma empresa.

Em outras palavras, o FDL está relacionado ao montante de caixa (fluxo de caixa operacional) que sobrou no caixa da empresa depois de todos os seus gastos (dívidas, salários, aluguéis, etc).

Dessa forma, como o resultado do FDL está relacionado ao valor disponível para seu utilizado, o modelo está relacionado ao valor presente que a empresa possui para destinar para seus projetos, que podem ser pagamentos de dividendos, investimentos, entre outros.

É importante ter em mente que o modelo não considera o potencial de crescimento do negócio.

Fluxo de caixa direto

O fluxo de caixa direto é o modelo mais usados pelas empresas. Esse método registra os pagamentos e recebimentos das atividades operacionais de maneira bruta, sem fazer nenhum tipo de desconto.

As entradas e saídas são classificadas segundo a sua origem contábil, como pagamentos de fornecedores, pagamento de despesas financeiras, tributos, recebimentos de clientes, entre outras.

A principal vantagem de modelo é que ele possibilita que as informações de caixa sejam disponibilizadas diariamente.

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Fluxo de caixa indireto

Esse modelo se baseia nos lucros e prejuízos do exercício apresentados nos Demonstrativos de Resultado do Exercício (DRE), ajustados segundo os itens econômicos, como depreciação, amortização e variações na conta patrimonial.

Para fazer o fluxo de caixa, nesse caso, o gestor não precisa ter controle do fluxo. Ele usa a DRE, os balanços patrimoniais do início do fim do período e outras informações contábeis.

Esse modelo é um dos mais simples, porém ele pode gerar grandes distorções nos resultados.

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado permite que o gestor antecipe situações de risco ou falhas que podem comprometer o orçamento da empresa, dessa maneira ele pode formular estratégias para evitá-las.

O que o gestor faz, nesse caso, é analisar as entradas e saídas do presente para fazer uma média e projetá-las para o futuro.

Nesse sentido, o fluxo de caixa projetado permite que o empreendedor:

  • Faça planejamentos de investimentos para a expansão
  • Realize projeções da realização de pagamentos e recebimentos para organizar as contas do negócio
  • Faça ajustes para corrigir falhas de administração de capita, evitar perdas e alcançar resultados financeiros positivos

Fluxo de caixa operacional

O fluxo de caixa operacional se refere às receitas e despesas de um negócio em determinado período de tempo.

Esse modelo é calculado a partir da soma do lucro da empresa antes de juros e impostos (LAJIR) e da desvalorização subtraídos os impostos.

Nesse sentido, apesar de mostrar o faturamento da empresa, o modelo de fluxo caixa operacional nem considera os investimentos e não revela a necessidade de capital de giro.

Fluxo de caixa diário

O fluxo de caixa diário consistem em uma análise feita diariamente pelo gestor de tudo que entrou e saiu da empresa naquele dia.

Esse é o modelo mais usado para empresas que têm muitas movimentações todos os dias, como supermercados, lojas, postos de gasolina, restaurantes, entre outras.

Para esses tipos de empresa, fazer um fluxo de caixa em períodos maiores pode gerar e, consequentemente, causar prejuízos.

Valuation e precificação de ativos

Fluxo de caixa descontado

O fluxo de caixa descontado, também chamado de FDC, é um método para o cálculo do orçamento de capital (como Payback e Taxa Interna de Retorno).

Ele é utilizado para definir o valor presente de um negócio com base no dinheiro que ele pode gerar no futuro.

Portanto, O FDC considera duas variáveis importantes: o risco e o retorno. Isso quer dizer que para chegar ao seu resultado são considerados projeções futuras do fluxo de caixa e descontos.

Assim, o resultado gerado a partir do cálculo do FDC pode ser usado para fazer uma estimativa do potencial do investimento, quais o seus riscos e as possibilidades de ROI (Retorno Sobre o Investimento).

Fluxo de caixa simples

O fluxo de caixa simples, como o nome sugere, é um dos modelos mais fáceis dentre os modelos de fluxo de caixa disponíveis.

