FED

Você talvez não saiba mas o FED possui um grande impacto sobre toda a economia mundial.

Através do uso da política monetária, o FED impacta como os investidores se comportam inclusive no Brasil.

O FED é o Federal Reserve Bank, o banco central norte-americano. Como a economia americana é a maior do mundo, todos investidores prestam atenção às decisões do banco central americano, já que elas influenciam toda a economia mundial.

São 5 as principais funções do Federal Reserve Bank, são elas:

  • Conduzir a política monetária americana
  • Manter a estabilidade do sistema financeiro nacional dos Estados Unidos
  • Supervisar e regular as instituições financeiras
  • Gerir o sistema de pagamentos
  • Promover o desenvolvimento sustentável da economia

Embora se assemelhe com o Banco Central brasileiro, o Bacen, o FED possui algumas distinções.

Uma das principais distinções é a presença de bancos privadas no governança do FED, fato que gera inclusive críticas por parte de algumas pessoas.

A outra diferença é que o FED possui o seu braço de títulos em uma instituição separada, o FOMC, “Federal Open Market Comitte”.

O FOMC é o braço do Federal Reserve Bank que atua na compra e venda de títulos, exercendo assim a política monetária.

Como o FED impacta a economia mundial

impacto do FED sobre a economia mundial

Existem 3 formas principais com as quais o Federal Reserve Bank impacta toda a economia mundial, são elas:

  • Compra e venda de títulos
  • Taxa de juros
  • Taxa de desconto

Compra e venda de títulos

Através da compra e venda de títulos o banco central americano pode afetar a quantidade de moeda disponível na economia.

Por exemplo, suponha que o FED passe a comprar títulos disponíveis do mercado. Ao fazer isto, ele estará incorporando esses títulos no seu balanço, os retirando do mercado, e inserindo dinheiro líquido.

Este dinheiro será utilizado para consumos e investimentos, o que faz com a economia se aqueça. Esta ação faz parte de uma política monetária expansionista.

Agora imagine que o Federal Reserve Bank passe a vender títulos. Ao fazer isto, ele está na prática retirando o dinheiro da economia e trocando este por títulos.

Ao fazer isto o FED está buscando reduzir a velocidade da economia, para conter uma possível recessão. Esta ação faz parte de uma política monetária contracionista.

Como a economia dos EUA é a maior do mundo, e o país é um grande exportador e importador, a aceleração ou a redução da força de sua economia impacta todo o mundo.

Taxa de juros

A taxa de juros influencia a economia de forma similar à compra e venda de títulos. Na prática o que a taxa de juros faz é acelerar ou frear uma economia, com base na quantidade de dinheiro líquido disponível.

Imagine, por exemplo, que a taxa de juros americana suba de 2% para 6%. O que isto faz com a atratividade dos títulos?

Aumenta, claro, pois o rendimento será bem maior.

Assim, as pessoas irão investir cada vez mais em títulos, e retirarão o dinheiro líquido da economia.

Dessa forma, terá menos dinheiro disponível para o investimento em empresas e o consumo.

A alta dos juros, portanto, faz parte de uma política monetária contracionista.

E exatamente o contrário ocorre em uma baixa dos juros.

A baixa dos juros retira a atratividade do investimento nos títulos. Assim, as pessoas direcionarão mais os seus recursos para investimento em capital físico, em empresas, fábricas ou em consumo.

Isto faz com que a economia cresça no curto prazo e assim faz parte de uma política monetária expansionista.

No entanto, esta política tem que ser gerida com muito cuidado para não causar uma inflação.

Independência do FED

independência do FED

Um fato importante sobre o FED é a sua independência perante as outras instituições políticas americanas.

Ou seja, a presidência americana e o legislativo não necessitam aprovar as políticas do Federal Reserve Bank.

No entanto, o presidente do FED e também o vice-presidente são indicados pelo presidente.

Donald Trump, recentemente, casou polêmica ao criticar a alta dos juros por parte do FED.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.