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Fiikipedia: Qual a (i)liquidez do mercado de fundos imobiliários? Parte 2

By 13 de setembro de 2018 No Comments
mercado eficiente

Nesta semana, teremos, mais uma vez, a presença de André Bacci (autor do livro Introdução aos Fundos de Investimentos Imobiliários) para esclarecer pontos relevantes sobre a distribuição de fundos de papéis (CRIs), até como forma de oferecer maior segurança aos investidores.

Teremos um momento especial na 2ª parte da Live, quando André Bacci participará, junto comigo, de um bate bola de perguntas e respostas sobre os últimos acontecimentos do mercado.

Link Direto para a Live – 13 de set/18 às 21h

Dando sequência ao artigo da semana passada, trago hoje a parte final do estudo feito em parceria com o nosso amigo Nathan Octavio (NOD).

Apenas para relembrar: há poucas semanas, fiz um Live com o Tiago Reis, onde abordamos sobre o porte do mercado de fundos imobiliários frente às ações brasileiras e como é a liquidez dos FIIs frente ao mercado acionário.

Pois bem.

No primeiro artigo, levantamos algumas estatísticas sobre a liquidez – ou falta dela – no mercado dos Fundos Imobiliários.

Principalmente para quem vem do mercado de ações, é natural que esse menor volume de negócios gere um desconforto, mas, seguindo as dicas abaixo, será bem mais tranquilo fazer essa migração e se acostumar com as diferenças desse mercado.

Antes das dicas, uma última estatística que não foi colocada no artigo anterior.

“Se todos os FIIs fossem somados e aglutinados em um único código de negociação da Bolsa, ele não integraria o Ibovespa. Sim, o mercado como um todo é menos líquido – seja em volume financeiro ou quantidade de negócios – do que a ação menos negociada do Ibovespa. Apenas para uma comparação: na bolsa de Nova York, existe o índice S&P 500. Como o nome sugere, ele é composto de 500 empresas de grande tamanho e renome. Dessas, 31 (6%) são REITs, que são o equivalente americano mais próximo aos nossos FIIs. Enquanto isso, no Brasil, nem o mercado inteiro somado entraria no índice”.

Agora vamos a algumas dicas para quem ainda tem algum receio da liquidez reduzida:

1 – Comece operando apenas os FIIs pertencentes ao IFIX – para que um fundo possa integrar o índice, é necessário que ele cumpra quesitos mínimos de liquidez, seja em presença em pregões, seja em volume financeiro. Fora do índice, a falta de liquidez será ainda mais impactante.

2 – Comece pelos fundos maiores – como vimos nos gráficos, os fundos maiores dominam boa parte da liquidez do mercado. Restringindo sua atenção inicial para os 20 ou 30 fundos com maior peso no IFIX, vamos estar em fundos cuja liquidez não incomoda à enorme maioria das pessoas. Com o tempo, conforme for se habituando com o mercado, vai-se olhando os fundos menores.

3 – Compre aos poucos – nunca se entra num rio com os dois pés. E isso vale para qualquer mercado. Enquanto você ainda não estiver totalmente tranquilo com a liquidez de um ativo, não faça compras muito grandes. Divida o valor em pequenas compras e compre um pouco por semana ou por mês. Assim, conforme seu entendimento sobre o mercado vai te deixando mais confortável, sua posição vai crescendo junto.

4 – Saia na velocidade que entrou – se você adquiriu cotas comprando R$ 1 mil por mês e esteve confortável, é bem provável que, na hora de sair, também consiga vender R$ 1 mil por mês sem pagar uma diferença de preços muito alta. Porém, se quiser vender R$ 10 mil, pode ser mais complicado. Portanto, quando decidir que não quer mais ser cotista de um fundo, planeje-se para ir vendendo num ritmo mais próximo possível do ritmo de compras.

5 – Limite sua posição – como consequência da “dica 4”, leve em consideração qual o tamanho máximo que você poderá assumir de um fundo para que o tempo necessário para vendê-lo não te gere sofrimento. Por exemplo: se você planeja movimentar R$ 1 mil por mês, e pretende ter R$ 10 mil em cotas de um fundo, você precisa estar tranquilo de que, para vender R$ 1 mil a cada mês, você levará 10 meses para se desfazer da posição. Se esse tempo te parece excessivo, vale a pena pensar se você pode ter tanto dinheiro investido no fundo.

Como regra geral: RESPEITE SEU NÍVEL DE CONFORTO.

Se não está confortável com algo, não faça. Não siga uma moda ou a dica do seu cunhado. Somente faça algo estando ciente dos riscos. Só isso já vai facilitar as tomadas de decisão para investir, desinvestir e ajustar a carteira.

Mensagem do NOD: “Agradeço muito ao Baroni o convite por participar da Fiikipedia. Espero que vocês tenham gostado. Um forte abraço”.

Agora a minha vez: “NOD, o prazer foi todo meu, aliás, nosso – somos divulgadores da indústria de fundos imobiliários e tê-lo conosco foi sensacional. Todos nós ganhamos e aprendemos um pouquinho mais. VALEU e lembre-se que você será sempre bem-vindo”.

ESPERO POR VOCÊ!

Participe de nossas Lives, no Canal do Youtube da Suno Research, sobre Fundos Imobiliários às quintas-feiras às 21h e aproveite para tirar ainda mais dúvidas sobre tudo que foi abordado neste artigo.

Além disso, temos Relatórios e Radares bem completos que são publicados semanalmente, trazendo destaques dos principais Fundos Imobiliários negociados no mercado brasileiro.

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Marcos Baroni

Marcos Baroni

Marcos Baroni, professor há 20 anos em cursos de Graduação e MBA nas áreas de Gestão de Projetos e Processos. Graduado na área de Tecnologia da Informação e pós graduado em Educação, investe no mercado financeiro desde o início de sua carreira e há 10 anos leva conhecimento por várias cidades do Brasil sobre como conquistar a Independência Financeira.