Ele é muito usado entre empresas de pequenas de porte com movimentações diárias, e pode ser feito a partir de uma planilha simples.

O modelo de fluxo de caixa simples consiste em anotações (que podem ser diárias ou semanais) do valor que a empresa possuía em caixa no momento da abertura, mais todas as entradas do período, menos todas as saídas, que vai resultar no fluxo de caixa do período.

O modelo é bastante simples, mas pode dar ao gestor uma boa ideia de como anda a saúde do negócio. No entanto, para que realmente seja eficiente, é preciso que as anotações na planilha sejam realizadas criteriosamente, sem esquecer nenhum valor.

Como analisar um fluxo de caixa?

fluxo-de-caixa

Uma boa análise do fluxo de caixa da empresa pode dar aos seus investidores uma noção real do seu potencial.

O processo de análise não é tão complexo, mas exige um pouco de conhecimento e determinação.

Entendendo a Demonstração de Fluxo de Caixa

Para fazer uma análise do fluxo de caixa, em primeiro lugar, é preciso entender cada uma das três seções que compõem o fluxo de caixa, que dividem em:

De forma geral, as duas primeiras seções demonstram como a empresa capta recursos, enquanto a última seção apresenta o modo como ela consome o dinheiro.

Caixa Líquido das Operações

Esta é a primeira parte da demonstração. Nesta seção ocorre a reconciliação do lucro líquido com o caixa gerado nas operações.

A primeira linha é o lucro líquido reportado na Demonstração do Resultado de Exercício (DRE). A partir daí são realizados diversos ajustes, levando em conta itens reportados na DRE que não afetam o caixa.

Por exemplo:

Além disso, também são descontadas transações que, mesmo afetando o caixa, devem ser classificadas em outra seção. É o caso de lucros auferidos com a venda de imobilizado ou de juros de aplicações financeiras, por exemplo.

Dessa forma, se chega ao montante de caixa gerado nas operações. Entretanto, a companhia utiliza parte desse caixa para adquirir estoques, pagar fornecedores, e outros passivos.

Além disso, a empresa também recebe a contrapartida de contas de clientes que ainda não haviam sido pagas. Estes últimos exemplos são de transações que não são contabilizadas na DRE.

No entanto, envolvem desembolsos e recebimentos de caixa ligados às atividades operacionais. Por este motivo, precisam ser contabilizados neste Demonstrativo.

Levando tudo isto em conta, chega-se ao caixa líquido das atividades operacionais.

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Caixa líquido das atividades de investimento

A segunda seção da DFC se refere às atividades de investimento. Nesta seção são contabilizadas as entradas e saídas de caixa referentes a investimentos realizados pela companhia.

Por exemplo, se uma determinada empresa adquirir novas máquinas, o valor desembolsado entrará na demonstração como uma saída de caixa.

Além disso, os desembolsos referentes a compra de ativos intangíveis também são classificados de maneira semelhante.

O oposto ocorre quando a companhia vende máquinas, imóveis, aplicações financeiras. Neste caso, são registradas entradas de caixa referentes a estas transações.

Caixa líquido das atividades de financiamento

A terceira parte da DFC é a parte que trata das atividades de financiamento. Ou seja, todas aquelas transações relacionadas a estrutura de capital de uma empresa.

São incluídas nesta seção:

Por fim, somando-se as variações de caixa de cada uma das operações, investimento e financiamento, chega-se à variação de caixa de uma empresa. Isto é:

Caixa ao final do período = Caixa inicial + Caixa líquido das atividades operacionais + Caixa das atividades de investimento + Caixa das atividades de financiamento

Analisando as informações do Fluxo de Caixa

Agora que você já entendeu um pouco como funciona cada seção do fluxo de caixa, está na hora de partir para a análise das informações. Isso pode ser feito seguindo a mesma divisão de seções.

