As Fintechs são Startups voltadas para o setor financeiro
Por: Tiago Reis

O que são as Fintechs e como elas podem influir no mercado de crédito?

Termo muito replicado no mercado financeiro ultimamente, as Fintechs vêm ganhando cada vez mais espaço no que diz respeito aos investimentos, principalmente aos voltados ao setor tecnológico.

Mesmo assim, muitos investidores, por diversos fatores, ainda não têm conhecimento sobre esse importante fenômeno das Fintechs, produto esse fruto de inovações que vêm ocorrendo, principalmente, no setor financeiro.

O que são Fintechs?

Resultado da junção dos termos Financial e Technology, as Fintechs são empresas de tecnologia (startups) que atuam com inovações para o setor financeiro.

Dessa maneira, essas empresas atuam em ramificações operacionais onde o sistema financeiro tradicional não consegue atender por conta de, normalmente, serem muito grandes e apresentarem uma “flexibilidade” menor frente a pequenas empresas.

Assim sendo, as Fintechs promovem a inovação tecnológica e financeira através da integração do uso de tecnologias da informação e da comunicação.

Historicamente, primeira empresa desse modelo de operação que surgiu no mercado foi a PayPal em 1998, empresa essa que é um business que atua por meio de pagamento eletrônico.

Atualmente, no Brasil, estima-se que existam mais de 200 empresas que atuam nesse modelo de serviços financeiros.

Classificação das Fintechs

Normalmente, esse tipo de empresa é classificado por meio de seu core business e, neste sentido, as catalogações mais comuns são:

  • Pagamentos;
  • Gerenciamento Financeiro;
  • Empréstimos;
  • Negociação de Dívidas;
  • Investimentos;
  • Funding (financiamento coletivo);
  • Eficiência Financeira;
  • Seguros;
  • Cryptocurrency e Blockchain;
  • Câmbio;

É possível perceber, acima, que as Fintechs atuam, em praticamente todas as transações financeiras que existem hoje no mercado.

Para os consumidores, sem dúvida esses tipos de serviços prestados por essas instituições tendem a melhorar muito o consumo de crédito, o que pode ser traduzido, de certa forma, em uma maior circulação de capital e, por consequência, maior desenvolvimento de diversos setores da economia.

Contudo, existe atualmente, no mercado, uma grande preocupação acerca da regulamentação e também no que diz respeito à segurança dos dados financeiros dos usuários – tanto pessoa física, quanto jurídica – dessas empresas.

Muito dessa inquietação se faz por conta de ser um mercado ainda sem muita regulamentação dos órgãos competentes, como pode ser visto no mercado financeiro e de capitais tradicional, por exemplo, onde a segurança dos dados, neste sentido, tende a ser muito mais confiável e completa por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central do Brasil.

Consideração

Sem dúvidas, esse tipo de serviço prestado por essas empresas tecnológicas tende a se perpetuar no decorrer do tempo.

Porém, é cabível deduzir que os grandes bancos, percebendo essa movimentação no seu tradicional, duradouro e rentável segmento, não devem aguardar inertes a esse aumento de representatividade dessas empresas.

Isso já pôde ser percebido, haja vista que grandes bancos já apresentaram, diante desse cenário, seus próprios serviços oferecidos de maneiras semelhantes aos ofertados por essa nova leva de inovação.

Sem dúvida, quem se beneficia dessa corrida em torno de melhores serviços a serem oferecidos são os consumidores, que tendem a ser ofertados com melhores produtos a preços cada vez mais atrativos.

Conclusão

Como foi possível perceber, as Fintechs apresentam, hoje em dia, um importante e relevante fator no que diz respeito ao desenvolvimento do mercado de crédito no mundo, o que não exclui a necessidade de estudar, de antemão, a viabilidade de se confiar capital a qualquer que seja a instituição, haja visto que, como mencionado, é um mercado ainda novo e que ainda tem muito a evoluir no que diz respeito a sua fiscalização e regulamentação.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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