Ao avaliar as operações você deve se perguntar: A empresa está operando com boas margens? As despesas são adequadas ao negócio? A empresa está gerando fluxo de caixa?

Para responder a essas questões você deve observar o fluxo de caixa operacional e avaliar se os resultados foram positivos ou não.

Em segundo lugar é preciso avaliar os investimentos. Para um empresa crescer e ser sustentável, é preciso que sejam realizados investimentos nela.

Nesse momento você precisa observar se o que foi investido no passado gerou os resultados esperados e se a empresa tem potencial para pagar os novos investimentos a serem realizados.

Por último, deve ser feita uma avaliação de como a empresa vai financiar seus investimentos, seja através de bancos de emissão de títulos no mercado, entre outras formas.

É preciso ficar atento às condições desses financiamentos, ou seja, quais são os prazos de pagamento e os juros cobrados.

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Além disso é importante observar se depois de pagar esses financiamentos a empresa terá algum dinheiro em caixa. Geralmente esse é o dinheiro usado para pagamentos de proventos, além de novos investimentos financiados com o próprio capital.

Em suma, se o resultado do fluxo for positivo significa que os ativos líquidos de uma empresa estão aumentando.

Nesse cenário, a empresa vai ter capital para liquidar suas dívidas, reinvestimento no negócio com seus próprios recursos, remunerar, em forma de dividendos, os seus acionistas, honrar despesas, entre outras coisas.

Em contrapartida, se o resultado do fluxo for negativo indica que os ativos líquidos de uma empresa estão diminuindo.

Isso quer dizer que a empresa pode não ter condições se realizar algumas atividades importantes para continuar no mercado.

Diferença entre o Fluxo de Caixa e outros indicadores

Um dos conceitos que pode não ser claro para quem está iniciando é a diferença entre lucro e fluxo de caixa.

Alternativamente, esta diferença pode ser entendida pela distinção entre regime de competência e regime de caixa. Nem sempre o que uma empresa lucra ela gera de caixa, e vice-versa.

Entretanto, o ideal é que estas duas métricas andem juntas ao longo do tempo. Isto é, a medida que a empresa lucre mais, ela também gere mais caixa.

Por quê? É muito simples.

Lucro maior que geração de caixa

Caso uma empresa reporte lucros crescentes, mas sua geração de caixa não aumente, então os lucros são falsos.

Este é o caso de empresas que realizam práticas agressivas de contabilidade, antecipando receitas e postergando despesas.

Em alguns casos, existe liberdade contábil para assumir determinadas premissas. Entretanto, em outros casos existe a intenção clara de fraudar as demonstrações para o público.

É o caso da capitalização de despesas que deveriam ser lançadas na DRE.

Caixa maior que lucro

fluxo de caixa

Um exemplo deste problema é o caso da contabilidade reportada pelas construtoras.

Muitas dessas empresas reconhecem as receitas e despesas de maneira proporcional à finalização de suas obras. Entretanto, existe o problema do distrato e os clientes podem desistir da compra.

Assim, todo o lucro reportado anteriormente pode superestimar a geração de caixa caso o provisionamento de distratos tenha sido inadequado.

E no futuro pode ser que a empresa se encontre em sérios problemas de caixa e registre prejuízos relevantes. De fato, a combinação de distratos e alavancagem levou diversas construtoras à falência.

Este problema também pode ocorrer com seguradoras, por exemplo. Estas empresas costumam ficar com muito dinheiro em caixa, rendendo juros de aplicações financeiras.

E sempre que elas emitem novos prêmios ocorre o reconhecimento de provisões para possíveis perdas. Entretanto, se estas provisões forem mal feitas, o rombo de caixa no futuro poderá ser muito grande.

Diante dos exposto, é possível perceber que os indicadores são distintos, mas isso não quer dizer que devam ser analisados separadamente, muito pelo contrário, uma boa análise deve avaliá-los em conjuntos.

Entretanto, à medida que o investidor possua um arsenal maior de ferramentas de análise, o seu índice de acertos tende a aumentar.

Neste sentido, olhar a geração de caixa de uma empresa é algo fundamental.

De fato, todo negócio tem como premissa gerar caixa através de investimentos bem sucedidos. Logo, analisar a geração de caixa de uma determinada empresa é obrigação de qualquer investidor.

Porém, outros indicadores, como o lucro, também devem ser avaliados.

Por que o fluxo de caixa é tão importante?

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) nos mostra quanto de dinheiro entrou e saiu de um negócio num determinado período, por isso é tão importante para a análise da saúde financeira de uma empresa.

Mas não é só o saldo de caixa que é importante ser avaliado.

Ao avaliar o fluxo de caixa há muitas informaçõe que o investidor pode obter para definir se determinado negócio ou é empresa é, ou não, um bom investimentos.

Além de indicar quanto dinheiro a empresa possui, a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) também permite avaliar a capacidade da empresa em honrar suas dívidas e crescer no futuro.

Esses são fatores que todo investidor com foco no longo prazo deve considerar antes de aplicar dinheiro em um negócio.

Assim, tão representativo é o fluxo de caixa que é comum que muitos investidores enxerguem, através desse mecanismo, uma oportunidade ou não de investir em determinada empresa.

Muitas pessoas só colocam o seu dinheiro em ações quando se tem acesso aos ganhos e perdas que tal empreendimento teve durante um determinado período.

Diante disso, é possível perceber que um investidor, para analisar a compra de parte de uma empresa ou mesmo se desfazer de sua posição societária na bolsa de valores, é necessário que se entenda que o fluxo de caixa.

Como dissemos, esse é um elemento fundamental para atestar a saúde financeira de um empreendimento em relação a aquilo que se propõe a fazer.

Nesse sentido, uma avaliação cautelosa dos fluxos de caixa de uma empresa podem dar sinais claros aos investidores de como uma empresa se sairá no futuro e se vale a pena ou não fazer o investimento.

Valuation e precificação de ativos

No entanto, é preciso estar atento ao detalhes, não é só porque uma empresa teve lucro no fluxo de caixa líquido que ela será assim para sempre.

Toda e qualquer avaliação deve ser feita em conjunto com outros indicadores para resultados mais consistentes. Portanto, o fluxo de caixa nunca deve ser avaliado separadamente.

Perguntas Frequentes de Fluxo de Caixa
Quais as principais contas do fluxo de caixa?

Dentre as principais contas que compõem estão as Entradas (contas a receber, dinheiro de sócios, empréstimos, vendas, saldo de aplicações, cheques à vista, cheques pré-datados, etc) e as saídas (contas a pagar, compras à vista, pagamento de empréstimos, despesas gerais (custos fixos), salários, etc).

O que é fluxo de caixa direto?

O método direto de demonstração de fluxo de caixa evidencia as classes de recebimento e desembolso brutos das atividades operacionais de acordo com suas naturezas operacionais.

Esse método se inicia a partir das entradas e saídas que passaram pelo caixa da empresa.

O que é saldo inicial?

Saldo inicial é o valor que a empresa tem disponível em caixa no momento em que se inicia o fluxo.

O que é caixa?

Em termos contábeis, caixa é o nome que se dá a uma conta que registra o valor dos recursos presentes disponíveis, para efetuar pagamentos.

O que é fluxo de caixa indireto?

O método de fluxo indireto tem como base os lucros e prejuízos do exercício (DRE), que devem ser reajustados pelos índices econômicos como amortização e depreciação, além das mudanças nas contas patrimoniais.

Ele recebe esse nome por não se basear diretamente nos números do fluxo de caixa.

Bibliografia

https://www.thebalancesmb.com/cash-flow-how-it-works-to-keep-your-business-afloat-398180

https://www.investopedia.com/terms/c/cashflow.asp

https://corporatefinanceinstitute.com/resources/knowledge/finance/cash-flow/

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos. Possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários e é Bacharel em Física pela UFRGS.